Amigos rubro-negros, sete pontos em nove disputados nesta volta ao campeonato brasileiro. Matematicamente trata-se de excelente média, independente dos adversários. Muitos depreciaram a vitória no último domingo sobre o Atlético-GO, mas ontem vimos que este mesmo time ganhou do “xodó” da mídia nacional e, então, líder do campeonato. O próprio Avaí com quem empatamos ontem, na semana passada ganhou fora de casa do “todo poderoso” São Paulo.
Portanto, num campeonato tão equilibrado como este, ter obtido estes sete pontos deve sim ser valorizado, ainda mais se levarmos em conta que o Flamengo foi o time que mais perdas teve nesta maldita janela e pelo momento emocional que vive o clube, os jogadores e até a torcida por este episódio que se envolveu nosso ex-goleiro.
Um fator bastante positivo nestes jogos e que precisa ser registrado foi a seriedade e o espírito de luta de todos durante os três jogos. Se mantivermos esta postura, poderemos compensar algumas fraquezas nossas e buscar bons resultados.
Estes bons resultados, entretanto, não devem servir de cortina de fumaça para estas nossas deficiências. Estes três jogos confirmaram algumas preocupações minhas e de muitos rubro-negros sobre o desempenho do nosso time, sendo a principal a inoperância do nosso ataque com as opções até agora disponíveis.
Com todo o respeito que os profissionais contratados para este setor merecem, e continuarei a torcer para todos eles e também que eu esteja errado, não consigo sentir firmeza que eles serão a solução para os nossos problemas de ataque. Talvez, jogando ao lado de um outro atacante com mais nome e que chame para si a responsabilidade, eles possam render satisfatoriamente, mas montar uma dupla apenas com estas opções que temos é uma aposta de altíssimo risco.
Um outro ponto que merece nossa atenção no sentido de que alternativas sejam criadas é o setor de criação. É fato que o Pet não conseguirá manter o ritmo nos 90 minutos da partida na sequência do campeonato. Assim sendo, inicialmente é necessário que um esquema seja montado para que o Pet não se desgaste tanto no combate ao adversário. Embora seja elogiável, nestes três jogos por diversas vezes vi o Pet correndo atrás dos adversários o que nunca foi o seu forte e que com a sua idade e importância ao time não se justifica. Além disso, temos que ter opção no banco para que, entre 15 e 20 minutos do segundo tempo, o Pet possa ser substituído sem que tenhamos tanta perda na criação das jogadas.
Por último, devemos nos preparar para superar nosso ponto fraco nos últimos campeonatos que é a queda de rendimento quando jogamos quartas (ou quintas) e domingo (ou sábado). Para vocês terem uma ideia, no campeonato de 2008, houve uma sequência de 10 rodadas com 2 jogos por semana; embora nosso aproveitamento no final do campeonato tenha sido de 56% dos pontos disputados, nestes 10 jogos tivemos um aproveitamento de apenas 30%. Em 2009, quando fomos campeões, o mesmo comportamento: média no final do campeonato de 59%, enquanto nas 7 rodadas com 2 jogos por semana tivemos o rendimento de 42% dos pontos disputados.
A razão que vejo para ETs queda é o preparo físico do time, nem sempre muito afeito aos treinamentos. Além disso, nossos técnicos anteriores poucos se utilizaram do expediente de rodízio de jogadores, recursos este empregado por muitos outros times. Para vocês terem uma ideia, considero que a queda no segundo tempo do jogo de domingo passado contra o Atlético-GO e de ontem contra o Avaí, foi principalmente devido ao condicionamento físico de Corrêa, Kleberson e Pet que fizeram um bom primeiro tempo, em ambas partidas, e um péssimo segundo tempo. Pois preparem-se que este ano, em função da paralisação para a Copa do Mundo, teremos nada mais nada menos que 14 rodadas com 2 jogos por semana, a partir da 16ª rodada, no dia 25/08/2010, à 29ª , no dia 10/01/2010.
Como os elencos ainda não estão totalmente definidos e a tal da janela ainda está escancarada, prefiro aguardar mais duas semanas antes de emitir opinião se teremos motivos para sonhar ou ter pesadelos no restante do campeonato.
Independente deste quadro, reintero o pedido de mantermos o apoio ao clube, à diretoria, ao técncio e ao elenco neste momento de transição. Qualquer processo de mudança traz um custo enorme, ainda mais no meio de um campeonato tão difícil como o Brasileiro, ferindo diversos interesses de dentro e de fora do clube e com o já habitual “apoio” dos meios de comunicação que temos que conviver.
Saudações Rubro-Negras