65 anos de Zico: o craque de uma nação que marcou gerações

65 anos de Zico: o craque de uma nação que marcou gerações

A torcida do Flamengo tem um bom motivo para comemorar neste sábado. Não uma vitória ou algum título, mas sim, o aniversário daquele que é considerado por muitos, como o maior jogador da história do clube: Arthur Antunes Coimbra. Zico completa 65 anos de uma vida devotada ao futebol e, especialmente, ao clube rubro-negro carioca.

Zico é considerado um ídolo com todos os méritos. É o principal símbolo de um momento de ouro no futebol do Flamengo, sendo o maior craque de uma geração que foi responsável pela ascensão do clube carioca no futebol nacional.

Foi com o Galinho de Quintino, que o Flamengo se solidificou no cenário internacional, o maior título da história rubro-negra foi conquistado através de grandes atuações do meia: o Mundial, em 1981, com Zico eleito o melhor jogador do campeonato, vencendo a maior potência do futebol europeu da época, o Liverpool.

Para chegar ao Mundial, o Flamengo precisava conquistar uma Libertadores. Competição que, recentemente, incomoda a torcida por conta das recentes eliminações, mas nos pés de Zico ficou mais fácil. O jogador foi o artilheiro da competição com 11 gols. No primeiro jogo, um 2 a 1, em casa, com dois gols do camisa 10. O segundo, fora, 1 a 0 para o Cobreloa, o que obrigou a um terceiro jogo, em palco neutro. O Flamengo ganhou por 2 a 0, com dois gols de Zico. Na final: quatro gols e o título inédito.

A história do Flamengo no cenário nacional pode muito bem ser definida em antes e depois de Zico. Antes do craque, o Flamengo se limitava a conquistas de estaduais, tendo expressividade apenas na cidade do Rio de Janeiro, depois do camisa 10, o Flamengo conquistou quatro Brasileiros: 1980, 1982, 1983 e 1992. O Galinho foi artilheiro em duas edições com 21 gols: 1980 e 1982.

No Campeonato Carioca, foram sete títulos. Zico marcou um período onde o Maracanã recebia multidões com frequência. Com belas atuações e gols, o meia levava os torcedores ao local e intensificou ainda mais a relação com o maior palco do futebol carioca e se tornou o jogador que mais fez gols na história do lendário estádio: foram 333 gols nas 435 partidas.

Na seleção brasileira, Zico não teve o mesmo sucesso quando se compara suas conquistas, foram três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986) e três eliminações, sendo as mais icônicas em 1982 e 1986. Em 82, eliminação italiana, com três gols de Paolo Rossi e decepção de uma das mais talentosas seleções já vista. Em 86, eliminação francesa, com Zico perdendo pênalti na etapa regulamentar e a França ganhando nas disputas de pênalti.

Ainda teve tempo de Zico ser ídolo pela Udinese, na Itália e praticamente, construir o futebol japonês. Jogando pelo Kashima Antlers, por três anos (1991 a 1994), o Galinho de Quintino, bairro do suburbio carioca, foi um dos responsáveis pela difusão do esporte no território japonês, algo parecido o que Pelé fez nos Estados Unidos, 17 anos antes.

A relação com o país se manteve quando Zico virou treinador da Seleção, levando o Japão a Copa de 2006. Além da passagem asiática, ele treinou também o Fenerbahçe, conquistando o Campeonato Turco e a Supercopa da Turquia, em 2007.

A história de Zico foi escrita com os pés. O Galinho conquistou uma nação com uma categoria ímpar e uma conduta de líder. Artilheiro, sua carreira de jogador pode estar no passado, mas inspirou craques do futuro e é ídolo ainda hoje. Zico merece ser celebrado pelo seu aniversário, mas também por tudo que deu de presente para o torcedor e futebol brasileiro.