OBSESSÃO

OBSESSÃO

JURO a vocês que não chegou a me abalar perder disputa de pênaltis, em uma competição, que já conquistamos vinte vezes, e vejo apenas como tira gosto antes do prato principal, que começa a ser servido a partir de hoje.

Para quem ficou triste, sugiro que faça uma reflexão. Será que Marcio Araujo é tão “dispensável” assim?
Vou dar minha opinião, fazendo questão de ressaltar que é apenas a opinião pessoal, do cara que o Lani teve a coragem de deixar escrever textos no FlaRJ. Respeito totalmente quem pensa diferente e tenho plena consciência de que, mais uma vez, sou minoria.
Tudo bem, já me acostumei.

LONGE de ser um craque (e Marcio Araujo tem plena consciência de que não é), o jogador e sua dedicação, coração, capacidade de marcação e velocidade compensam sua pouca habilidade. E, o último domingo, não só me fez sentir saudades dele, como me preocupar com as próximas equipes velozes que enfrentaremos.

Fomos uma das defesas menos vazadas no Brasileiro passado, jogando com ele. Foi sacado da equipe para a entrada de um jogador, que estava sem jogar 90 minutos há MESES, absolutamente desentrosado, e que, na minha visão, ainda precisa “estrear”.

O que me preocupou contra as equipes mais fracas acabou se concretizando contra aquela de um treinador inspirado dirigindo uma equipe jovem e veloz. Libertadores não dá chance para esse tipo de erro e, até que o Rômulo justifique toda a nossa expectativa em relação ao seu futebol, eu jogaria com o execrado Marcio Araujo. Especialmente nos jogos fora.

Se o nosso torcedor anseia TANTO pela conquista da Libertadores, como acredito que sim, precisa entender o quanto ela é diferente das demais competições que disputamos. Se engana quem acredita ser suficiente um elenco com qualidade para conquistá-la. Em Libertadores, fundamental é garra, raça, coração, experiência, manha, catimba, foco, inteligência.

Desgraçadamente, fui testemunha ocular de uma partida no Engenhão, em que vencíamos por 3 X 0 até os 30 do 2° segundo tempo (com Luxa de treinador, Pilantrinha Gaúcho, etc.) e, por considerarmos o jogo resolvido, acabamos sofrendo um empate, que acabou significando nossa eliminação mais a frente.

Fora esse, foram VÁRIOS os episódios onde a soberba, irresponsabilidade e o “já ganhou” nos causaram ENORMES decepções e justificam, não só a desconfiança da mídia, como o revoltante “Pote 3” em que fomos colocados pela Comebol e o consequente complicado grupo em que acabamos ficando.

Para nossa sorte, hoje em dia, temos um grupo unido e liderado por um jogador que, na minha opinião, desde o nosso Galo Sagrado não temos um camisa 10 tão focado, responsável e que sirva de exemplo para os demais, em todos os sentidos, dentro e fora de campo.

Dentro, é o comandante, o organizador, o famigerado 10.
Fora dele, Diego entendeu rapidamente o que é jogar no Flamengo, o que claramente demonstra em suas entrevistas, quando define a emoção e alegria por estar aqui.
Tem todas as características para se tornar um ídolo inesquecível para a Nação. Como também é inteligente o bastante para entender que será NELE que incidirá a maior cobrança. A começar por hoje.

Não se iludam, NÃO VAMOS ter moleza. A carinha de desânimo desses hermanos na chegada não deve nos enganar. Só tem jogador cascudo entre eles. Vai ser jogo duro, pegado, catimbado. Para eles, que só fizeram amistosos em 2017, jogar fora contra um concorrente a título e com mais de sessenta mil fungando em seus cangotes, o empate pode ser considerado uma dádiva. Nosso torcedor vai precisar ter paciência.

Já temos gente DEMAIS trabalhando, e torcendo, contra nós (chega a assustar) e sendo obrigados a conviver com uma mídia absolutamente comprometida. Hoje é um daqueles dias em que, se seremos 40 milhões a favor, os outros 160 estarão rezando Ave Marias e Pai Nossos pelo time do Papa.

Por isso, independentemente de quem entrar em campo, gostemos ou não do jogador ou da opção do treinador, nossa OBRIGAÇÃO é apoiar e aplaudir. Vamos deixar as críticas para depois e exercer nossa função de apenas TORCEDORES.

O Zé Ricardo, da mesma forma que todo o nosso elenco, tem a exata noção da responsabilidade, importância desse confronto e da expectativa com a qual o encaramos.
Embora seja apenas a estréia, o jogo de hoje pode ser visto como decisivo. NOVE pontos em casa são quase uma obrigação, para quem quer chegar no mata-mata.
Se o gramado ainda não está 100%, o nosso gogó vai precisar estar. 

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

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