Quem tem a coragem de acompanhar o que escrevo aqui sabe que eu sempre defendi e admirei o Kleber Leite pela sua capacidade de montar times fortes e vencedores. Mas quem acompanha o mercado da bola sabe perfeitamente também que um atacante vale mais do que um zagueiro, que um goleiro, e até que um jogador de meio de campo. No entanto, o que vimos nessa semana foi um dos jovens atacantes mais promissores da nossa base nos últimos anos ser praticamente DOADO ao dono da Trafic.
TRAFIC ??? Mas “peraí” !!! Não seria essa a ex-empresa do Kleber ?
Admirar sua capacidade de nos administrar não me impede de achar que é sua obrigação vir a público dar uma explicação, muito bem dada, e para toda a nossa Nação, de algo tão mal cheiroso como essa negociação.
Se o negócio foi realizado como o noticiado, é I N J U S T I F I C Á V E L !!!
Quem já viu esse menino jogar sabe perfeitamente do que estou falando. Um milhão e duzentos mil reais seria pouco até para os dez por cento que nos sobrou dele. Se é que sobrou. Quando soube do valor pensei até em propor uma vaquinha entre os amigos aqui do FlaRJ, pra comprar o passe dele. Certamente seria um negócio melhor até que ações da Petrobras.
O pior é que parece que a queima de estoque da base não pára por aí. Nossa revelação da lateral direita Michel, de apenas 18 anos, também pode se despedir sem direito a tentar uma chance no time de cima, confirmando a máxima que diz: “Craque o Flamengo faz em casa e depois dá de mão beijada para os adversários”.
Olho para o elenco dos dezenove concorrentes e vejo uma participação nossa na Libertadores 2009 como líquida e certa e o título como bem provável. Mas, ao olhar para a boca do nosso túnel, essa confiança sofre um abalo sísmico. O que vi contra o Grêmio foi um time desarrumado, mal escalado, inoperante e com um meio de campo NULO, em matéria de criação Nos livramos (na realidade o Bruno nos livrou) de sair do Olímpico saboreando um chocolate pra lá de amargo. Temos um elenco muito forte, mas parece que o estamos entregando, mais uma vez, nas mãos de um jovem apenas promissor. Nosso treinador contra o Grêmio demonstrou CLARAMENTE desconhecer totalmente a nossa forma de atuar e as opções que possui. Desarrumou o time. Será que o nosso treinador se deu ao trabalho de assistir aos vídeos das nossas partidas antes da sua chegada? Se assistiu, não parece.
Espero ANSIOSAMENTE pela sua escalação e posicionamento tático contra o Inter dentro de casa e, pela primeira vez, diante da nossa torcida. Algo me diz que, para conquistar a simpatia da Nação, ele vai ouvir a galera. Cabe a nós ajudá-lo.
As pessoas que fazem parte desse espaço entram aqui pra discutir futebol, certo? Pois então vou me permitir dar um pitaco. Se não concordarem, podem xingar. Após cada partida nossa, vejo muita gente agir como o delegado de polícia do filme “Casablanca”. Depois de presenciar o crime cometido pelo protagonista, o delegado amigo vira-se para os policiais que acabam de chegar e diz:
Prendam os de sempre !!!
Criticar jogadores como Toró e Jailton (prefiro o Cristian), é facílimo. Mas será que estamos realmente fazendo justiça? Não seriam os nossos jogadores de mais renome do meio de campo que estariam destoando? Tento me recordar de alguma jogada proveitosa de Ibson ou Kleberson contra o Grêmio, e não me lembro de nenhuma. Forço minha memória em jogos anteriores, e continuo não me lembrando. Mas me lembro de vários importantes desarmes do Toró (que não jogou pra não deixar o Roger jogar) e do Jailton (prefiro o Cristian), que tentavam, constante e desesperadamente, fechar o buraco no lado direito da nossa defesa nas costas do Leo Moura, por onde o Grêmio passeava. Isso só foi corrigido com a entrada do Cristian próximo ao final do jogo.
Temo que essa confusão no treino com o Jonathas possa representar uma demora, ainda maior, na formação do meio de campo que considero o ideal no momento, com ele ao lado de Cristian, Toró (fazendo a função do Ibson) e Renato Augusto.
O que o bom senso recomendaria para alguém que vai assumir um time vencedor, já com uma cara definida, certinho e extremamente rico em peças de reposição? Acredito que uma simples sintonia fina seria o bastante, em um primeiro momento, para adequar seu sistema tático e suas opções na escalação.
Embora a competição esteja apenas na sua segunda rodada, já vivemos um momento de grande importância dentro dela. Alguns dos nossos principais concorrentes estão com suas atenções voltadas para outras competições e faremos quatro partidas seguidas dentro de casa. Duas delas contra dois desses que citei e que provavelmente escalarão times sem sua força máxima ou combalidos pelo desgaste provocado por estas disputas. É hora de nos aproveitarmos dessa situação e somarmos os pontos que nos darão tranqüilidade e a capacidade de administrarmos essa vantagem nos jogos fora de casa que virão a seguir.
Em uma competição tão longa e de pontos corridos é necessário que haja uma administração diferente das outras com turno e returno. Pontos perdidos são irrecuperáveis. Jogar em casa precisa representar três pontos. Ou, pelo menos, jogar tentando conquistar esses três pontos. Temos um time de custo declarado acima dos três milhões de reais e brigar por esse título é OBRIGAÇÃO. Principalmente depois do fiasco na Libertadores. A NAÇÃO está ferida na sua confiança, se vendo como motivo de chacota em programas esportivos, nas ruas, nos sites, nos jornais e exige uma participação nesse Brasileiro que seja uma resposta a todos esses que tentam nos menosprezar. Precisamos mostrar não sermos um time que se restringe aos títulos regionais de ultimamente. Espero que o Sr. Caio Jr. saiba que a NAÇÃO quer ver uma equipe disputando o HEXA e que vai cobrar isso.
PRA CIMA DELES MENGÃO !!!
Ps: Mas que ironia do destino, hein? Mal eu curo uma ressaca e uma nova se aproxima. Justamente as quatro equipes que mais antipatizo na vida, são as finalistas da Copa do Brasil. Por exclusão, vou torcer para o nosso grande freguês de ultimamente, pois o resto é ainda pior. E eles que costumam chorar injustamente por causa das arbitragens, que se preparem para o jogo em SP. A atuação do juiz que apitou a final entre Curintians e Brasiliense, também pela Copa do Brasil, foi uma das mais vergonhosas que tenho o desprazer de lembrar em todos esses anos de futebol. Um verdadeiro assalto a mão armada. Com o histórico de compra de títulos do queridinho da CORJA GLOBAL, é bom se precaver.