O caso é o seguinte: no contrato entre Arão e Botafogo, havia uma cláusula automática de renovação caso houvesse o depósito de R$ 400 mil na conta do atleta, com a multa rescisória passando para R$ 20 milhões. O jogador não aceitou o depósito e se transferiu para a Gávea no início do ano passado. Conforme a Justiça, existe a proibição por parte da Fifa de terceiros terem parte de direitos econômicos de atleta - neste caso, o terceiro seria o próprio Arão. 

O Botafogo seguirá na batalha, uma vez que é possível recorrer ao Superior Tribunal do Trabalho, em Brasília. Willian Arão se valorizou nos últimos meses após uma temporada bastante satisfatória no Flamengo. É titular absoluto do meio-campo da equipe e, graças às boas atuações, foi convocado pelo técnico Tite para defender a seleção brasileira no amistoso diante da Colômbia, em janeiro.