segunda-feira, 25 de julho de 2011
Praga de empates
Mais uma vez um jogo que parecia fácil para o Flamengo termina em drama e num péssimo resultado. O empate contra o Ceará entra para aquele rol de resultados que vamos lamentar lá no final do campeonato caso falte pontos para a libertadores ou para o título. Não estou sendo dramático, mas a história desse ano me parece um vale a pena ver de novo do ano passado quando não perdíamos, mas também não ganhávamos. Tivemos 17 empates em 38 jogos. Foi quase um turno inteiro de empates. Não é a toa que terminamos o campeonato num ridículo décimo quarto lugar. Sei que há empates heróicos, mas também há empates estúpidos. Esse segundo foi o caso do Flamengo nesse sábado contra o Ceará.
Eu dizia que o jogo parecia fácil e de fato estava fácil. Com menos de 25 minutos o Flamengo já tinha dez finalizações, tinha um domínio absurdo de bola e o Ceará não tinha conseguido nenhuma finalização. Na verdade eles mal conseguiam passar do meio campo. Mas mais uma vez o nosso excessivo domínio do jogo não foi transportado para o resultado. Ficou claro que nossos problemas ofensivos se repetiam: a falta de um atacante de qualidade fazia a bola circundar a área adversária mas não havia finalizações mais contundentes, só chutes longe do gol. Na verdade nem passávamos perto do gol adversário. O belo gol do Renato era a chance do Flamengo de tentar construir um resultado melhor já que se esperava que o time cearense saísse da retaguarda. Eles até ousaram um pouco mais, mas continuávamos bem na defesa. E assim terminou o primeiro tempo.
No segundo tempo as mudanças do time do Ceará não surtiram efeito, mas nossas mudanças surtiram efeito. Só que para pior. A saída do Diego Maurício facilitou a vida da defesa cearense. Nosso jovem atacante estava sofrendo faltas perigosas perto da grande área do Ceará e conseguiu pelo menos dois bons cruzamentos que não foram aproveitados pela falta de um homem de área. Além disso, a movimentação do DM estava criando espaços que estavam sendo usados por outros jogadores, especialmente Renato e Williams. Pena que não tenhamos um atacante de área de verdade. Por isso tudo até agora não entendi a saída do Diego Maurico. Queria que o Vander entrasse, mas não com a saída do jogador que estava sendo mais perigoso para o adversário. Que tirasse o Luiz Antônio e assim forçaríamos ainda mais o jogo ofensivo encima do adversário. Mas infelizmente nosso técnico pensou de outra maneira.
Luxa anão
E aí me pergunto cadê aquele técnico que não seguia scripts e botava o time para cima do adversário para fazer mais gols e assim de fato garantir o resultado? Quem é esse técnico que hoje está no Fla e faz o óbvio do óbvio nas substituições? Cadê a ousadia? Cadê a vontade de vencer e jogar bem? Esse era um jogo para o Flamengo ter ganho com pelo menos mais dois ou três gols. Desde que a pontuação mudou para 3 pontos por vitória é muito mais preferível ganhar um jogo e perder dois, do que empatar os três jogos. Isso não é segredo para ninguém, mas acho que é bom avisarem ao nosso técnico. Ele parece não saber.
Individualmente gostaria que alguém me definisse o futebol praticado pelo Léo Moura. Defensivamente ele tem sido uma nulidade. Nesse jogo as principais jogadas ofensivas do Ceará foram justamente do lado dele. E não foram poucas. Ofensivamente contra o Ceará ele avançou mais e apareceu mais, mas na média, nos últimos jogos, a produção ofensiva dele também tem sido quase nula. Junior Cesar também tem se mostrado muito afobado e tem errado passes de três metros. Wellington, depois do bom jogo contra o Palmeiras, mostra que não é digno de confiança e faz mais uma trapalhada ao não conseguir tirar uma bola que estava em seus pés. Deivid mais uma vez mostrou-se improdutivo e está difícil acreditar que ele vai ser a solução para nosso ataque. Mais uma vez volto a lamentar a incompetência de nossos dirigentes ao não conseguirem um atacante a altura do resto do time. Fica cada dia mais claro que não vamos chegar a lugar algum se não houver qualidade na frente.
Continuamos na mesma no campeonato e pior é ter visto que os demais resultados da rodada foram altamente favoráveis a nós. Mas fomos irritantemente INCOMPETENTES para fazer nossa parte e assim jogamos uma ótima chance no lixo.
Ronaldinho e Thiago Neves no amarelo
Burrice é a palavra mais suave para definir a tolice que o Thiago Neves disse durante a semana. Falar que forçou cartão amarelo para ficar “limpo” sem ao menos combinar com técnico e diretoria foi uma grande tolice e gerou enorme desconfiança, afinal quem quer estar trabalhando num sábado a noite? Faz o negócio e fica calado. Deixa o fato no campo da especulação. Pior é que ele ainda falou mais. Disse que eles combinaram receber o cartão para ficar fora do jogo contra o adversário que eles consideravam mais fraco. Talvez burrice seja muito suave para definir as declarações do Thiago Neves, que está precisando urgentemente voltar a jogar. Sinceramente nos últimos jogos, por mais que critiquem, tenho visto o Ronaldinho ser mais útil ao time que o Thiago Neves. Não vai ser um gol ou uma assistência que vão contar a história de 90 minutos pessimamente jogados.
Abraços a todos, boa semana e saudações Rubro Negras