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À la Riquelme: Mugni tem ótimo domínio, mas também é disperso

Jornalistas argentinos afirmam que novo reforço do Fla é bom na condução de bola e nos arremates, porém apontam uma certa falta de concentração

Lucas Mugni assina contrato Flamengo (Foto: Divulgação/Colón)Lucas Mugni assina contrato com o Flamengo (Foto: Divulgação/Colón)

Órfão de um meia desde a saída de Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo voltará a ter um camisa 10 de ofício. Lucas Mugni é um clássico articulador de jogadas, segundo os jornalistas Mariano Casanello e Nicolás Mai, do Diário Uno e da Rádio Aire, ambas de Santa Fe, cidade de origem do Colón, ex-clube de Mugni. A dupla vai além e aponta semelhanças com o futebol de Riquelme, do Boca.

Casanello destaca que a estatura do ex-camisa 10 do Colón, de 1,82m, é incomum para um meia cerebral, conhecido na Argentina como "enganche". E o ponto negativo, de acordo com o jornalista, é a falta de concentração. Isso, porém, não é o suficiente de torná-lo um "pecho frio", termo utilizado pelos hermanos para designar o que os brasileiros chamam de jogador "sem sangue".

- É um meia canhoto, habilidoso e com boa pegada (em relação aos chutes). Tem uma estatura que não é habitual para um "enganche", com 1,82m. É forte fisicamente, mas não é tão rápido. É um jogador mais lento, estilo Riquelme, salvo a qualidade técnica de Riquelme. Ele sabe segurar a bola com o corpo muito bem, é difícil tomar a bola dele quando a prende. Vai bem nas cobranças de falta, chuta de média distância e cruza muito bem. Mas não é driblador, tenta mais os passes. É um jogador cerebral, joga mais com a bola no pé. Não é de encarar dois ou três adversários, privilegia os deslocamentos mais curtos e gosta de assistir seus companheiros. Só que, às vezes, ele consegue ser constante em vários minutos do jogo, mas em outros se perde em campo. Tem características e temperamento parecidos com os de Riquelme. Falam dele as mesmas coisas que falam de Riquelme. Tem um modo particular de jogar. Não o classificaria como "pecho frio". É um jogador que não muda seu estilo perdendo ou ganhando. Não tem a mesma intensidade durante os 90 minutos. Se tiver que parar e pisar em cima da bola com o time perdendo, ele faz - descreveu Casanello.

Nicolás Mai vê o Flamengo como uma grande oportunidade para Mugni render muito mais do que na Argentina, onde, na opinião do jornalista, o atleta foi mal aproveitado. Mai ainda elogiou o caráter do jogador e concordou com Casanello que não se trata de um "pecho frio".

- É um enganche nato, estilo Riquelme, Montillo e Aimar, só que ele é canhoto. Não tem o mesmo nível que eles, mas é um jogador interessante. "Pecho frio" ele não é, teve um ano ruim, assim como todo o time do Colón.  É um 10 clássico, domina muito bem a bola e é um bom passador. Mas faz poucos gols, são apenas seis. Aqui não cuidaram dele corretamente. É um jogador luxuoso, talentoso. Os dirigentes o fizeram acreditar que ele era melhor do que é e não lhe protegeram. Não é de tomar muitos cartões, se porta barbaramente em campo. É um bom garoto, muito tranquilo - completou Nicolás.

Em Santa Fe há quem diga que Mugni gosta da noite e é mulherengo, porém ambos os jornalistas disseram que o novo rubro-negro lança mão de hábitos comuns a um jovem de 22 anos. Além disso, a dupla garante que ele nunca se envolveu em escândalos ou polêmicas.

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