quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Quem acompanha minhas colunas há mais tempo deve se lembrar que em 2007, com nossa equipe em penúltimo lugar por conta de alguns jogos atrasados, e precisando de uma verdadeira mágica matemática, eu continuava acreditando que pudéssemos conseguir uma vaga na Libertadores.
Em 2009, apesar de todos os problemas criados pelo Imperador e a troca de treinadores, em nenhum momento deixei de demonstrar minha crença no título.
Fui chamado de ufanista e de otimista compulsivo, chegando até a receber um e-mail particular de um comentarista daqui, no qual me criticava duramente e afirmava que eu não tinha o direito de iludir meus leitores.
Mas o que me levou a crer nessas duas possibilidades tão improváveis? Simples, muito simples!
Aquela equipe de 2007, embora fosse recheada de Jailtons, Torós e Obinas, e fosse dirigida por um treinador reconhecidamente retranqueiro, possuía um diferencial que sempre foi nossa marca registrada. CORAÇÃO! Corria, marcava, se doava, lutava até a última gota de suor. E, exatamente por isso, lotava o Maraca em todos os seus jogos. A torcida reconhecia suas limitações, mas também percebia essa identificação fundamental para qualquer grupo que tenha a honra de envergar nosso Manto Sagrado.
A de 2009, embora mais qualificada tecnicamente que a de 2007, podia até não demonstrar a mesma característica de luta incessante e marcação implacável, mas tinha um matador fora de série e um VERDADEIRO LÍDER no grupo. Quando o matador sucumbia às orgias e deixava de resolver, lá estava o Líder para assumir a responsabilidade e levar nossa equipe às vitórias.
Se o treinador era inexperiente e não tinha a voz de comando como uma de suas características, lá estava o Líder com seu português um tanto diferente, para impor respeito e cobrar responsabilidades. Muitas vezes, quando suas pernas já não obedeciam mais seu cérebro privilegiado e era obrigado a sair, ficava à beira do gramado ajudando nas instruções para quem continuava dentro. Um EXEMPLO de seriedade, profissionalismo e dedicação. Se a Patrícia fosse esperta, o convidaria para ser o tal Manager do nosso futebol.
E ao percebermos essa progressão aritmética, acreditamos que a mesma poderia manter-se e nos levar ao êxtase novamente em 2011. O grupo era ainda mais forte que o de 2009, o treinador era de ponta, os salários se mantinham em dia e tínhamos até um CT nosso para treinar. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. Embora mais qualificada tecnicamente do que as duas anteriores, mais badalada pela imprensa e até apontada como favorita por muitos, o time nos decepcionou. E MUITO! Faltou-lhe o líder e coração.
O “líder” atual, embora bem mais simpático e querido pelo grupo que o anterior, ao invés de exercer essa liderança nos gramados, prefere comandar o grupo em baladas que varam madrugadas.
E o treinador de ponta se mostrou incapaz de manter o grupo em suas mãos e acabou sucumbindo ao acúmulo de encargos para os quais não está capacitado.
Foi abandonado pela presidência, que, inteligentemente, se valeu da sua vaidade desmedida, para deixá-lo com toda a responsabilidade pelo futebol do clube. E se o futebol não for bem, tudo bem! Já temos o Boi de Piranha da vez. Pior, vai sair antipatizado pelo grupo e pela sua própria torcida.
Não se iludam em achar que a sua substituição pura e simples vá resolver todos os nossos problemas. NÃO RESOLVERÁ! Aos que pensam diferente, recomendo a leitura da matéria abaixo. Achei simplesmente SENSACIONAL! http://www.ricaperrone.com.br/2011/11/tira-ferias-vanderlei/
Não, meus amigos, infelizmente, esse “otimista compulsivo” não acredita mais nem em vaga na Libertadores, mesmo com os números mostrando a possibilidade do contrário. Se vier, vou sorrir, é claro, mas será um sorriso amarelo. Amarelo porque esse time que tem entrado em campo não é o Flamengo. Esse time não tem alma, não tem coração, não tem respeito pelos torcedores, não tem Líder, não tem pernas. Não tem característica alguma do Flamengo que conhecemos; não tem NADA.
Essa equipe que temos visto ultimamente merecia é ser obrigada a usar aquele terceiro uniforme que lembra o do Tabajara F. C.. Por sinal, a movimentação e capacidade física que vem exibindo parece mesmo a de humoristas em peladas de fim de semana, não de jogadores de futebol profissional com salários estratosféricos. Aos nossos adversários, basta a capacidade de correr, para que os dominem completamente.
E se nem aquele estádio LOTADO de flamenguistas, NA CASA DO ADVERSÁRIO, com torcedores que esperam um ANO INTEIRO pela oportunidade de ver seu time jogar uma única vez, serviu para motivar aquele bando que se apresentou no domingo passado, não serão os abnegados que se dispuserem a ir a Macaé que conseguirão.
Sinceramente, para ver o que tenho visto, não compareceria nem se morasse ao lado do Moacyrzão. Se não são capazes de cumprir minimamente seus papéis de nossos representantes, não me sinto na obrigação de cumprir o meu, de torcedor.
Podem até se classificar. Tudo é possível. Mas a decepção e o “futebol” que proporcionaram nessas últimas rodadas, merecia um estádio totalmente vazio em sinal de protesto. Ou então apenas com a presença de insones buscando cura.
Quem sabe assim, esses inconsequentes que se notabilizaram pelos excessos durante uma competição de tanta importância para nós, adquirem consciência do tamanho do desapontamento que estão impingindo à MAIOR NAÇÃO DO PLANETA.
SRN.