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Alvo da torcida do Fla, Nezinho contém a eufória e destaca o fator psicológico

Um dos cestinhas da vitória por 82 a 77, armador elogia experiência do time e mantém os pés no chão: "Mostramos nossa cara, porém, temos muita coisa para melhorar"

flameng - Alvo da torcida do Fla, Nezinho contém a eufória e destaca o fator psicológico

Até o último minuto antes de a bola subir para o clássico entre Flamengo e Vasco, Nezinho era dúvida. Com dores nas costas desde a derrota para o Vitória, no domingo passado, pela última partida do Torneio do Ceará, o armador não participou da partida contra o Macaé, pela segunda rodada do Estadual, e precisou de um teste para entrar em quadra na segunda-feira. Pior para o clube da Gávea e azar dos cerca de 1.500 rubro-negros que compareceram ao ginásio do Tijuca e provocaram o jogador vascaíno do primeiro ao último minuto do confronto. Alvo dos torcedores rivais desde os tempos que defendia o Brasília, o camisa 23 mostrou a frieza habitual e mais uma vez foi decisivo contra o Flamengo.

Mesmo sem ter feito um treino sequer desde que retornou ao Rio de Janeiro com a delegação do Vasco, Nezinho anotou 19 pontos e foi o cestinha da vitória por 82 a 77, ao lado do pivô Bruno Fiorotto. Apesar de mais uma grande atuação individual, o armador elogiou o grupo e apontou o fator psicológico como principal arma da equipe diante dos rubro-negros.

- No último jogo no Ceará senti uma dor nas costas e continuei jogando, no dia seguinte quando acordei não consegui nem levantar para ir ao banheiro. Não tinha treinado nenhum dia, fiz um teste e deu para jogar legal. Acho que o jogo foi muito psicológico. A equipe começou muito mal, o Flamengo abriu quase 20 pontos, mesmo assim nos mantivemos no jogo e acho que aquele finalzinho do primeiro tempo, quando conseguimos diminuir a diferença para 11, foi o momento principal. Foram dois lances livres, uma bola de três e mesmo perdendo saímos fortalecidos para o intervalo. Depois conservamos no vestiário, e eu disse que se a diferença caísse para sete ou cinco pontos era outra jogo, e foi o que aconteceu - analisou o destaque da vitória vascaína.

Apesar de lamentar a briga entre as próprias torcidas organizadas do Flamengo, o armador reconheceu que a paralisação de mais de 10 minutos no finalzinho do primeiro tempo acabou prejudicando mais os donos da casa.  

- A briga atrapalhou as duas equipes, que saíram do ritmo normal da partida, mas claro que quem está ganhando acaba saindo mais prejudicado. Teve até gás de pimenta, mas nos juntamos no vestiário e aproveitamos a parada como se fosse um intervalo. Conversamos que independentemente do que estava acontecendo lá fora, nós íamos voltar à quadra para vencer o jogo. Nossa equipe é muito experiente, sabe jogar com uma diferença de 20 atrás ou 20 na frente, mesmo com a torcida inflamada e fazendo festa. Nos mantivemos concentrados e vencemos o jogo. Não foi só esse jogo, sabemos que envolve muita coisa - disse Nezinho, que mantém os pés no chão e freia a euforia do torcedor do Vasco.

- Nós treinamos quase dois meses, não fizemos nenhum amistoso e queríamos jogar para saber o que estava acontecendo com nossa equipe. Nossa estreia foi contra o Botafogo, achei mais ou menos, no super four do Ceará demos uma levantada e hoje (segunda-feira) mostramos nossa cara. Porém, temos muita coisa para melhorar. Muito mesmo. Sabemos que no NBB os adversários vão estar mais fortes, mais preparados e nós vamos trabalhar forte para chegar prontos. Quando acabou o jogo, todo mundo falou, eu pedi a palavra e disse: ganhamos do Flamengo, mas eles estão no começo do trabalho, nós também estamos e tem muita coisa ainda para acontecer. Foi uma vitória importante, foi, porém, acabou hoje, dormimos amanhã, segue a vida e temos que treinar muito mais.

Mesmo eufórico com o resultado, Christiano Pereira parecia em sintonia com seu armador. Além de deixar claro que o trabalho está só no início e o grupo ainda tem muito o que melhorar, o treinador vascaíno também apontou os minutos finais do primeiro tempo como fundamentais para a segunda vitória contra o Flamengo na temporada. 



- Depois de uma vitória dessa e a da reação que tivemos, só podemos ficar envaidecidos e contentes. Obviamente ainda estamos no início de temporada, completamos apenas dois meses de trabalho e ainda temos muito o que agregar para chegarmos no nosso melhor momento. Mas uma partida como essa só vem nos mostrar o caminho certo que estamos trabalhando, a confiança que os jogadores estão tendo e a certeza que não voltamos apenas para participar, mas sim para buscar coisas maiores durante a temporada - explicou.

Mais do que a certeza de que muita coisa ainda precisa ser feita, Nezinho sabe que para os resultados continuarem aparecendo o grupo precisa estar saudável. Afinal, além dele próprio, que quase ficou fora do clássico, alguns jogadores como Bruno Fiorotto e Murilo, por exemplo, sofreram demais com lesões sérias nas últimas temporadas. 

- Esse é nosso grande dilema, por isso tenho falado para eles que temos que nos cuidar, não passar treino a mais e não querer fazer nada além do normal. Mas nossa equipe é formada por pessoas inteligentes, a parte médica e a comissão técnica sabem que precisamos estar saudáveis para a hora dos jogos e descansar lá na frente para chegar forte nos playoffs. Isso é o mais importante - alertou Nezinho.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2016/10/alvo-da-torcida-do-fla-nezinho-contem-euforia-e-destaca-o-fator-psicologico.html

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