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Este ano, os Deuses do Futebol decidiram que, novamente, um time de segunda seria o vencedor da Copa do Brasil e, nada que fizéssemos, mudaria o acordado entre eles.
Honramos nossos calções, jogamos com o encantamento que nos era cobrado, sobramos no tempo de posse de bola (mesmo com menos um a maior parte do tempo), buscamos incessantemente os gols que precisávamos, construimos o resultado, mas não teve jeito. Era juiz, trave, frangueiro possuído e, “para variar”, “Kriptonita” fazendo das suas. Não deu!
Mas a eliminação não impede que nossas cabeças continuem erguidas. Mesmo aqueles que tantas vezes nos acusaram de vencer sem convencer, foram obrigados a reconhecer nossa superioridade e a pouca justiça do resultado. Coisas do futebol.
Pois, então, que venham reforços e vamos partir para briga no Brasileiro.
Por falar em reforços, e em se tratando de Flamengo, nem chega a ser determinante que eles sejam grandes astros ou não. Não nos faltam exemplos para provar que vestir o Manto Sagrado não é pra qualquer um. O cara pode ter fama de cantor de rock, valor de astro de cinema, mas chegar aqui e amarelar geral, como parece ter acontecido com o Deivid.
Da mesma forma que chega outro com pinta de sem terra, falando pouco, veste a camisa e se identifica como se sua mãe o tivesse parido no círculo central do campo da Gávea, como aconteceu no caso do Wiliams.
Para fazer sucesso no Flamengo é preciso entender que aqui é diferente. Nossa torcida exige que joguem com a mesma paixão que ela torce. Cada dividida, cada carrinho, cada roubada de bola, pode ser comemorado como gol. Erro até tem perdão, falta de empenho, não.
Thiago Neves, por exemplo, parece ter tido essa compreensão; apagou completamente toda a desconfiança que havia em relação a ele e a cada jogo vem se firmando como verdadeiro Ídolo – que seu parceiro, mais famoso, deveria ser, mas, infelizmente, ainda não é. Quem sabe, neste segundo semestre, ele não descobre o caminho também?

A gente ganha a Copinha e ouve:
- Essa é apenas uma competição para os empresários exibirem suas mercadorias e negociá-las para o exterior, em conchavo com a diretoria.
A gente ganha a Taça Guanabara e é obrigado a ouvir:
- Isso não tem valor porque os adversários são muito fracos.
A gente ganha a Taça Rio, consequentemente, o Carioca (INVICTOS), e segue ouvindo:
- Esse estadual não significa nada. Só serve para mascarar as deficiências que vão aparecer no Brasileiro e encobrir a incompetência da nossa direção.
E mesmo com o anúncio de que a equipe var ser reforçada para o Brasileiro, somos obrigados a engolir:
- Se não contratar meio time, corre risco de cair.
São esses mesmos que, depois da nossa EXIBIÇÃO de futebol interrompida pelas decisões absurdas dos CANALHAS de amarelo, vomitavam:
- Tá vendo? Num falei que nosso time é fraco?
PORRA, DÁ UM TEMPO!
Vão se organizar e fundar a FLA DEPRÊ.
O Urubu é apenas nosso símbolo e não um modelo de comportamento a ser seguido. Não acho necessário lembrar da opinião do Grande Nelson Rodrigues a respeito dos pessimistas, mas derrotistas crônicos não merecem nossa atenção. Somos apenas torcedores, não psicólogos.
Por que não acreditar que somos concorrentes ao Hepta? Doações mal cheirosas da CBF à parte, a hegemonia desta competição ainda é nossa. Hegemonia essa conquistada muitas vezes com salários atrasados, sem um lugar decente para treinar e com treinadores sem a experiência do atual.
E, além do mais, tem alguma equipe sobrando na turma por aí? Pelo que vi nas finais estaduais do fim de semana passado, não parece, não. E se algumas delas vão se reforçar, estejam certos, muita gente boa dessas equipes também vai sair – o que possivelmente não vai acontecer conosco.
A ausência do Maracanã é grave, MUITO grave, mas temos um ótimo elenco, que será pontualmente reforçado, uma torcida única para nos apoiar, uma direção que vem parecendo atenta às nossas necessidades e, QUEIRAM OU NÃO, o treinador MAIS VITORIOSO da história desta competição. Portanto, a ansiedade natural deve estar cercada por uma expectativa das mais positivas e otimistas.
É um campeonato longo, cheio de alternativas e onde nem sempre aquele que os “intendidos” apontam como favorito leva o caneco. Um campeonato onde é mais inteligente jogar buscando sempre a vitória, já que, pelos critérios de desempate, vale mais a pena vencer uma e perder duas do que empatar três. E tanto nosso elenco como nosso treinador têm DNA ofensivo.
Consequentemente, o Flamengo é, SIM, fortíssimo candidato, e quem duvidar que escolha um dos outros 19 pra torcer, ou simplesmente não assista.
Rubronegro de verdade conhece muito bem nossa força e capacidade de superar obstáculos; e, JAMAIS deixa de acreditar.
PRA CIMA DELES, MENGÃO!!!
PS: Pelo que pudemos ver hoje, e se tudo o que foi dito é verdade, nossa casa vai se transformar na Arena Mais Moderna do Mundo. O Maraca vai ficar BONITO PRA C...........!!!!!