quarta-feira, 28 de setembro de 2011

É absolutamente INCRÍVEL como no Flamengo tudo é GRANDE, ENORME. Uma fase de invencibilidade que atravessa um semestre inteiro é sucedida por outra em que batemos recorde de abstinência. Nossas conquistas são fabulosas, os vexames gigantescos. Tudo no Flamengo assume proporções astronômicas. E a gente aqui, no meio disso tudo, sem entender direito o que está acontecendo.
Como aquele Flamengo da partida antológica na Vila pode se transformar no do primeiro tempo contra o América, que nos fez agradecer aos céus só faltarem sete pontos para nos livrar da degola? Como?
Estariam os jogadores fazendo corpo mole, como estamos cansados de ver acontecer, tentando derrubar o treinador? Se fosse o caso, e identificados, deveriam ser postos para fora do clube antes mesmo dele. Considero isso absolutamente INACEITÁVEL!
Seria, então, culpa do treinador? Reconheço que sua insistência com o Welinton tira do sério até Monge Tibetano, mas isso, isoladamente, não justificaria tamanho declínio no nosso desempenho geral.
Tudo o que vejo ser sugerido aqui, e pelos próprios profissionais da área esportiva, com as opções que nosso elenco dispõe, foi testado por ele. TUDO!
Falta-lhe humildade, sobra prepotência, o caráter é duvidoso, a personalidade é centralizadora, as declarações são de professor/doutor para alguém com pouquíssima instrução? CONCORDO TOTALMENTE! Mas seu conhecimento de futebol é indiscutível.
Chego a ouvir que ele não gosta de dar oportunidades para a meninada, mas foi Luxemburgo quem promoveu Diego Mauricio, Negueba, Luiz Antônio, Muralha, Galhardo e agora o menino Thomaz. Fora esses seis, Frauches e Adrian já treinam entre os titulares.
Sobre o Diego Mauricio, aliás, quem escalaria um jogador que (confessadamente) vinha cometendo vários atos de indisciplina? Ficou de castigo? Ficou! E qual foi o resultado? Entrou cheio de vontade quando teve outra chance e foi decisivo. Será que o treinador estava errado?
Todos nós acreditávamos que o Pirulito seria a solução para os nossos problemas defensivos. Ansiávamos pela sua escalação. O cara entra, permite que o Loco Abreu suba sozinho em um jogo, faz falta desnecessária na entrada da área que resulta em gol no outro e a culpa é do treinador?
O nosso ótimo goleiro ter mania de tentar adivinhar onde as faltas serão cobradas e ser constantemente pego no contrapé é culpa do treinador? A lamentável contusão do Luiz Antônio (e de vários outros do mesmo setor de marcação ao mesmo tempo) é culpa do treinador? A falta de tempo hábil para treinos táticos e de fundamentos é culpa do treinador?
Não, amigos, pelo menos para mim, não é.
Sua insistência com o Deivid pode até desagradar, justificadamente, a maioria esmagadora dos nossos torcedores. Mas qual seria a opção? Jael?
E vale aqui o registro do amigo João Pedro: com todas as deficiências que o Deivid inegavelmente vem demonstrando, tem mais gols marcados que Kleber, Loco Abreu, Dagoberto, Emerson, Fred, etc. Só perde para Borges, Damião, Montillo e Ronaldinho.
Nosso ataque continua entre os mais positivos e seria até injusto responsabilizá-lo pela fase atual.

Qual seria então o motivo para essa acentuada queda de produção?
Evidentemente imagino a quantidade de opiniões diferentes para esta pergunta. A minha é que, mais do que qualquer outra coisa, está faltando perna, está faltando gás.
Contra o América, nosso amigo GUSTAVÃO chamou a atenção para um detalhe que considerei determinante naquele primeiro tempo e em partidas anteriores. A demora na recomposição do nosso sistema defensivo.
Não era apenas um problema tático. Era uma limitação física. Quando nossa equipe subia, esbarrava em um muro com 10 adversários. Quando perdia a bola, os caras chegavam na nossa cozinha no mano a mano. Ninguém tinha pernas para voltar. Ninguém! Não tomamos muitos gols mais porque São Judas não deixou.
A queda vertiginosa de produção de alguns dos nossos principais jogadores seguramente está ligada ao declínio no aspecto físico. Leo, Renato (que já passaram dos 30 faz tempo), Thiago Neves e Wiliams não seriam capazes de manter o nível de movimentação e velocidade que vinham exibindo, jogando duas vezes por semana. Parecem esgotados fisicamente e agora também emocionalmente, diante da pressão por resultados.
E para ganhar Oscar, não basta o filme ter apenas um grande protagonista. Os coadjuvantes precisam desempenhar também.
Principalmente, ao entrarmos nesta fase de definição, quando vamos ficar sem esse protagonista em três partidas fundamentais, já que esse treinadorzinho da Seleção, LEVIANAMENTE, está tentando garantir seu emprego. O de agora e o próximo.
Fora estarmos expostos a esse calendário desumano, de sermos obrigados a jogar em campos de várzea e de termos que ver Dona CBF conspirando contra (desfalcando os principais concorrentes para favorecer seu cúmplice), não temos casa para jogar.
E basta uma rápida olhada na tabela para percebermos a importância que jogar em casa tem. TODOS os times mineiros (desabrigados como nós) estão lutando apenas para não cair, enquanto TODOS os líderes têm casa própria.

Só que, mesmo diante de todas essas dificuldades, nenhum rubronegro tem o direito de duvidar da nossa capacidade de reação. Somos especialistas nessa área.
Por sinal, é bom que comecemos a reagir a partir deste domingo. É jogo decisivo para as nossas pretensões, mesmo ainda faltando um terço da competição. Atualmente, principalmente contra concorrente direto, nem empate serve. Nossos últimos maus resultados nos obrigam a jogar para vencer.
Cabe-nos esperar que essa semana de descanso para os coadjuvantes, sirva para lhes devolver um pouco dessa capacidade física perdida.
Quem sabe assim voltamos a ver aquele futebol incisivo, compacto, de pegada forte, de movimentação constante, de valorização e manutenção da posse de bola, de marcação na saída adversária, de busca incessante dos espaços e do gol? E quando este condicionamento parecer estar acabando, chega a hora de entrarmos em cena e fazermos nossa parte. De aumentarmos o volume do nosso grito de guerra e tirar deles aquele algo mais. Foi assim em 2007, foi assim em 2009, e ainda pode ser assim esse ano.
A hora das críticas já passou. O momento é de levar nosso incentivo, nosso apoio e a nossa confiança. Esse é o nosso papel e foi assim que sempre influenciamos nosso destino.
PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!