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Arena Mística? P*##@ nenhuma! Fomos incompetentes! Novamente!

flameng - Arena Mística? P*##@ nenhuma! Fomos incompetentes! Novamente!

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Mais uma rodada da Copa Libertadores da América. Mais um jogo fora de casa, dessa vez na mística Arena da Baixada. Mística? Coisa nenhuma! O que vimos foi um show de incompetência do time do Flamengo e mais uma falha bisonha de nosso super-hiper-mega-ultra-estimado goleiro (há tempos venho pedindo um goleiro TOP por aqui – devemos ter um arqueiro que nos passe segurança)! Fomos incompetentes nas finalizações, incompetência cuja qual foi elencada por mim há dois dias atrás em coluna publicada na última terça-feira (leia aqui). Tivemos excelentes chances de matar o jogo através de Guerrero, Damião, Gabriel e, por mais uma vez, como havia ocorrido no Chile contra a Universidad Católica, fomos incompetentes e deixamos de marcar em chances cristalinas. Além disso, sofremos mais uma vez um gol idiota devido à falha individual de um goleiro que vem se mostrando, há tempos, muito pouco confiável.

O jogo começou como esperávamos, com o furacão no abafa empurrado por sua torcida. Foram dez minutos de pressão, sem muita organização diga-se de passagem, mas com direito à bola na trave de Nikão. Atlético jogando no campo do Flamengo que, aos poucos, foi colocando a bola no chão e dominou o adversário, como se jogasse no Maracanã. A torcida atleticana ficou assustada boa parte do segundo tempo. Os gritos dos 4300 magnéticos soava forte no Joaquim Américo. Logo aos treze minutos Guerrero recebeu passe em profundidade, livrou-se do zagueiro e conseguiu perder um gol fácil, que fatalmente abriria o caminho para mais uma boa vitória. O jogo seguiu sendo dominado pelo Flamengo até os 35 minutos quando uma bola cruzada, após fazermos uma falta boba em nossa intermediária, começou a mudar os rumos da partida. Cruzamento no segundo pau, cabeçada de Thiago Heleno para a grande área, procurando um companheiro de ataque, o que não ocorreu, mas nosso “querido” Muralha uma vez mais saiu caçando borboletas e acabou vendo a bola morrer na bochecha da rede, no canto oposto. Mais uma falha bisonha de nosso arqueiro. Aliás, vou lançar a campanha para que este apelido seja revogado. Muralha? Nada disso, no máximo cerca de arame liso. Após o gol, o Atlético equilibrou o jogo, empurrado pelo grito de sua torcida, e o primeiro tempo terminou igual em ações dos dois times, porém sem chances claras em ambos os lados.

Veio então o segundo tempo. E podemos ver praticamente um jogo de ataque contra defesa. O Flamengo dominou as ações. Aos dois minutos Pará chutou forte para excelente defesa de Weverton, logo após o juiz invalidou corretamente um gol em impedimento de Guerrero. O Flamengo continuou no ataque, sendo muito pouco importunado por contrataques, mas continuando sua saga de gols fáceis incrivelmente perdidos: primeiro aos 28 com cabeçadas seguidas de Damião no travessão e, na sobra, de Guerrero parando nas mãos de Weverton, depois com Damião cabeçeando, sem goleiro, dentro da pequena área, por cima da meta e aos 39 quando Gabriel, sozinho, recebe cruzamento na área e perde cara a cara como goleiro, chutando a bola à esquerda da meta. Meus amigos leitores, deste jeito, não há time que ganhe as partidas. Depois dos 40, totalmente desorganizados mais pela saída de Márcio Araújo do que pela entrada de Mancuello, tomamos o segundo em falha coletiva da defesa. Após, no abafa final, fizemos o de honra com William Arão. Devemos ainda ressaltar a cera exacerbada (costumeiramente permitida pela arbitragem) do time pequeno que é o Atlético. Jogadores caindo a qualquer contato e ganhando tempo, esfriando o jogo. O juiz, para brindá-los deu apenas 3 minutos de acréscimo (onde estão os juízes que dão 7 e 9 minutos de acréscimo para um certo time paulista)?

Agora vamos meter o dedo ainda mais fundo em nossas feridas. Uma vez mais, Zé Ricardo demorou demais a mexer no time. As primeiras alterações foram feitas aos 25 minutos da segunda etapa, quando entraram Damião e o menino Matheus Sávio. Quando todos achavam que o Jamal seria substituído, Zé optou por trocar Renê e Rômulo (ok, não vinham bem no jogo), mas o matador de ataques continuou desfiando o rosário de más jogadas, servindo de grande reforço ao time adversário. O time não estava tão mal, mas Jamal destoava dos demais. O insubstituível Gabriel! Ele simplesmente errou tudo o que tentou. Matou contra-ataques, errou passes em demasia, não deu prosseguimento às jogadas, excessivos passes laterais e atrasos de bola e completamente nulo no ataque. Nem na recomposição (requisito básico para justificar sua escalação – pasmem) ele funcionou. Jogamos com dez em campo o jogo todo. O pior disso? Zé Ricardo não o retirou de campo. Deixou-o jogar os 90 minutos. Devia estar vendo outro jogo. Não é possível! O que justifica a escalação deste pseudo-jogador? Ok, poderia até ser reserva, entrar no decorrer da partida, mas ele vem mal há muito tempo e, na meritocracia zericardiana, tem cadeira cativa no time titular. Normal, para o Flamengo. Isso é recorrente. De acordo com a meritocracia zericadiana (perdoem-me a insistência), o menino Matheus Sávio, que entrou arrebentando no jogo de ontem, deve amargar um período sabático, assim como ocorreram por diversas vezes com outros jogadores no ano anterior.

No final, o que podemos levar de bom da partida é que o time comportou-se bem. Jogou com obediência tática e disposição. Correu os noventa minutos. Foi organizado em campo, compactado na maioria da partida e não se afobou quando tomou o gol. Continuamos com consistência defensiva razoável e boa concatenação no ataque. Mas devemos destacar nosso lamentável poder de colocar a bola nas redes e definir as partidas. Time que quer ser campeão deve jogar assim, com todas as qualidades ressaltadas por mim no começo deste parágrafo mas, fundamentalmente, deve ter poder de decisão. Fomos eficientes taticamente, mas em nenhum momento fomos eficazes (muito pelo contrário). Para efetivarmos nossas conquistas, devemos juntar nossa eficiência tática com a eficácia nas finalizações. Isso faz um time campeão! Esse é o calcanhar de aquiles do Flamengo. Isso vem de longa data. E precisa começar a mudar. A água começa a bater na bunda, que não a deixemos subir exageradamente. Alguma coisa tem que mudar. Não falta muito, mas as bolas devem começar a entrar. Rapidamente. Para que possamos ser campeões e levantar taças realmente relevantes. E um time começa com um excelente goleiro. Fica a dica!

O Flamengo Simplesmente é!
Saudações Rubro-Negras a todos!!!

Fabio Monken

Gostou? Ótimo! Não gostou? Ótimo também!
Ninguém é o dono da verdade! Isso é fato!
Venha debater conosco suas idéias, mas faça-o educadamente, pois a falta de respeito e de educação são os combustíveis dos fracassados e de parca argumentação!

Fonte: http://colunadoflamengo.com/2017/04/arena-mistica-p-nenhuma-fomos-incompetentes-novamente/

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