Amigos rubro-negros, jogo chave hoje contra o Botafogo. Se ganharmos volta aquele otimismo todo do início do campeonato. Rumo à Tóquio !!!! Se perdermos acho que a coisa degringola de vez, colocando até o Luxemburgo em posição desconfortável como técnico.
Como muito bem escreveu o Ricardo Perez em sua coluna desta semana, o Luxemburgo não pode ser responsabilizado por todos os problemas no futebol do clube. Não estou, nem conheço um rubro-negro que esteja, satisfeito com o rendimento do time neste ano. Se somarmos todos os minutos de bom futebol talvez cheguemos aos 90 minutos de uma partida. Um pouco contra o Ceará, um pouco contra o Avaí e um pouco contra o Bahia. Muito pouco para um elenco caro. Caro não significa necessariamente de qualidade.
Lógico que o Luxemburgo tem a sua parcela de responsabilidade, principalmente na formação do elenco, mas interromper no meio um projeto, como ele mesmo gosta de dizer, somente num caso extremo. Para mim um caso extremo seria a perda de sua liderança perante aos jogadores. Não tem jeito, quando o comandante perde a confiança da tropa troca-se o comando, pois trocar toda a tropa é mais difícil.
Luxemburgo paga o preço por ser excessivamente centralizador. Com este perfil se indispõe com tudo e com todos, acelerando o processo de desgaste. Informações dão conta que seu relacionamento com o vice de finanças não é bom, parece que com o Ronaldinho a lua-de-mel acabou e por aí vai. Veto a possíveis reforços desejados por boa parte da torcida, aumentam ainda mais a pressão em cima dele.

Não o considero um ex-treinador em atividade, como muitos gostam de dizer; é evidente que ele entende de futebol. Para mim, parte do problema é ele querer provar que ainda é um treinador de ponta e ficar inventando em muitas situações. A coisa é simples, ou melhor, o segredo de um bom treinador é simplificar as coisas.
Particularmente, não gosto deste perfil dele centralizador que define tudo na estrutura do futebol. Lógico que o técnico deve ser consultado sobre algumas coisas, mas a decisão deve sempre ser da diretoria. Técnico só deve ser decidir, aí sem intervenção da diretoria, escalação e esquema técnico. Acho que uma gestão moderna, seja no esporte seja em qualquer segmento, requer profissionais multidisciplinares compondo uma equipe com a mesma visão e seguindo a mesma estratégia, de curto, médio e longo prazos.
Mesmo assim, continuo torcendo muito para ser apenas um mau momento e que a coisa acalme e o time engrene, até porque as opções de treinadores disponíveis no mercado não animam muito. Lembrem-se : nada é tão ruim que não possa piorar mais ainda.
SUB-20
Nesta semana duas excelentes notícias sobre o sub-20. Primeiro a convocação de cinco jogadores do Flamengo, clube que mais cedeu jogadores. Não me lembro de termos tantos jogadores convocados para seleção desta categoria, o que já mostra uma evolução na formação dos nossos jogadores.
A segunda boa notícia é a classificação do nosso time sub-20 para a fase seguinte da Libertadores da categoria. Mantendo minha filosofia que título nesta categoria é o que menos importa; na realidade muitas vezes atrapalha, elevando à celebridades jovens ainda em formação sem a estrutura emocional necessária para lidar com o assédio e com a fama precoce. A meta deve ser gerar bons jogadores. De toda a forma, avançar na competição é importante, pois quanto mais jogarmos melhor para que os jogadores ganhem experiência internacional.
Considero que a molecada deste time sub-20 ainda é muito jovem para encarar um Brasileiro. Arriscaria uma exceção que seria o zagueiro Frauches, que já havia me impressionado positivamente na Copa São Paulo e que mantém o bom desempenho agora nesta Libertadores Sub-20. Apesar de seus 18 anos, mostra tranquilidade e bom posicionamento, fundamentais para ser um bom zagueiro. Parabéns ao Ney Franco por ter reconhecido potencial no garoto mesmo sem ele ter ainda jogado no time principal.
Saudações rubro-negras.