PASSADO E PRESENTE!
Poderia falar da demora em resolver o “caso Airton”, poderia lembrar que os outros clubes já se reforçaram, mas o Flamengo... Poderia falar do treinador e suas escalações esquisitas ( e o que dizer da formação do banco?), mas hoje resolvi mostrar uma faceta do nosso Flamengo, tão amado por seus Torcedores e tão pouco amante dos seus ídolos...
Dida foi um dos maiores artilheiros do Flamengo, tri-campeão de 53/54/55, veio de Alagoas direto para o Flamengo em 1953 e só saiu em 1963 por obra e graça do treinador Flavio Costa, que o perseguiu até conseguir tirá-lo do Clube. Dida foi jogar na Portuguesa de Desportos e jamais perdoou o desprezo do Flamengo...
Dida foi campeão mundial em 1958 e serviu de inspiração para toda uma geração, aí incluindo o Ídolo maior Zico! Fez gols de todos os jeitos e formas ( 350 jogos e 263 gols, uma façanha!) e era o terror para as defesas adversárias, um verdadeiro craque!
E já que falamos em Zico, o que se fez com o nosso Ídolo nessa última passagem pelo Clube foi uma verdadeira canalhice, total falta de respeito, colocado contra a parede, sem apoio da diretoria e levado a pedir demissão porque a inveja era muito grande!
Ainda devo ter guardado um e-mail enviado pelo amigo Mario Cruz, ex-dirigente do Flamengo na época, no qual ele, sabiamente, pedia que as “forças verdadeiramente Rubro-Negras” dentro e fora do flamengo se unissem em torno do Galo, porque havia já no ar a clara tentativa de desestabilizá-lo!!!
O que aconteceu a seguir todos acompanhamos, quando tivemos o desprazer de conhecer um pouco mais do tão “conhecido” capitão leo, de tristes lembranças...
Dei essa volta toda para chegar em Zizinho, um dos maiores craques brasileiros, tri-campeão pelo Flamengo em 42/43/44 e jogador como poucos vi em campo! Jogou pelo Flamengo de 1939 até 1950, quando ocorreu o caso que passo a relatar, através da palavras de Mario Filho, na revista Manchete Esportiva, de 11 de fevereiro de 1956:
“ Um dia Dario de Mello Pinto perguntou se Guilherme da Silveira Filho queria comprar um jogador do Flamengo. Silveirinha não queria ninguém, quer dizer, queria, mas o que ele queria o Dario jamais venderia.
Dario disse “quem sabe?” e Silveirinha se animou. Pelo Zizinho era capaz de fazer uma besteira, Dario pensou numa cifra, ficou com medo, Silveirinha poderia esfriar. Tanto! Foi Dario dizer “tanto” e Silveirinha dizer “está fechado!”
Silveirinha mandou chamar Zizinho, mas Zizinho disse; “Não há dinheiro no mundo que me faça sair do Flamengo! O Dr. Silveirinha está brincando!” Ao que Silveirinha respondeu: “ Não falaria com você se não estivesse autorizado!”
Zizinho ficou bobo, jamais imaginou que o Flamengo o vendesse...E Zizinho foi para o Bangu e jamais perdoou o Flamengo...Quando alguém pergunta qual o clube que ele gosta mais responde Bangu! E depois? Aí Zizinho fala de um clube de Niterói. E o Flamengo? Zizinho amarra a cara, o Flamengo vem por último, é como se não existisse!”
Mario Filho retratou bem a história. Triste... Aí lembrei que uma vez perguntei a um dirigente do Flamengo o motivo de tudo isso, ao que ele respondeu: “ O Flamengo não é casa de caridade!” Mais triste ainda!
COLUNA digitada com os olhos no passado, homenagem ao Varandão da Saudade! E que possamos escrever o presente com uma bela vitória sobre o genérico do Paraná, que faz tempo está nos devendo! Precisamos jogar como time grande, indo para cima, imprensando e assustando o adversário! Afinal de contas, isso é Flamengo!!!
E, para encerrar, nosso apoio aos valorosos soldados do Corpo de Bombeiros, encarnados aqui na figura do nosso querido PENINA! Força!!!