Amigos rubro-negros, faltando 45 dias para o final da temporada chegou a hora de escolher o caminho a ser percorrido. Estamos participando de duas competições que estão se afunilando e temos de escolher qual priorizar.
Para mim já está mais do que provado que não temos pernas nem elenco para disputar Brasileirão e a Copa Sulamericana com a mesma dedicação. Faltam 9 rodadas para o fim do Brasileiro, todas disputadas nos finais de semana, com exceção da 35ª que acontecerá num meio de semana. Se avançarmos na Copa Sulamericana teremos que jogar em todas as outras datas de meio de semana, com o agravante das longas viagens. Lógico que gostaria de ganhar as duas, mas é muito otimismo acharmos que vamos conseguir.
Venho defendendo a tese de que nossa queda de produção no Brasileiro, naquelas malditas 10 rodadas sem vitórias, deveu-se ao excesso de jogos e à fragilidade do nosso elenco em algumas posições. Bastou termos duas semanas com jogos apenas nos finais de semana que encaixamos três vitórias seguidas. Voltamos a jogar no meio de semana e empatamos com o Palmeiras.
Como não sou de ficar em cima do muro, digo logo que entre as duas optaria pelo Brasileiro. Primeiro porque ainda temos reais chances de conquistar o hepta; segundo, porque no Brasileiro temos 3 ou quem sabe 4 chances de classificação para a Libertadores de 2012; terceiro, porque o sistema mata-mata da Copa Sulamericana é muito ingrato (um gol levado em casa no último jogo pode mudar a história da competição); por último, porque conhecemos bem como funcionam as arbitragens sulamericanas contra os times brasileiros.
Neste caso, optando pelo Brasileiro, teremos que jogar a Sulamericana com o time de reservas, no máximo recheado de um ou outro suspenso no Brasileiro. O problema é que na inscrição do Flamengo ficaram de fora jogadores como Muralha, Loran, Thomás e Adryan que poderiam ao menos ganhar experiência. Além disso, Luis Antônio, embora inscrito, somente poderá jogar em 2012 e não tenho informações se poderemos substituí-lo pelo Muralha, por exemplo. Isto implica que teríamos que jogar com Paulo Vítor, Galhardo, Gustavo, Angelim e Alvim; Maldonado, Fierro, Wander e Bottinelli; Diego Maurício e Jael.
Provavelmente, o resultado do jogo deste sábado contra o Ceará, assim como os demais da rodada, poderá influir na decisão da comissão técnica sobre que time levar a campo na próxima quarta-feira no Engenhão contra a La U.
FLA X PALMEIRAS
Não estava com bons pressentimentos para esta partida. É sempre muito complicado disputar qualquer partida 3 dias depois de um jogo tão emocionalmente intenso quanto o último Fla x Flu. O time não se encontrou em momento algum da partida, teve ainda a sorte de achar um gol bastante duvidoso levando um empate numa falha coletiva do nosso sistema de marcação.
De quinta-feira até agora já perguntei a uns 20 rubro-negros e nenhum soube me responder. Gostaria da ajuda de vocês para me explicar o que quis o Luxemburgo ao tirar o Airton e colocar o Fierro.
Não consigo entender também o porquê do Renato Abreu ser intocável no time. Mesmo pela TV, tive a forte percepção que ele estava morto já no final do primeiro tempo; o Bottinelli aos 20 minutos do segundo tempo idem. Portanto, mesmo Williams já estando pendurado com cartão amarelo, achava que seria melhor ter entrado o Negueba no lugar do Renato e depois posto o Diego Maurício no lugar do Botinelli. Williams e Airton, apesar de também não terem jogado bem o primeiro tempo, poderiam ao menos manter o ritmo do time na marcação, por não terem jogado no Fla x Flu, liberando mais os laterais. O cansaço do Renato e do Bottinelli provocou o gol de empate do Palmeiras, na medida que nenhum deles marcou o lateral Cicinho, obrigando o Junior Cezar a sair no combate abrindo espaço para o Maikon Leite entrar nas costas do nosso lateral sem tempo do Welinton chegar na cobertura.
FLA X CEARÁ
Gosto de jogo assim. Todos achando parada duríssima e muitos dando o favoritismo ao time cearense.
NOSSA CASA
Chega a ser engraçado, para não utilizar outro termo, ouvir do presidente do Botafogo a decisão de que eles jogarão no Engenhão na última rodada.
Faltou visão para este dirigente que utilizou de todos os argumentos para convencer o Flamengo a utilizar este estádio como sua casa durante o fechamento do Maracanã, numa fase em que o Botafogo já apresentava dificuldades para honrar seus compromissos assumidos pelo aluguel do estádio.
Se eu fosse o presidente do Flamengo, diria simplesmente que não jogaríamos no Engenhão em 2012 caso o Botafogo não concordasse em negociar critérios objetivos para definição de qual jogo da última rodada entre Fla x Vasco e Flu x Botafogo seria realizado no estádio.
Bem ao estilo brasileiro, este problema será devidamente empurrado com a barriga, deixando a definição para a última semana. Se der o azar (ou sorte não sei) dos quatro clubes estarem brigando por alguma coisa, vai dar bode.
Saudações rubro-negras.