Blog Resenha: O risco do Ceifador: é tudo isso ou foi atípico em 2017?


Um termômetro é as redes sociais. O torcedor tem voz ativa na internet e pelo que tenho visto, Henrique Dourado não é tão bem quisto no Flamengo. Mesmo sendo o goleador do Brasil em 2017, o atacante não é o jogador dos sonhos dos rubro-negros. Mas por que? Será que o Ceifador viveu um ano atípico ou ele é um goleador que todos esperam? Só o tempo pode dizer.

Logicamente, ao trocar o Fluminense pelo Flamengo, sua responsabilidade aumenta. Isto porque o atacante está saindo de um rival para o outro. Conquistou o coração dos tricolores e vai para o maior rival. E por estar no Flu, chega com desconfiança ao Rubro-Negro. O futebol é assim. É movido à paixão. O torcedor do Fla gostaria de rever Vagner Love com 9 do Mengão. Claro, porque tem identificação com o clube. Foi muito bem em sua passagem. E é flamenguista declarado. Mas e Dourado?

Questione ou não, Ceifador fez uma temporada incrível em 2017. Não só pelos 32 gols assinalados na temporada. Nem por ser um exímio cobrador de pênaltis e nem por ser o artilheiro do Brasil. Dourado jogou muito bem. Parecia outro jogador. Não só aquele goleador dos tempos de Palmeiras, em 2014.

Se no clube paulista Dourado fez gols, no Fluminense foi mais do que isso. Foi líder da equipe. Chamou a responsabilidade. Deu assistências. Se credenciou no mercado nacional como um grande atacante. O mais cobiçado hoje. Substituir Guerrero pode não ter tão fácil. Mas se jogar como estava no Flu, a torcida rubro-negra vai esquecer rapidinho o peruano.

Até porque isso é uma verdade: Guerrero é bom jogador e ponto. Nunca foi um ídolo que a Nação Rubro-Negra queria. Dourado também não deve ser. Só precisa jogar o que jogou no Fluminense. E viverá dias de paz na Gávea.