PEDRADA
Amigos rubro-negros, mais pelo histórico do que propriamente pelo adversário, temos uma pedrada amanhã em Curitiba. Definitivamente não sabemos jogar no sul do país, pela dificuldade em se adaptar à característica de força do futebol desta região.
Dada esta característica, antes de pensar em ganhar temos que entrar com tudo, firmes, mas sem violência para não causar expulsões, e concentrado na partida. Igualando na disposição, aí sim acredito que podemos prevalecer a maior técnica do nosso time.
Portanto, sem gracinhas. Fez 1 x 0, manter a postura. Fez 2 x 0, continuar firme para não deixar eles reagirem. Por outro lado, se levarmos 1 x 0, ter calma para buscar o resultado.
São estes tipos de jogos, quando poucos acreditam, é que acho que o Flamengo é mais Flamengo.
RENATO
O assunto que dominou os debates sobre nosso time esta semana foi a volta do Renato Abreu.
Quem acompanha minhas colunas sabe que Renato não estaria nos meus 11 titulares, mas também não acho nenhum absurdo ele ser titular no elenco atual, no qual as maiores opções são garotos recém promovidos. O que não me conformo é com o status “inquestionável” e do “intocável” que este jogador adquiriu, muito menos jogando como segundo volante.
Lógico que apenas 45 minutos é muito pouco tempo para garantir que aquela formação do segundo tempo contra o Cruzeiro é a melhor atualmente, mas é inegável a tentação em defender a sua manutenção. Sem Williams, Maldonado e Renato Abreu, nosso meio-de-campo soube combinar qualidade no passe, foi o jogo em que menos erramos, e agilidade no combate.
Renato está errado em dizer que não é justo ser barrado por apenas um jogo em que esteve fora. Ele deveria ser barrado não por este único jogo em que esteve fora, mas pelos outros em que esteve dentro.
Como eu sou um simples torcedor e palpiteiro, vamos torcer para estar errado e que ele faça uma grande partida como volante. Como já disse várias vezes em relação ao Welinton e ao Deivid, estendo ao Renato: se com eles já ganhamos muitas partidas e estivemos na co-liderança do campeonato, com eles podemos retornar e brigar pelo título.
DEIVID
Citei o Deivid no tópico acima para falar dele agora. Quando contratado, mais de 90% dos torcedores, eu inclusive, acreditavam que seria a solução para o nosso ataque. Alguns meses depois, esta esperança se transformou em decepção, minha também, porém neste campeonato, justiça seja feita, Deivid vem subindo de produção.
Esta melhora está associada a dois fatores: à sua autoconfiança que voltou, atributo este essencial para qualquer profissional, e à entrada do Thomás que está criando mais situações de ataque.
116 ANOS
“...Eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo...”
Do nosso hino, esta é a parte que mais gosto e a que eu acho mais emblemática da paixão que move todos nós rubro-negros em torno deste clube que extrapola toda o racionalismo dos estudiosos em tentar entender este fenômeno.
No seu centésimo décimo sexto aniversário, apesar de sua grandiosidade e da paixão de seus súditos, o clube precisa ser repensado e renovado, no sentido de se adaptar à nova realidade do esporte cada vez mais negócio e, consequentemente, cada vez mais profissional.
Esta renovação não contempla apenas esta diretoria, mas o clube como um todo. Todas as correntes políticas devem se unir e juntos pensar em transformar o Flamengo na maior potência mundial no segmento de esporte, lazer e entretenimento, a indústria que mais cresce no mundo.
Na terça-feira, não exatamente o dia de sua fundação, mas o dia em que se comemora o seu aniversário, vamos todos vestir o rubro-negro, nas ruas, nas praias e nas praças e mostrar para todos que somos realmente uma nação.
Obrigado Flamengo e obrigado nação, por ter proporcionado tantos momentos de alegria e felicidade.
Saudações rubro-negras.