.jpg)
Quem acompanha futebol já deve estar de saco cheio de tanto ouvir que futebol se decide no detalhe. Dos mais brilhantes comentaristas aos treinadores mais medíocres, este argumento sempre acaba aparecendo.
Mas, infelizmente, acredito que tenha sido exatamente isso o que aconteceu no domingo passado. Deixamos escorrer entre os dedos dois pontos importantes por causa desse tal detalhe.
Decepção e revolta são totalmente justificáveis. Ainda mais quando algo assim acontece em um jogo fora de casa, que conseguimos virar depois de duas vezes estar atrás no placar, contra uma equipe que já se mostrava entregue e que jogava com um a menos. Absolutamente imperdoável.
E quem seria o grande culpado?
Poderíamos escolher vários:
Felipe claramente falhou no terceiro gol.
Fernando errou a saída de bola que originou este terceiro gol.
Galhardo, mesmo aos 20 anos, MORRE com uma hora de jogo.
O miolo de zaga confirmou sua vocação para entregar.
Renato andava em campo no final e não marcava ninguém.
Ronaldinho errou a cobrança da falta, proporcionando o contra ataque que resultou no segundo gol.
Thiago Neves parecia já estar com a cabeça na Seleção.
Wanderley foi uma nulidade.
Posso culpar até o Deivid (que nem jogou) pelo seu alto salário, o que estaria nos impedindo de trazer outros jogadores para as posições carentes.
E tenho um amigo que, por ter perdido uma namorada para um famoso bahiano, afirma que a culpa foi da nossa torcida na Bahia, que pediu “OLÉ” antes da hora e acabou motivando os caras.
Como podemos ver, é facílimo escolher um pra culpar.
Mas o treinador costuma ser o escolhido com maior frequência e desta vez não vai ser diferente. E talvez ele até seja, mesmo. Só que não propriamente neste jogo passado.
Na minha visão, Luxemburgo errou, sim, e feio, ao permitir que abríssemos mão do Toró e renovássemos a permanência de um jogador desprovido de qualidade para exercer qualquer tipo de função na equipe.
Luxemburgo errou, e muito, ao acreditar que possuíamos uma dupla de zaga confiável. E, também, ao não cobrar dos responsáveis pela nossa preparação física, uma explicação plausível que justifique um atleta de vinte anos precisar ser substituído todo jogo por cansaço.
Errou no jogo passado? Errou também. Só que, a meu ver, não na escalação da equipe que entrou ou nas substituições. Errou na escalação do banco.
Levou três atacantes, mostrando que foi lá pra vencer, mas também duas nulidades absolutas que acabamos tendo que utilizar. Tomara que pela última vez!
Mas o que também não podemos esquecer, é que Luxemburgo é responsável por jogarmos, hoje em dia (do meio pra frente), um futebol moderno, ofensivo, bem jogado, eficiente.
Nosso ataque é o mais positivo da competição e alcançamos um índice de 90% de acerto nos passes. Somos a equipe que mais chutou em gol e com a menor média de faltas por jogo na competição. E isso não é pouco.
O rótulo de ser prepotente, pedante, vaidoso ao extremo, e de um caráter, no mínimo, duvidoso, não impede que seja um grande treinador. Luxemburgo conhece o Flamengo. Sabe o que a torcida espera ver, até mesmo porque é Flamengo.
Não espero dele que tenhamos a defesa menos vazada (mesmo com os reforços), pois provavelmente não a teremos. Mas sou capaz de apostar que nosso ataque estará entre os mais positivos. Essa sempre foi uma característica das suas equipes.
Se aquele malfadado golzinho não sai no final, estaríamos todos aqui comemorando a virada e a liderança. Elogiando a capacidade de reação da equipe, a supremacia absoluta no tempo de posse de bola, o percentual de acerto nos passes e a qualidade do futebol que exibimos. Não deu? É, não deu. Mas empate fora não chega a ser uma catástrofe, os reforços pontuais estão chegando e a tendência do nosso gráfico é totalmente pra cima.
Chateado com o desperdício desses dois pontos? Estou, claro que estou. Mas me conformo porque voltei a ter IMENSO prazer em ver o Flamengo jogar futebol. Um futebol com cara do Flamengo.
E é exatamente esse futebol que espero ver domingo.
Embora tenhamos sido cirurgicamente desfalcados pelo ex- treinador do nosso adversário e haja a necessidade de uma merecida homenagem ao INESQUECÍVEL Pet, não há como imaginar um resultado que não seja uma vitória.
O jogo de domingo vale mais do que apenas três pontos.
É contra àqueles que agora nos imitam até nas cores do uniforme. Que importam nossos torcedores tentando fabricar seus ídolos. Que sonham ser um dia o que nós sempre fomos (NUNCA SERÃO). É o jogo contra o time da mídia. O time da CBF, da CORJA GLOBAL, do cara com cara de parede chapiscada, do Neto, do Rizek. Este jogo, em especial, eu faço questão de vencer. E nós VAMOS vencer.
PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!