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Caetano e Wrobel falam sobre contratações para o Brasileirão

Reforços para a temporada foram um dos temas do Bate-Papo do Nação, que aproximou os dirigentes do futebol de sócios-torcedores

Caetano e Wrobel com sócio-torcedor na Gávea

Caetano e Wrobel com sócio-torcedor na Gávea

Na noite da última quinta-feira (26.03), vencedores da ação Bate-Papo do Nação tiveram a oportunidade de bater um papo com dirigentes do futebol do Flamengo: o Diretor-Executivo, Rodrigo Caetano, e o Vice-Presidente, Alexandre Wrobel. No Terraço Rubro-Negro, dezenas de sócios-torcedores puderam tirar suas dúvidas e perguntar sobre o time e a gestão aos dois, que atenderam os torcedores e tiraram fotos ao final da conversa. Um dos associados presentes, Eduardo Costa, ainda ganhou uma camisa do Nação das mãos de Rodrigo Caetano.

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Confira o que rolou no Bate-Papo do Nação:

Contratações
A. Wrobel: Muito se prospecta pela imprensa e o jogador falado muitas vezes nunca esteve na nossa lista. Hoje temos um departamento de scout, de inteligência do futebol, e este ano todas as nossas contratações foram pontuais, graças ao trabalho deles. Com os números e estatísticas, analisam apostas e possíveis contratações. Em cada posição, temos pelo menos três prospectados e, às vezes, aparecem oportunidades que a gente corre atrás.

R. Caetano: Quando você enxuga o elenco você vê as coisas claramente. Hoje temos 25 jogadores no elenco, sem contar os juniores. Isso era impensável antes. Se eu incho o elenco, terei em dezembro o mesmo trabalho do ano passado. Queremos uma base para não começar do zero. Essa é a primeira vez que trabalho em um clube com governança. E isso é muito positivo. Existe muita responsabilidade. Hoje, não se onera o clube com qualquer coisa. Para trazer jogador que gera muito custo, precisa ter receita. Essa é a importância do programa de sócio-torcedor também, foi nisso que o presidente Bandeira de Mello pensou quando propôs o desafio dos 80 mil associados.

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Gestão do futebol e diferença entre VP e diretor-executivo
A. Wrobel: Um dos maiores prejuízos é começar tudo novo, reestruturar tudo da gestão. Devemos escolher um modelo que queremos e a pessoa que chega se adapta, dando suas contribuições, é claro, mas sem fugir da essência que o clube julga ideal. O vice-presidente dá a última palavra, ocupa um cargo político, representativo, não remunerado. Meu papel é blindar o futebol da pressão política e buscar recursos para o departamento. Eu apareço pouco e quanto menos eu aparecer é um sinal de sucesso. Já o Rodrigo (Caetano) é um cargo remunerado, executivo, que responde por todo departamento de futebol.

Montillo
A. Wrobel: O atleta abre mão da multa contratual, aceita vir ganhando metade do que ganha na China, e disse que no Brasil só joga no Flamengo. Ele está fazendo tudo que é possível para vir. Os chineses foram muito duros, mas o problema não é dinheiro. A questão é que eles não querem liberar o principal jogador na Copa da Ásia. Continuamos batalhando, a janela fecha agora em abril e depois abre em julho, mas aí ele perderia 12 rodadas do Brasileirão. Temos um plano B, mas vamos, primeiro, esgotar o plano A.

Melhora financeira substancial em 2016
A. Wrobel: Minha maior alegria é sentar com o jogador, o empresário, e ver como a percepção do Flamengo mudou no mercado. Cirino veio com fundo de investimento que confiou no Flamengo. Os jogadores se falam e hoje sabem da nossa seriedade. Quase nunca atrasamos, quando atrasamos é muito pouco, e faço questão de avisar aos atletas. Nossa situação hoje é muito melhor, mas do nada aparecem penhoras, problemas do passado, que temos que dar um jeito. Estamos passando por um processo de reestruturação financeira muito grande. Em 2016, devemos equilibrar dívida com receita e ter uma folga muito maior no investimento, mas se tiver dinheiro e não souber gastar não adianta, o futebol não melhora. Temos que ter critério. Já vemos essa mudança de cenário. Você sendo bom pagador pode cobrar, andar de cabeça erguida.

Dedicação ao clube
A.Wrobel: Minha mulher é médica e já não aguentava mais o Flamengo. Ela combinou de eu ir em um congresso com ela, de cinco dias, sem celular. Quando cheguei liguei o telefone rapidamente. Entraram dezenas de ligações com prefixo daqui do clube. Inventei uma desculpa para descer do quarto para a recepção, retornei os telefonemas e descobri que tinha dado um problema no CT. Não parei de subir e descer inventando desculpas, mas chegou um momento em que falei: "Preciso ser honesto com você, estamos com um problema no CT. Preciso de uma hora com o celular ligado e depois juro que não ligo mais". (risos)

Samir
A. Wrobel: Temos 50% dele. Será necessário, em algum momento, alguma venda, mas se for vendido será reinvestido no futebol. Até agora não temos absolutamente nada fechado e o valor ofertado até esse momento não interessa ao Flamengo.

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte
A. Wrobel: Um fator fundamental foi o papel que o Flamengo exerceu firme e coerente. O Flamengo quer ser exemplo. É fundamental que haja uma competição saudável entre os clubes. Não adianta estarmos bem e ter os outros times fazendo loucuras. Todos sabemos da nossa dívida, queremos equacioná-la. Para esse ano, o benefício é pequeno, para o próximo já deve ser bem maior. O Flamengo vai sempre brigar pelos seus direitos como protagonista do futebol.

FFERJ
A. Wrobel: É uma briga que vamos levar até o fim, não amolecemos. Não podemos simplesmente abandonar o Campeonato Carioca, temos compromissos com patrocinadores, sanções, punições, não poderíamos mais jogar o Brasileiro. Pensamos sim na criação de uma liga, mas nada concreto ainda.

Categorias de base
A. Wrobel: A estrutura da base era péssima. O jogador vinha de longe seduzido pelo nome do Flamengo e, quando chegava, era goteira para todo lado, cheiro ruim. Então começamos um processo de melhoria da base. Hoje, dentro do CT George Helal, temos uma estrutura, ainda longe do que queremos, esperamos e merecemos, mas bem apresentável. Criamos uma estrutura provisória em container para todo departamento, aproveitamos estruturas que eram do profissional. É claro que esse processo demanda um tempo, não vira um celeiro de craques de um dia pro outro, mas certamente muito em breve teremos frutos. Além disso, estamos estabelecendo metas para a base, como uma empresa.

R. Caetano: Acredito no sucesso com a integração do profissional com a base. Estar lá no CT, junto ao profissional, já ajuda bastante. Temos que melhorar, mas podem ter certeza que estamos muito comprometidos com a melhoria do CT. Queremos ser também um clube do Rio de Janeiro que oferece a melhor estrutura física, além da credibilidade financeira que estamos conquistando. Temos que ir ao jogador e oferecer um conjunto de situações que nos diferencie dos outros clubes. Não podemos contratar no mercado jogadores medianos. A base tem que nos fornecer atletas do nível que temos para melhor e assim não precisaremos gastar dinheiro e esforço em promessas de fora.

Participe da formação dos nossos atletas: seja sócio-torcedor.

Estádio do Flamengo
A. Wrobel: Da notícia que saiu recentemente, o que acontece é que queremos uma arena, sem um centavo de dinheiro público ou do Flamengo, só da iniciativa privada, para ser um ginásio para esportes coletivos (basquete, vôlei e futsal), para 3.500 lugares sentados. Como podem ser contra construir um ginásio para esportes coletivos na cidade olímpica? Não temos a estrutura que queremos, mas estão engessando o Flamengo. O que brigamos, há quase três anos, é para construir a Arena Mc Donald's, unicamente desportiva, sem custo nenhum para o estado nem para o Flamengo. Nada mais legítimo e razoável. Pela parte do futebol, temos a intenção de ter nosso estádio, para cerca de 20 mil pessoas, para jogos menores, que não brigue com o Maracanã. Entendemos que nossa casa é o Maracanã, o ideal era termos este estádio em outro formato.

Rendimento da equipe com nova formação tática
R. Caetano: Conversamos muito. O Vanderlei divide bastante. Nem tudo que é treinado aparece na imprensa, às vezes até por questões de estratégia. A ideia dele é ter um meio de campo capaz de marcar e criar para usar os três homens de frente muito velozes. Hoje, o Flamengo tem jogadores muito qualificados. Ainda não trouxemos o homem de ligação, mas conseguindo trazê-lo deve haver mudança do sistema.

Armero
R. Caetano: Estamos trabalhando pelo atleta, sim. Se as coisas correrem bem, as chances são boas. Temos até 16 de abril, mas só confirmo qualquer contratação quando o jogador fizer exame médico e estiver aqui dentro. A cautela é tudo em negociações.

O Nação Rubro-Negra já trouxe nomes como Eduardo, Canteros, Éverton e Marcelo Cirino para o Flamengo. Tá esperando o que para ser sócio-torcedor?

Programa Nação Rubro-Negra
A. Wrobel: A torcida percebe que existe o trabalho sério e quer ajudar. Há pessoas de classe baixa que nem se importam com desconto em ingressos, porque nem vão ao Maracanã, mas querem dar os R$10 que podem para o Flamengo e de fato ajuda muito. Estão sendo pensadas coisas para contemplar esse nicho. Temos que trabalhar em todas as faixas. Dos 40 milhões de torcedores, grande maioria nem mora no Rio de Janeiro. Você vai para fora e é uma loucura o que o Flamengo representa. Não temos hoje uma arena, então temos que trabalhar mais que os outros que tem. Também é importante lembrar que, outros times que tiveram crescimento vertiginoso de sócios-torcedores já estão chegando ao seu teto, enquanto o Flamengo ainda tem um potencial de crescimento enorme, com a maior torcida do país.

Com 4% dos 40 milhões de rubro-negros associados, o céu é o limite: seja sócio-torcedor.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/20776/caetano-e-wrobel-falam-sobre-contratacoes-para-o-brasileirao

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