Amigos rubro-negros, nas vitórias procuro conter a euforia, alertando para algumas deficiências que um resultado positivo mascara, e nas derrotas tento não ser pessimista achando que tudo esteja errado. Por isso, mesmo com a derrota de ontem, mantive a nossa contagem regressiva por acreditar que este grupo tem todas as condições de dar a volta por cima e seguir adiante na competição.
Derrotas como a de ontem não devem ser apagadas. Muito pelo contrário, devem servir de lições aprendidas para o futuro. Para começar, não gostei do planejamento de chegar no dia do jogo, ainda mais num outro país. Por mais ameaça que houvesse de novos tremores, chegar na véspera de uma partida importante tem muitas vantagens como permitir que o time faça ao menos um treino de reconhecimento do gramado e pegue as referências do campo, assim como sentir melhor a atmosfera a cidade em que vão jogar. Iremos jogar no Chile novamente, e veremos qual será a estratégia.
Com relação ao time, ninguém se salvou ontem. Ou melhor, talvez o Léo Moura tenha feito uma partida razoável, mas o resto foi irreconhecível. Não ousaria afirmar que faltou disposição, mas não senti o time no clima da partida. Um excesso de erros de passes inexplicáveis, pois o campo apresentava boas condições e o time do Chile não exercia uma marcação tão forte assim.
Como escrevi acima, é inegável a qualidade individual do time, mas para ser produtivo é preciso que se treine. Não tem mágica. É trabalho, trabalho e trabalho. A hora agora de flar pouco e treinar. O melhor exemplo na partida de ontem foi o Adriano, visivelmente lento e sem a arrancada característica. Fica muito fácil anular um jogador acima, por mais recursos técnicos que ele tenha.
A classificação ainda é bem viável. Mesmo que não seja como primeiro, com 12 pontos teremos altíssimas probabilidades de estar entre os 6 melhores segundo colocados. Portanto, o próximo jogo que será contra este mesmo adversário de ontem, agora no Maracanã, é decisão. Ganhando, voltaremos ao Chile para enfrentar a Universidade Católica mais tranquilos, pois ainda teremos o último jogo contra o Caracas, provavelmente já desclassificado, no Maracanã.
ANDRADE
Apesar das crescentes críticas que leio sobre o Andrade, ainda tenho confiança que ele seja a melhor opção como técnico no momento. Tirá-lo agora para botar quem? Para ganhar quanto?
Mesmo respeitando todas as opiniões, não concordo com o diagnóstico que ele não seja técnico. Será que já esqueceram o seu trabalho no ano passado, quando pegou um time despedaço pelo Cuca, sem esquema definido e sem conjunto, e arrumou as peças uma por uma, encaixando um time que nos levou àquela brilhante conquista. Não se pode tirar os méritos do Andrade neste título.
Pois bem, neste ano saíram duas peças muito importantes naquela formação, Airton e Zá Roberto, além de um curinga. Everton 22, sendo que os jogadores que chegaram não possuem as mesmas características. Vocês sabem responder em quantos treinamentos o Andrade teve todos os jogadores à disposição? Nenhum. Ora é jogador liberado, ora é jogador lesionado, ora jogador na seleção, ora jogador poupado, ora jogador liberado novamente e por aí vai.
Não concordo com algumas escalações do Andrade nem com algumas substituições. Mas com qual técnico não existe divergência? Por exemplo, na minha opinião o Pet é titular absoluto, desde que em forma, com espírito de grupo e fazendo o simples. Tem que jogar para pegar ritmo e quando cansar sai e bota qualquer outro no lugar.
Enquanto entender que o Andrade tem controle sobre o grupo, acho que ele precisa de tempo para rearrumar o time, tempo este que já está diminuindo. Por isso, todos tem que estar focados nestas duas semanas até o jogo de volta contra La U para que não aconteça algum desastre maior.
O que vocês acham?
Saudações rubro-negras