quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A expectativa era enorme. A partida colocaria frente a frente o único invicto contra, segundo os “intindidos”, a melhor equipe do país. Tão boa que, na ânsia de facilitar a vida do “queridinho da mídia”, adiaram (CBF, CORJA GLOBAL) seu confronto contra ela até que estivesse totalmente desfigurada pelas convocações da nossa Seleção. E, para fortalecerem essa ajuda aos “Compradores de Títulos”, guardaram a “constelação” completa para nós. Principal ameaça aos seus planos. O time que só havia perdido uma única partida no ano iria encarar o Campeão da Libertadores, o time do Murici, com Ganso, Neymar, Elano (ansiosos por apagar a má impressão deixada quando vestiram amarelo) e todo o resto da companhia, dentro da Vila Belmiro.
Muitos, flamenguistas inclusive, duvidavam da manutenção dessa invencibilidade. O gramado, perfeito, não daria margem para desculpas antigas, que serviram como justificativas para alguns empates inesperados.
Para a alegria dos outros 4/5 da população brasileira, mal começa o jogo e eles marcam o primeiro. Depois mais um e outro mais. Este último uma obra prima que prenunciava um Massacre, ainda na metade do primeiro tempo. Se pelo menos o Deivid não tivesse, INCRIVELMENTE, perdido aquele!
Muitos desligaram a TV, rádios e desistiram. Os primeiros “FORA LUXEMBURGO”, “FORA TODO MUNDO”, foram ouvidos.
Mas a maioria (entre hipnotizados, masoquistas, arco-irizentos querendo ver nossa desgraça e os poucos que ainda confiavam em alguma coisa) continuou assistindo. E não se arrependeu!
Eles também falham lá atrás e a gente desconta. É pouco, mas de zero também não vai mais. Linda jogada, lindo cruzamento, linda cabeçada, e a gente volta para o jogo. Renasce a esperança!
Mas vem o pênalti, como um balde de água fria. Principalmente por ter sido para lá de duvidoso. Vai bater o “selecionável” que acabara de desperdiçar um em jogo decisivo. Não iria dar mole de novo, né? DEU!
Achou que frearia nossa reação com um deboche. Subestimou nosso DNA vencedor. Não deve ter ouvido seu treinador dizer que “A Bola Pune”. E ela PUNIU!
Conseguiu foi reascender a esperança que já havia ganho forma. Como castigo, logo após, Deivid, “respeitosamente”, se redime deixando tudo igual. A reação já era incrível, embora estivéssemos apenas na metade do caminho, mas suficiente para fazer toda a arco-íris começar a tremer.
Vem o segundo tempo e, assim como no primeiro, Neymar logo exibe toda a sua habilidade em cima da nossa zaga. Estamos atrás DE NOVO! Será que ainda dá?
Dá, dá sim! Dá porque do lado de cá tem Gênio também. Hoje em dia, menos jovem e ágil do que o seu oponente, mas INFINITAMENTE mais experiente. E ele usa de TODA essa experiência para nos brindar com uma obra de arte. Arte, malandragem e genialidade. Estava tudo igual novamente!
Naquela altura ninguém mais duvidava do que estava para acontecer. Era perceptível o aroma de mística rubronegra no ar. A garotada do Santos começava a conhecer o poder que toma conta de quem enverga o Manto Sagrado.
Daivid recupera uma bola no meio, puxa um contra-ataque e, mais uma vez, é o Gênio do lado de cá quem atende o desejo da Nação, que explode em alegria de título.
FINALMENTE estamos na frente. Thiago poderia até ter aumentado, mas os Deuses do Futebol já haviam decidido que o placar final lembraria uma disputa de pênaltis, em uma das MAIORES partidas de futebol que este país já assistiu.
O jogo em que os “Meninos da Vila” foram obrigados a se curvar diante dos “Coroas da Gávea”.
Uma vitória de ENORME repercussão no meio esportivo MUNDIAL!
Uma vitória contra toda essa mídia sórdida, parcial, tendenciosa, bairrista e vendida para São Paulo, que teima em fingir desconhecer a capacidade do Mais Querido do Mundo. Será que nunca aprenderão?
Uma vitória para conquistar uma infinidade de novos torcedores pelo país inteiro. Sim, estejam certos que o número de indecisos quanto ao seu clube do coração, depois da quarta passada, caiu vertiginosamente.
Uma vitória da CORAGEM de um treinador que mantém seu time em busca do resultado, ao invés de se limitar a tentar evitar o que poderia vir a se transformar em catástrofe Bíblica, como a maioria dos “técnicos” existentes por aí teria feito.
Uma vitória para expor ao ridículo treinadores adeptos da teoria de “parar as jogadas”, como forma de se jogar futebol.
Uma vitória do EQUILÍBRIO de uma equipe que NÃO saiu distribuindo porrada nem chutões para o alto, diante de um resultado que parecia irreversível, como estamos cansados de ver acontecer nessas situações. Pelo contrário, continuamos jogando da mesma forma e mantivemos um número baixíssimo de faltas cometidas. O Flamengo foi maduro, surpreendente, mortal. Viramos apenas jogando bola, MUITA BOLA!

Foi a partir desse SHOW da semana passada, que a imprensa, a arco-íris e até muitos flamenguistas, finalmente, convenceram-se de que a nossa invencibilidade na competição e a marca de apenas uma derrota no ano não são mero acaso. Muito até pelo contrário. Foram construídas passo a passo, com um grandíssimo treinador, um elenco de exceção, a conquista do entrosamento, a assimilação de um sistema de jogo eficiente, o consequente ganho de velocidade e com a colaboração de um banco forte, jovem, qualificado.
Não convém esperar que essa invencibilidade se mantenha pelas 38 rodadas. Seria lindo, mas pouco provável. O que não nos impede de sonhar que ela só termine em um raro mau dia da maioria, por desfalques ou por uma arbitragem mal intencionada.
A entrada do Pirulito vai ser um passo GIGANTESCO em direção ao time ideal. Vai resolver um grave problema que nos acompanha desde o ano passado. Time ideal onde começa a surgir espaço para o Deivid. Sim, para o Deivid. Vem crescendo de produção, participando mais, roubando bolas (como a do quinto gol), servindo aos companheiros e até deixando os dele.
Não é o atacante dos nossos sonhos? Não, não é! Preferiria o Nilmar ou o Love. Não vieram? Então é por ELE que PRECISAMOS torcer, é ELE que PRECISAMOS apoiar. Exatamente como TODO o Engenhão fez quando foi substituído no sábado passado. Não se ouviu uma única vaia. Só aplausos. Afinal, se o nosso treinador acha que deve insistir com ele no time e nosso ataque é o mais positivo dentre TODOS (com média de dois gols por jogo), não temos por que questionar.
Temos é que comemorar esse momento tão especial e por estar do lado vitorioso em uma das partidas mais fantásticas da história. Retribuir essa alegria marcando presença nos estádios, mesmo que este seja o Engenhão. Essa é a forma mais conhecida de se agradecer ao R 10 pelo exercício da sua genialidade, pelo show que nos foi proporcionado e, juntamente com todos que participaram dela, por essa vitória extraordinária.
Não esperamos que Ronaldinho deixe de se divertir INTENSAMENTE fora dos gramados. Longe disso! Queremos apenas nos divertir também quando ele estiver dentro deles, como vem acontecendo agora. E achamos que, para isso, um bom condicionamento físico é fundamental. Nossa cobrança é apenas que além do “Ao Vosso Reino”, que lhe dedicamos desde que chegou aqui, haja também o “Venha a NÓS” no repertório da sua missa. Havendo, o que ele fizer depois é problema dele. Simples assim!
A capacidade técnica do R 10 está fora de qualquer questionamento. Nenhum jogador é eleito duas vezes O MELHOR DE TODOS à toa. Já passou dos 30 e não é o mesmo de antigamente? Sem problemas! Se estiver bem fisicamente e focado na disputa, desequilibra como desequilibrou na Vila e novamente contra o Grêmio.
Hoje, apesar do grave desfalque e da matemática da competição tentar nos convencer de que o empate é um bom resultado, não temos porque deixar de esperar mais. Depois dessa última semana o que não falta é confiança. Para nós aqui fora e para eles lá dentro.
O “Golfinho” (lembram?) já iniciou o mergulho; o Flamengo ligou o kers, abriu a asa traseira e iniciou o processo de ultrapassagem. Desconfio até que nem vai precisar fritar pneus no final da reta. Passamos pela primeira terça parte da competição com louvor, de forma consistente. Ainda falta muita coisa, muito tempo, muitos jogos. Mas a imagem do nosso Hepta começa a se materializar rodada após rodada. Afinal, de agora em diante, o “Time a ser Batido” SOMOS NÓS!
PRA CIMA DELES, MENGÃO!!!
PS: Não posso deixar de agradecer o prazer da companhia no Engenhão neste sábado passado. Meu Xará Santoro, Murilo, Magnus e Nicolas, além de rubronegros raros e ótimas companhias, são pés quentes pra Caramba. Obrigadíssimo a todos eles!