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NOSSO NOVO NORMAL

Que qualquer fase de transição é complicada, muitas vezes até dolorida, nem se discute. Especialmente se a transição se der após uma fase HIPER vitoriosa, com a realização de sonhos armazenados por décadas, como aconteceu no nosso caso.

Mas E DAÍ? Vamos “Botafogar” e gastar nosso precioso tempo choramingando? Ou vamos olhar pra frente e analisar os aspectos positivos dessa troca? Sim, eles existem, podem acreditar que sim.

O primeiro deles é o fato de não termos mais aquela sensação de insegurança permanente. Algo como aquele cara que está tendo um caso com uma linda mulher casada, pratica um sexo maravilhoso com ela, mas não consegue desviar o olho na porta, por causa da ameaça do seu marido entrar a qualquer momento:
- Se um desses ciiiinco me chamarem, eu vou, viu?
(acabou saindo para um clube MUITO menos votado do que esses tais “5”, não é?)

Outro aspecto positivo é a promessa de Evolução Tática. Sim, isso mesmo. A tática utilizada em 2019 era extremamente eficiente, mas porque era uma novidade para os padrões táticos brasileiros. O nosso próprio treinador, antes de sair, afirmou que precisaríamos modificar nossa forma de jogar, já que tinha se tornado manjada.  

Imagino que muitos perguntarão:
Como classificar como evolução, a modificação de um modelo com mais títulos do que derrotas?
A resposta me parece bem simples:
Nosso sistema de jogo em 2019 era muito semelhante ao que o Guardiola utilizava no Barça há vários anos atrás. Depois foi sendo aperfeiçoado no Bayern (onde continuou enfileirando canecos) até chegar ao adotado atualmente no City e conquistar o BI da Premier League (com o Sr. Dome ao lado dele em TODO esse período).

Como, então, não considerar evolução, quando parece CLARO ser exatamente o sistema que está sendo implantado na nossa forma de jogar? Vai demorar para nossos jogadores assimilarem? Provavelmente sim, mas não parece animador estarmos andando pelo mesmo caminho trilhado pelo Melhor Treinador do Mundo? Não parece válido exercermos nossa paciência na aposta de um modelo tático de ponta? 

Passamos TANTOS anos Marcando Passo, em um rodízio frenético pela mesmice, pela mediocridade, apostando em simples motivadores de vestiário ou em conquistadores de grupos através de um paternalismo utilizado para encobrir incompetência.

Essas mudanças constantes na escalação estão incomodando? Mas até nisso há um aspecto positivo a ser considerado. Fazer esse rodízio, em um primeiro momento, atrasa o entrosamento, sem dúvida. Mas a possibilidade de termos jogadores descontentes no elenco se torna MUITO menor.

TODOS serão utilizados; TODOS terão oportunidades; TODOS estarão em ritmo de jogo, quando solicitados. Fora o fato de diminuir o risco de contusões ou mesmo evitar que a equipe sinta tanto a ausência de alguém, no caso de alguma acontecer.

Detalhe: Esse recurso só deve ser utilizado quando se tem um elenco forte o bastante para permitir que essas trocas se dêem sem grandes perdas na qualidade. Quem tem só 11, ou pouco mais do que isso, não pode se dar a esse luxo.

Como hoje, por exemplo. Temos vários desfalques por motivos de cartões, contusões e até vítima da Covid, mas ainda vamos nos permitir poupar jogadores desgastados fisicamente. Enquanto isso, nosso adversário, que passa por problema semelhante, está tendo que se virar pra escolher os 11 que vão nos enfrentar.

Neste momento, onde o Novo Normal é tão radicalmente diferente do que estamos acostumados, é preciso que o nosso torcedor tenha consciência que O ÚNICO som que nossos jogadores e treinador podem escutar (fora o do DJ dos estádio) é o das Redes Sociais.

Por isso, se você é um Rubronegro de VERDADE, ao invés de críticas sistemáticas por resultados não ideais em um “Início de Temporada”, use esses veículos para levar seu apoio incondicional e confiança, para esse Flamengo que lhe proporcionou TANTAS alegrias, com suas conquistas consecutivas dos últimos tempos. O nosso Futuro agradece.

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

Escrito por Ricardo Perez