Amigos rubro-negros, estou escrevendo menos de uma hora depois do jogo de ontem, quando mais uma vez deixamos muito a desejar. A vontade de escrever é mínima, por isso a coluna de hoje será curta e grossa.
O jogo de ontem não estava na minha matemática, pois não podemos esperar grandes coisas do nosso time na fase em que está, enfrentando o Atlético-MG em Minas, mesmo o time mineiro não estando lá estas coisas. Diferente foi termos perdido em casa para o Atlético-PR, num jogo em que ainda estávamos relativamente tranquilos e ganhando aqueles três pontos nos daria a margem que precisamos.
Já escrevi na coluna passada e repito que o que mais tem me chateado é o desempenho dos jogadores mais experientes como R Angelim, Juan, Maldonado, R Abreu, Pet, Kleberson e Deivid. Estes sete jogadores de nome, de fama e com seus altos salários estão com desempenho pífio em todos os jogos, comprometendo todo o time.
Nesta linha de raciocínio, considero injusto reclamar do M Lomba, do Wellinton, do D Maurício, do G Negueba e até do Diogo que apesar de ter vindo da Europa é um garoto de 22 ou 23 anos que no Brasil só havia jogado na Portuguesa. Estes jovens, pelo contrário, se não têm apresentado um desempenho extraordinário, ao menos vem mostrando empenho e personalidade.
Bem, agora temos uma decisão contra o Guarani em casa, um jogo teoricamente fácil, mas que pelo caráter emocional dos dois times será duro e, por isso, complicado. Não acho que adianta torcida invadir o treino para cobrar “raça”; este tipo de atitude só gera mais insegurança em todo o elenco.
A melhor receita é se concentrar e treinar, estudando o adversário para entrar com tudo, principalmente com inteligência, pois se os três pontos são importantes uma nova derrota em casa será trágica.
LUXEMBURGO
Optei por analisar o nosso técnico em separado. Não quero entrar no mérito das escalações jogo a jogo, pois cada um tem as suas preferências. Gostaria de abordar duas atitudes dele que, na minha opinião, têm sido nocivas ao nosso time.
A primeira é a constante mudança no esquema tático do time. Acredito que nestas fases de arrumar o time, o melhor seja fixar uma base e trocar, se necessário, um ou no máximo dois jogadores até encontrar o time. Observem bem como o time vem sendo alterado, sem justificativas de suspensão, constantemente.
O segundo ponto na atitude do nosso treinador que condeno são as críticas públicas que ele vem fazendo a alguns jogadores. Começou após o jogo do Ceará, quando ele chamou Diogo e D Maurício de torres gêmeas, culminando com a barração dos dois no jogo seguinte contra o Atlético-PR. Coincidência ou não, D Maurício que vinha sendo nosso melhor atacante não viu mais a cor da bola. Na minha visão, ele perdeu a confiança, característica que vinha esbanjando.
Após o jogo contra o Atlético-PR, Luxemburgo afirmou que os jogadores não chutaram por nervosismo, ficando com o pé mole. Na realidade, quem estava nervoso, inexplicavelmente, era ele à beira do campo, transmitindo este nervosismo aos jogadores.
Nesta semana, mais uma vez ele utilizou termos desrespeitosos com alguns jogadores durante os treinamentos, o que considero totalmente desnecessário.
Com sua experiência e competência, Luxemburgo não pode ir nesta linha, ainda num momento como este. Deve cobrar e exigir sim dos jogadores, mas sempre com equilíbrio e buscando motivá-los e dando confiança.
ESTÁDIO
Gostaria de tratar do tema sobre nosso estádio, mas peço desculpas pela falta de inspiração.
Prometo na próxima coluna abordar o tema.
15 DE NOVEMBRO
Amanhã nosso clube completa 115 anos de muitas glórias.
Parabéns a todos os rubro-negros que, na saúde e na doença, demonstram a sua paixão cada vez mais forte por esta instituição que transcende a um clube de futebol.
Saudações rubro-negras