Amigos rubro-negros, por maior paciência que se tenha é muito difícil aceitar a lentidão com que as coisas acontecem no Flamengo. No mundo de negócio, fazer as coisas acontecerem no seu devido tempo se adaptando às mudanças de percurso, com agilidade e velocidade, é requisito básico para sobrevivência.
Já mais do que passou da hora de termos nosso Programa de Sócio-Torcedor. Já mais do que passou da hora de termos nosso patrocínio master. Já mais do que passou da hora de explorarmos os benefícios da contratação do Ronaldinho. Já mais do que passou da hora de termos nossos reforços para o Brasileiro.
IDOLATRIA
Imagino o que passou na cabeça do Ronaldo Nazário na semana em que tanto ele como Pet se despediram do campo. Uma ponta de inveja, acredito que ele sentiu. Sem querer comparar os jogadores que foram, o fato de identificar-se com um clube explica bastante da diferença entre o jogo de despedida de Pet e o jogo de despedida do Ronaldo.
No domingo uma festa linda, festa que só a torcida do Flamengo consegue produzir conciliando força, beleza e emoção. Na terça-feira, num jogo de maior apelo por ser da Seleção Brasileira e com todo empenho da GLOBO que nos últimos dias intensificou a publicidade em cima do evento, uma despedida que se não foi um vexame total foi morna.
APOSENTADORIA
Li e ouvi muitas críticas ao Flamengo, leia-se Wanderley Luxemburgo, por ter “precipitado” a saída do Pet. Apesar da sua boa atuação nos 45 minutos em que esteve em campo no domingo passado, acho que foi o mais sensato.
No ano passado, já estava convencido que o Pet não tinha mais condições de participar de competições com alto desempenho. Uma coisa é ele disputar 45 minutos de uma partida, como a de domingo; outra coisa é ele estar em forma para enfrentar uma sequência de jogos.
Esta história de deixá-lo no banco para entrar quando necessário, não acho que seja uma boa. No primeiro erro dos jogadores de meio, a torcida começaria a gritar pelo seu nome, desestabilizando o time e pressionando o treinador desnecessariamente.
Pet foi um craque da bola com participação direta em dois títulos inesquecíveis, tetra-tri carioca e hexa brasileiro, mas seu tempo passou e é importante que esta imagem fique na nossa memória.
TIME
Domingo estive no Engenhão para ver o jogo contra o Corinthians. Vendo o jogo no campo, fica mais fácil observar algumas situações que através da TV não ficam claras.
Williams não está bem posicionado para jogar como primeiro volante; ele sai para o combate, tentando dar o bote, quase no campo do adversário. Se conseguir pegar a bola, tudo bem; caso contrário, a zaga, que já não é lá estas coisas, fica totalmente exposta, e ele tem de correr atrás do adversário tentando a recuperação. Acho que isto explica também o cansaço que o Williams demonstra no meio do segundo-tempo, o que não era comum.
Uma outra observação é que o Botinelli não tem força física para fazer o duplo papel de fechar o meio e chegar no ataque. Sinto que se esta formação com ele, Thiago e Ronaldinho não der o equilíbrio necessário, um dos três deverá dar a vaga para a entrada do Airton. Neste caso, o mais provável é que sobre para o gringo.
AIRTON
Bom reforço. Já conhece o clube e sabemos o que esperar do seu futebol. Na minha opinião, é a posição mais carente do time. Não concordo com quem sugere escalá-lo como zagueiro; prefiro vê-lo como primeiro volante.
A única ressalva que esta história de empréstimo por um ano implica que daqui a um ano, teremos novo sofrimento em negociação com Benfica. Tudo isto, lógico, se o Airton apresentar o mesmo futebol de antes.
PRA RIR
Comentário de um torcedor gaiato ao meu lado no Engenhão no último domingo: “poderia aproveitar este clima de despedida para celebrar a despedida do Alvin, do Jean, do Fernando e do Deivid. Faríamos até um mosaico para eles.”
Saudações rubro-negras.