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Chicão pede mudança de atitude para que rebaixamento não seja cogitado

Zagueiro diz que atuação contra o Cruzeiro "assusta", lamenta vacilo do Flamengo em três partidas e garante que torcida pode confiar nos defensores do elenco

O início da pausa do Campeonato Brasileiro para a Copa do Mundo serve como descanso para os jogadores do Flamengo, mas para o experiente Chicão deve ser ainda um momento de reflexão entre os rubro-negros. A última exibição do time, na derrota por 3 a 0 diante do Cruzeiro, tem que servir como exemplo a não ser seguido no retorno dos atletas ao trabalho. Com a chegada de Ney Franco, o zagueiro ganhou moral e teve duas oportunidades como titular, contra a equipe mineira e o Santos. Ao fazer uma análise da tabela, afirma que o time poderia ocupar uma posição melhor se não fossem alguns vacilos em determinados jogos.

Discussão entre Wallace e Luiz Antonio Flamengo com Chicão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Chicão, durante partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro: zagueiro, que ganhou moral com Ney Franco, apartou discussão entre Luiz Antonio e Wallace no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

- Eu até conversei com alguns amigos. Nosso time não mudou tanto do ano passado para esse ano. O que pode ter acontecido é que cai o desempenho de um ou outro jogador, e aparece nos resultados. Você vê um campeonato muito nivelado. Deixamos de ganhar dois pontos do Bahia, dois do Santos e dois do Figueirense. Perder seis pontos assim complica. Poderíamos estar mais em cima na tabela. O que não pode é repetir o que fizemos contra o Cruzeiro, porque aí assusta. Se mudar a atitude nos jogos, o rebaixamento não vai passar pela nossa cabeça.

 Deixamos de ganhar dois pontos do Bahia, dois do Santos e dois do Figueirense. Perder seis pontos assim complica. Poderíamos estar mais em cima na tabela. O que não pode é repetir o que fizemos contra o Cruzeiro, porque aí assusta. Se mudar a atitude nos jogos, o rebaixamento não vai passar pela nossa cabeça"
Chicão

Mesmo aparecendo mais em campo com Ney do que com Jayme – em 2014 havia feito apenas sete jogos com o antigo treinador -, Chicão garante que não existe titular absoluto na equipe do Flamengo.

- Quando o Ney chegou, tivemos conversas. Ele quis saber o que estava acontecendo, o que precisava ser feito. Falou com os mais experientes, comigo, com Alecsandro e Léo Moura. Mas no grupo não existe isso de titular ou reserva. Ele deixou claro que vai ter uma formação, um esquema tático, e vai escolher do jeito dele. Com campeonatos longos, todos poderão mostrar serviço. O importante é estar ajudando.

Com 13 gols sofridos em nove jogos no Brasileiro, a defesa do Flamengo é a segunda mais vazada do Brasileiro. Mesmo assim, não é um setor que exige atenção imediata da diretoria para uma busca de reforços. Em enquete realizada pelo GloboEsporte.com, os torcedores opinaram sobre qual posição era mais necessária à vinda de novos jogadores, e a zaga ficou na última colocação, com apenas 3,39% dos votos. Chicão agradece.

- Ficamos felizes pelo reconhecimento do torcedor. Independentemente de chegar goleiro, lateral, zagueiro, meia ou atacante como reforço, o jogador vai ser bem recebido. Mas ficamos contentes que o torcedor entende que estamos fazendo um bom trabalho no sistema defensivo. Torcemos para que os jogadores de frente façam mais gols e que paremos de tomar também. Aconteceu de tomar três no último jogo, e tem que ter melhora em todos os sistemas. É um conjunto, mas claro que nos deixa feliz. O torcedor pode confiar nos zagueiros que estão no grupo - conclui.

* Por Thiago Benevenutte, estagiário

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