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A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Mérito do “Profexô”

 

          Vanderlei Luxemburgo da Silva ou simplesmente Luxa é um carioca de 62 anos, nascido em Nova Iguaçu. É um ex-jogador de futebol revelado pelo Botafogo e que atuou pelo Mengão entre 1971 e 1978.

Ao pendurar as chuteiras, tornou-se um dos mais vitoriosos e respeitados treinadores de futebol do país, passando por quase todos os grandes clubes, dentre eles o seu clube de coração, o Flamengo. Em julho deste ano assumiu o Mengão pela quarta vez.

Em 2014, o Flamengo foi dirigido por três treinadores. Primeiramente, disputou o Campeonato Carioca dirigido por Jayme de Almeida, que mesmo tendo alcançado o título regional, não conseguiu repetir o nível de atuações que fez o clube conquistar no final de 2013, a Copa do Brasil.

Em quatro partidas no Brasileirão, Jayme conseguiu apenas uma vitória, dois empates e duas derrotas e com esse retrospecto passou a ser quase uma unanimidade, que chegara o momento de realizar uma troca do comando técnico.

A Diretoria chegou a um consenso de que o nome para substituir o Jayme seria o do mineiro Ney Franco e mesmo com trinta dias para treinamento, ficou mais que provado que essa escolha foi um verdadeiro desastre. Em sete jogos pelo brasileirão, o Ney não conseguiu uma única vitória; seu desempenho foi de quatro derrotas e três empates, o que acarretou uma antipatia generalizada da torcida e uma queda direta para a última colocação na tabela do campeonato, ocasionando assim sua demissão sumária.

Então, a Diretoria mais uma vez se viu na situação de ter que contratar um novo treinador, porém com um agravante de não existir mais espaço para erros; teria que ser um tiro certeiro nesta escolha.

 E o destino quis unir um mau momento de um dos melhores treinadores do Brasil, uma vez que Luxa vinha colecionando fracasso profissional em seus últimos trabalhos com o Flamengo, precisando desesperadamente de um treinador que conhecesse o clube e a sua política, que tivesse a mesma paixão que seus torcedores, ou melhor, que fosse um destes torcedores para entender que, neste momento, a Magnética pode ajudar e muito a ser o décimo segundo jogador e empurrar o time rumo às vitórias.

Ninguém melhor que Vanderlei Luxemburgo para realizar essa simbiose entre time, treinador e torcida.

Na prática, ficou provado até o momento que a escolha foi primorosa, pois mesmo sendo uma unanimidade entre os críticos e entre nós torcedores que o elenco do Flamengo não é nenhum primor de qualidade, Luxa conseguiu fazer-se entender e uniu um grupo que se encontrava em frangalhos, dando um mínimo de padrão de jogo. Ele arrumou o setor defensivo e em quatro confrontos sob seu comando, conseguiu três “goleadas” de 1x0, perdendo apenas um jogo também por 1x0, alcançando a primeira vitória fora de casa no campeonato. Um aproveitamento de setenta e cinco por cento em quatro jogos, sendo três gols prós e apenas um gol contra.

Saímos da última colocação para a décima quarta posição. Já não nos encontramos na zona da degola. É claro que a situação ainda não é confortável e precisa de atenção, mas até moralmente a postura do time é outra.

Luxemburgo adotou a linha do “é o que temos”, tendo respeito para jogar dentro das nossas próprias limitações e é esse time que vai nos tirar dessa situação, valorizando o grupo. Mesmo sendo um time que chega fácil do céu ao inferno em apenas duas rodadas, Luxa está com o controle do time sob rédeas curtas, mostrando assim que tem total consciência que o controle é seu.

Ou seja, mesmo eu não sendo um defensor de carteirinha do “Profexô” e um grande crítico do seu caráter duvidoso, tenho que dar a César o que é de César, dando todo o crédito desta reviravolta para ele, pois além de muito competente, o cara tem estrela.

Tenho certeza de que a partir de agora começaremos a navegar em águas plácidas e Luxemburgo poderá, quem sabe, sonhar com uma situação mais confortável, podendo até beliscar uma vaguinha na Libertadores. Sonhar não custa nada, 2007 está aí para nos inspirar.

Saudações Rubro-Negras!

Mengão Sempre!

Obs 1. Coluna dedicada ao maior admirador do “profexô” que eu conheço, Sir Ricardo Perez;

Obs 2. Quarta-feira, vamos depenar a galinha mineira e nossa torcida precisa LOTAR mais uma vez o Maracanã, para empurrar nosso time para mais uma vitória;

Obs 3. Domingo, fui intimado pelo meu sobrinho JJ para postar um texto hoje, sob alegação que estava sentindo falta das minhas colunas. O que me deixou bastante envaidecido.

 


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