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Campeão e MVP da final, Meyinsse comemora boa fase: 'É um sonho'

Jerome Meyinsse mostra sinceridade e diz que quando aceitou o convite para jogar no Rio já esperava uma temporada de sucesso

Meyinsse recebe o troféu de MVP  (Foto: Luiz Pires/NBB)Meyinsse recebe troféu de MVP (Luiz Pires/NBB)

O jeito simples, quase tímido e porque não dizer pacato que conquistou o carinho dos torcedores rubro-negros é praticamente o mesmo com que o americano de 2,07m domina os rivais no garrafão. Sem estardalhaços ou o tradicional "jogo sujo" dos pivôs dentro do perímetro, Jerome Meyinsse chamou atenção ao longo do NBB com arremessos certeiros, enterradas de efeito e tocos sensacionais. Na final contra o Paulistano não foi diferente. Mesmo sem números impressionantes ou jogadas de efeito, o trompetista nas horas vagas e sósia de Dwight Howard dividiu com Marcelinho o posto de cestinha da partida, com 16 pontos casa, e jogador mais eficiente na vitória por 78 a 73. Se coube ao capitão rubro-negro a honra de levantar o troféu, o prêmio de MVP (melhor jogador da decisão) ficou com o "gringo".

Com o troféu de melhor em quadra nas mãos e o corpo coberto de papel picado, o gigante americano não conseguiu esconder a emoção ao falar do pai Joseph, que faleceu vítima de infarto no início do ano.

- É um sonho realizado, sinceramente nem sei o que falar. É uma temporada perfeita. O título do NBB e esse troféu de MVP significam muito para mim e queria dedicá-los a minha mãe e ao meu pai, que morreu no começo do ano - lembrou Jerome Meyinsse.

Totalmente adaptado ao Rio de Janeiro, Meyinsse sabia como comemorar o título curtindo uma das coisas que ele mais gostou no Brasil.

- Claro que vou comemorar o título com uma tigela de açaí - disse o americano, às gargalhadas, após dezenas entrevistas e de pedidos de fotos.

Assim como a humildade do pivô americano segue intacta mesmo após ser eleito o melhor jogador da final, a sinceridade de Meyinsse também surpreende em algumas situações. Questionado se esperava uma temporada tão perfeita no seu primeiro ano no Brasil, o camisa 55 do Flamengo não pensou duas vezes na hora de responder.

 

- Acreditava sim. O Flamengo fez um time muito forte para disputar todas as competições com chances de vencer e se nós jogadores não tivéssemos acreditado nada disso teria acontecido. Tive a ajuda de todos meus companheiros para conquistar esse prêmio individual e posso dizer que ganhei uma nova família aqui - disse Jerome Meyinsse.

Mesmo com um discurso emocionado e com pinta de quem quer seguir no Rio de Janeiro por mais alguma temporadas, o pivô americano desconversou quando o assunto foi renovação. Com o mesmo sorriso estampado no rosto, ele disse que no momento só quer saber de comemorar.

- Nunca tinha jogado num time tão grande como o Flamengo e estou muito feliz com essa experiência no Brasil, mas ainda não sei se vou continuar. Não conversei com meu agente e nem com os dirigentes do clube sobre isso. Primeiro eu quero curtir muito esse título - destacou.

O Flamengo deve ter muita dificuldade em manter seu pivô titular no clube. Após uma temporada de sucesso, quando conquistou três títulos em três possíveis, e mais o prêmio de MVP da final do NBB, o americano Jerome Meyinsse vem sofrendo assédio de diversas outras equipes, inclusive da NBA. Aos 25 anos, o jogador tem dois convites para participar da Summer League, liga de verão dos EUA, que tem como objetivo garimpar reforços para suas franquias.


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