segunda-feira, 12 de abril de 2010
Foi ruim mas foi bom
Sei que muitos colegas rubro negros desaprovaram a atuação do Flamengo no jogo contra o Vasco e acho que eles estão certos. Também acho que o Fla fez uma partida aquém (mais uma) do que pode fazer. Mas para este jogo houve um fator complicador: o adiamento e a desgastante partida contra o Universidade do Chile na quinta. Nesse jogo tivemos que correr atrás do placar, num campo pesado pela chuva que castigou o Rio na semana passada. Acho que o desgaste ficou evidente pelo péssimo jogo que alguns bons jogadores fizeram, entre eles Léo Moura e Williams.
Quando terminou a partida contra o Universidade do Chile e o lamentável resultado, eu já pensava como ia ser difícil jogar contra um time que nem tem tanta qualidade técnica (apenas 2 ou 3 peças) mas que também tem uma camisa que pesa e que vinha de 3 vitórias seguidas, portanto subindo de produção e bastante empolgados.
Se contra o time chileno o Andrade errou na mão ao exagerar numa escalação defensiva, contra o Vasco ele não fez o mesmo. Já entrou com Mezenga e Love na frente, mantendo o esquema que o time vem jogando desde o começo do ano com Love e Adriano. Mezenga poderia ter participado mais do jogo, mas é bom observar que os dois melhores lances do primeiro tempo se originaram de ótimos passes dele para o Love. O primeiro ele desperdiçou, mas o segundo Love fez o gol.
As atuações foram fracas, mas repito que o jogo era de risco e acho que os jogadores merecem aplausos ao menos pelo esforço.
O jogo só valeu mesmo pelo resultado, porque individualmente o Fla foi terrível. A meu ver só 3 jogadores se salvaram: Angelim que volta a ser aquele zagueiro seguro e bastante atento de algum tempo atrás; Maldonado, invisível como sempre mas eficiente, fazendo as coberturas adequadas e sem se afobar na hora de passar a bola; e Love que fez nosso gol e infernizou a zaga do Vasco o tempo todo.
O resultado foi injusto porque a arbitragem prejudicou muito o time Vascaíno. Aquele penalti do Léo Moura nunca existiu e o Williams (irresponsavelmente) meteu o braço na bola dentro de nossa pequena área.
Mas isso é problema da arbitragem. O Fla fez seu papel, lutou com as forças que tinha e conseguiu chegar ao resultado. Não foi bem como queríamos (na verdade bastante longe do que queríamos) mas estamos na final e vai ser mais um sufoco porque no meio vamos ter a viagem para o Chile.
Fla precisa vencer
Independente do que acontecer no jogo do Caracas x Universidade do Chile, O Fla precisa vencer no Chile para garantir sua continuação na libertadores. É hora de lutar e acho que podemos chegar ao resultado positivo. Só me preocupa o desgaste por conta de tantos jogos decisivos ainda agravados pelo jogo fora de hora contra o U.Chile no maracanã.
Creio que nossa chance é que o time chileno vê-se com remotas chances de classificação. Mesmo vencendo eles ainda ficariam atrás de nós e só poderiam chegar a 9 pontos. Muito improvável que se classifiquem como um dos melhores segundos. Mas nem por isso o Fla pode achar que vai ser fácil. Jogar fora de casa na libertadores é sempre um perigo.
Não sei qual vai ser o esquema que o Andrade pretende usar, mas gostaria de ver o Pacheco de volta ao time. Mezenga foi mal contra o Vasco, muito estático e acho que podemos vencer se usarmos bem os lados do campo. Michael é uma baixa considerável, uma vez que ele jogou bem os 3 últimos jogos e acho que é a hora do Pet começar jogando. Ele não foi bem contra o Vasco, mas quem sabe a condição de titular o empolgue.
Portanto meu time seria: Bruno – Léo Moura – Álvaro – Angelim – Juan – Maldonado – Toró – Williams – Pet – Pacheco – Love.
Peço aos amigos que sintam-se a vontade para discordar, desde que com educação.
Respeito
O grande amigo Ricardo Perez já tinha abordado em sua coluna, mas vamos lá.
Cada vez que entro no site fico mais perplexo com o tratamento que muitos colegas rubro negros estão dando ao Andrade. Eu discordo bastante do jeito que o Andrade conduz o time, acho que ele exagera no defensivismo e acho que ele erra bastante nas substituições, mas nem por isso vou ficar xingado o Tromba de “cavalo batizado”, “fantoche do Braz”, para ficar nos mais suaves que vi por aí. Eu já acho errado que ofendam qualquer técnico que esteja a beira do campo pois não gostaria de ter alguém me xingando quando eu cometesse algum erro no trabalho. E todos cometemos erros.
Esses amigos parecem esquecer (ou muitos simplesmente não devem ter visto) mas vou refrescar-lhes (ou contar-lhes) sobre o Tromba. Andrade é de casa, ganhou 4 títulos brasileiros com a camisa rubro negra, uma libertadores, um mundial de clubes, ou seja, nossos maiores títulos. E depois de todos os títulos como jogador, ano passado nos conduziu a um título que parecia uma ilusão muito distante para qualquer rubro negro. Qualquer um teria ganho o título com o time? Duvido muito. O Fla patinava com o Cuca e já tivemos outros grandes times e outros grandes técnicos e não chegamos a lugar nenhum. Quem não lembra do ataque Romário, Sávio e Edmundo, com Luxemburgo no comando? Não ganhamos nem um carioca. Quem esquece o time do Tri de 2001 encima do Vasco, em que tínhamos Pet num excelente momento, tínhamos Edílson encapetado como sempre e até lembro do Athirson vivendo um momento ótimo. Só ganhamos um torneiozinho de verão chamado copa dos campões, mas no brasileirão tomamos sufoco e escapamos do rebaixamento nas últimas.
Enfim, são alguns fatos que ilustram como foi importante a conquista do hexa ano passado. Reitero que não estou sendo contra críticas ao time ou ao Andrade. Pelo contrário, acho que temos que criticar porque queremos o melhor para o Flamengo, mas peço que o façam ao menos com um pingo de respeito à digna figura do Andrade. E se alguém acha que o Andrade não merece respeito, então me avisem que sinceramente prefiro deixar de entra no Flamengo RJ do que ouvir barbaridades que nem essa.
Abraços a todos, boa semana e saudações Rubro Negras