Amigos rubro-negros, muita calma nesta hora. É lógico que as criticas são livres e todos têm o direito de protestar; a mídia está em êxtase com o Flamengo “em crise” e os membros da Fla-Deprê voltaram depois de uma recuada estratégica durante a boa fase do time até então. Na verdade, não acredito que haja algum rubro-negro satisfeito com as últimas atuações do time, e me incluo nestes insatisfeitos, mas de nada adianta querer mudar tudo até porque estamos a três meses do final da temporada e não existem mais bons jogadores ou técnicos disponíveis.
Já foi dito desde o início do ano que o objetivo da temporada é colocar o Flamengo na Libertadores de 2012 e acho que apesar destas últimas sete rodadas temos todas as condições de atingir esta meta, melhor ainda, acho que estamos disputando o título faltando 16 rodadas. Ao final da temporada sim, é a hora de avaliar tudo, colocar na balança prós e contras da temporada, mudar o que tem de ser mudado e planejar o próximo ano. Portanto, como torcedores, o que não resta neste momento é torcer e apoiar o time, com ou sem Luxemburgo, com ou sem Welinton e com ou sem Deivid.
Nestas últimas rodadas tivemos muitos problemas como contusões, desgaste físico, suspensões, invencionices do nosso treinador e limitações do nosso elenco, mas o que considero principal para retomarmos o rumo no campeonato é que voltemos a jogar bola. Independente de escalação ou do esquema o fato é que jogadores importantes no time não estão jogando nada. Com exceção de Junior Cesar, Renato Abreu e Ronaldinho que estão mantendo uma boa regularidade em suas atuações, o desempenho individual de nossos jogadores está pífio, especialmente de Leonardo Moura, Williams e Thiago Neves. Não quero citar Welinton e Deivid, pois eles estão mantendo a regularidade desde o início, mas uma regularidade de baixo rendimento; isto significa que se o time chegou às primeiras colocações mesmo com eles jogando assim pode perfeitamente voltar a jogar bem, mesmo com eles em campo.
Minha esperança na subida de produção do time está no retorno do Maldonado e do Airton, recolocando o Williams como segundo volante. Definitivamente, acho que o Williams não rende tão bem como primeiro volante, posição que exige uma inteligência tática e um bom passe, características que nosso maior lutador não possui. Muitas vezes, jogando como primeiro volante, ele sai para dar o combate muito na frente deixando nossa zaga vulnerável.
Um outro fator importante para o time voltar a jogar bem é o nosso técnico não inventar muito nos seus esquemas. Não há tempo para treinar novas formações, o que exige que mantenhamos a única formação que encaixou até agora, com dois zagueiros (Alex Silva e David Braz), um volante centralizado (Airton ou Maldonado), uma dupla de apoiador e lateral em cada lado (L Moura e Williams pela direita e J Cesar e Renato pela esquerda), dois meias de criação (Thiago Neves e Ronaldinho) e um centro-avante (Deivid ou Jael ou D Maurício).
Mesmo achando que, entre erros e acertos, o saldo do Luxemburgo seja positivo, credito muito a ele as derrotas para Atlético-GO, Avaí e Bahia por querer mudar a estrutura do time. Contra o time goiano, escalou três zagueiros que sequer haviam treinados juntos e quanto desfez o erro já era tarde; contra o Avaí, ao substituir o Luís Antônio machucado, colocou o Negueba num 4-2-4 que fez com que perdêssemos o meio-de-campo e consequentemente o controle do jogo. Contra o Bahia, escalou desde o início o time num 4-2-4, com apenas Willimas e Renato no meio, com o agravante de colocar dois centro-avantes fixos (Deivid e Jael), fazendo com que o meio-de-campo do Bahia deitasse e rolasse. Prova foi o segundo gol baiano quando o lateral esquerdo deles entrou como quis na nossa defesa, sem ser acompanhado pelo Bottinelli que parou de segui-lo ainda na intermediária.
Estas mudanças bruscas, na minha opinião, mostram que Luxemburgo não confia em alguns jogadores no nosso elenco. Alguns por deficiência técnica, como Fierro e R Alvim, e outros por pouca experiência como Muralha. Não temos com tirar a razão dele, pois estes jogos e os dois da Copa Sul-Americana mostraram a fragilidade do nosso elenco em muitas posições.
Um atenuante para o nosso técnico é a infeliz coincidência de termos contusões sérias, inclusive com necessidade de cirurgia, em três jogadores do mesmo setor, Maldonado, Airton e Luís Antônio. Caso típico de um raio caindo três vezes no mesmo lugar. Para piorar, neste mesmo setor temos um reserva que literalmente não presta, tendo em vista que Fernando nem no banco mais fica. Este está na conta do técnico que bancou a renovação do seu contrato, comparando-o com Rincon, em detrimento de Toró e Correa.
O jogo de hoje é fundamental para as nossas pretensões no campeonato. Menos pela matemática da classificação, mais pelo aspecto psicológico. Um novo insucesso por tornar o clima mais pesado comprometendo todo o restante da temporada.
Jogando bem ou não, sair com três pontos é essencial.
E vocês, o que acham?
Coluna dedicada à minha amada mulher Andréa que hoje completa mais uma primavera. Companheira, amante, amiga e mãe dos meus filhos; tudo na mesma pessoa. Só posso agradecer à Deus esta felicidade.
Saudações rubro-negras.