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Alecsandro martela pênalti perdido: "Me cobraria para o resto da vida"

Autor de dois dos três gols do Fla contra o Coxa, atacante diz que se time fosse eliminado ele não perdoaria a si próprio por cobrança desperdiçada

Há algumas rodadas do Campeonato Brasileiro, o Flamengo tinha o pior ataque da competição. A principal referência de área da equipe, Alecsandro se cobrava por um desempenho melhor. A chegada de Luxemburgo, a mudança de postura da equipe e os resultados positivos deram um novo ânimo ao grupo. O camisa 18, que treina para ser o principal batedor de pênaltis do time, retomou a confiança. Oportunidades não faltaram para ele mostrá-la à torcida.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, Alecsandro fez, de pênalti, o segundo gol da equipe. Três dias depois, na noite de quarta-feira, no Maracanã, desta vez pela Copa do Brasil, o atacante foi crucial ao anotar dois gols, também de penalidades, e diminuir a vantagem que o Coxa havia acumulado no jogo de ida das oitavas, em Curitiba. No fim do jogo porém, na disputa de pênaltis, desperdiçou sua cobrança. Mesmo assim, ouviu seu nome ser cantado pela torcida. Para seu alívio, Paulo Victor defendeu duas vezes, e outras duas bolas do adversário acertaram a trave. O camisa 18 afirmou que se o Fla tivesse sido eliminado, ele se cobraria pelo resto da vida pelo lance perdido.

Flamengo x Coritiba - Alecsandro (Foto: André Durão)O goleador fez dois contra o Coxa no tempo normal, porém desperdiçou a sua na disputa de cobranças (Foto: André Durão)


- Confesso que se nós não passássemos de fase eu me cobraria pelo resto da vida, mesmo sabendo que os meus dois gols de pênalti nos levaram a esse momento decisivo. Ainda estou me cobrando, mas estou feliz com a classificação. É mais difícil bater um pênalti como foi o do fim do primeiro tempo. Era o finalzinho, sabíamos que tínhamos que fazer três gols. Imagina se eu perco ali? Nós iríamos para o vestiário cabisbaixos. Eu já bati em semifinal de Libertadores, em final de Libertadores (contra o Olimpia, pelo Atlético-MG, em 2013). Nesse jogo, foi um pouco atípico, porque eu já havia feito duas cobranças, já tinha batido da maneira que eu gosto de bater. Fui para o pênalti decisivo sem saber aquilo que o goleiro estava pensando. É complicado. Para mim, foi uma experiência única - explicou Alecsandro.

O atacante enalteceu o esforço da equipe na noite de quarta em relação ao jogo de ida, em Curitiba. Apesar de Luxa ter dado prioridade, inicialmente, ao Campeonato Brasileiro, o time misto não deixou a desejar no Maracanã. - A diferença desse jogo para o jogo de Curitiba é que nosso grupo entrou com um espírito diferente. Jogamos fora de casa com a ideia de que "lá no Maracanã nós vamos resolver", e resolvemos. Mas foi difícil! Se tivéssemos entrado lá como se fosse uma final, com certeza não teríamos sofrido tanto, independentemente de quais jogadores atuassem, se fosse time misto ou não.

Embalado, o Flamengo tenta a sua sexta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro neste sábado, diante do Grêmio, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. Nas quartas da Copa do Brasil, o adversário será o América-RN.

*Sofia Miranda, estagiária, sob a supervisão de Cahê Mota

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