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Adaptação ao clube, Olivinha referência e lições na Champions League: o começo de Yago no Flamengo

Por: Guilherme Calvano

Referência no basquete, o Flamengo trouxe jogadores de peso para a atual temporada. Multicampeão, o Rubro-Negro mapeou o mercado e contratou atletas de alto nível, como é o caso do jovem Yago Mateus, armador de 21 anos e tido por muitos como uma das maiores promessas da modalidade no Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Coluna do Fla, o Monstrinho, apelidado carinhosamente pelos companheiros e pela torcida rubro-negra, falou um pouco de como tem sido a adaptação ao clube e a cidade.

– Sem dúvida, foi muito rápido. Eu até brinco, porque minha adaptação no time foi mais rápida do que minha adaptação na cidade. Não conheço muita coisa do Rio ainda, eu fico mais pelas partes do clube. Mas é uma cidade que eu gosto muito. Sou um cara que gosto muito de calor, e aqui faz muito calor. A paisagem também eu gosto muito.

– E o clube foi a parte mais fácil, porque é um clube que respira esporte, um clube que ama o basquete. E fazer parte disso é uma coisa muito grande para mim. Já me sinto em casa. Todos já me conhecem, acho que isso facilita muito.

Copa Super 8 e Champions League
Perguntado sobre a sensação de ter conquistado o primeiro título de peso (Copa Super 8) vestindo o Manto Sagrado, Yago destacou a confiança e moral que a equipe ganhou após a vitória na decisão contra o São Paulo. Antes de falar do Super 8 contudo, o armador citou o vice-campeonato na Champions League, para o Quimsa, e como tal derrota fez o time crescer.

– Tivemos uma final da Champions League, que acabamos sendo derrotados e a derrota nos ensinou muito. É um time vencedor, de jogadores experientes e muito vitoriosos. Então, perder aquele jogo nos ensinou muito para passarmos por muitas adversidades ao longo da temporada.

– Ter um título tão expressivo quanto é o Super 8, nos deu, além de moral e confiança, a classificação novamente para a Champions League. Então, foi um título que nós buscamos da melhor maneira possível, e todos estavam comprometidos a fazer o melhor para poder ganhar a qualquer custo.

NBB
Líder da atual edição do NBB (Novo Basquete Brasil), com 44 pontos (21 vitórias e duas derrotas), o FlaBasquete luta por mais um título da liga. Em relação a excelente campanha do Orgulho da Nação, Yago revelou que o segredo é encarar cada jogo como uma final.

– O nosso foco principal é brigar pela parte de cima da tabela em todos os torneios que a gente disputar. A gente estava em segundo, mas tivemos um confronto direto contra o Minas e encaramos de uma forma absurda, como se fosse uma final. E graças a Deus conseguimos ganhar. Então a partir deste momento, viramos a chavinha, porque atingimos o objetivo do primeiro lugar. Mas precisamos nos manter. Então, cada jogo é uma final, cada jogo entramos mais focados, independente do adversário, para nos mantermos no topo.

Olivinha referência
Olivinha é um dos maiores ídolos da história do basquete do Flamengo e um dos principais atletas da modalidade no Brasil. Questionado sobre como é poder dividir a quadra com um jogador tão acima da média e diferenciado, o Monstrinho não titubeou e rasgou elogios ao companheiro.

– Olivinha é um cara sensacional. É um cara que eu não tinha muito contato quando eu era do Paulistano, mas era um atleta que eu ja olhava bem de perto. E poder estar do lado dele, poder dividir tudo com ele é algo inexplicável, que me ajudou muito na adaptação. Ele é um cara zoeiro, que sempre está brincando e isso me ajuda muito. Jogando, é um cara fora de série e que realmente ajuda as pessoas, pensa no time. Nós temos sorte de ter não só o Olivinha, mas esse elenco todo que montaram.

Flamengo é diferente
Por fim, Yago se derreteu pelo Flamengo e pela grandeza do clube que defende. Presença frequente nas redes sociais interagindo com jogadores do Mais Querido, o armador confessou que assiste o Rubro-Negro no futebol e que essa troca entre as modalidades o ajuda muito e o faz se sentir em casa.

– Quando você pensa em Flamengo é uma coisa gigantesca. É uma dimensão que, Olivinha e Marquinhos, que estão aqui há 11 temporadas, não sabem dizer o tamanho disso. É uma coisa que você se orgulha de fazer parte. Eu gosto muito de futebol, assisto bastante e acompanho alguns jogadores, inclusive do Flamengo. Então, poder ver tudo que eles conquistam, e eu tenho certeza que eles veem as nossas conquistas também, e poder interagir de alguma forma nisso, para mim é uma coisa que não só me ajuda e me faz sentir em casa, mas também é receber o carinho do público não só do futebol, mas de outros esportes, é uma coisa inacreditável. O Flamengo é um clube gigantesco e em qualquer lugar que você vá tem torcedores. Então, isso é muito bom, e realmente o Flamengo é bem diferente. 

Publicado em colunadofla.com.