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Chicão por causa de volante ex-Galo, rubro-negro é Anderson para íntimos

Semelhança física é a resposta para o apelido do zagueiro flamenguista, batizado em 3 de junho de 1981 como Anderson Sebastião Cardoso

Chicão é apelido de becão de roça. Impõe respeito. O do Flamengo não faz jus ao que o nome no aumentativo pressupõe. Embora entre com firmeza quando necessário, é mais lembrado por ter bom passe e pelos gols de bola parada. Não é grandão, tem 1,80m. Nem é Francisco, chama-se Anderson Sebastião Cardoso. Virou Chicão por ser parecido com o volante titular do Galo entre as temporadas de 1980 e 1981, também conhecido por passagem marcante pelo São Paulo e integrante da seleção brasileira na Copa de 1978.

- Foi um supervisor do Mogi (Mirim) que colocou o apelido. A fisionomia é muito parecida com a minha. E ficou, não há nada mais que isso - explicou o flamenguista Chicão, que gosta do apelido e é Anderson apenas para familiares e amigos mais próximos.

Chicão São Paulo e Flamengo  (Foto: Editoria de Arte)Chicão, conhecido pela fama de duro em campo, participou da Copa de 1978. E aí, parecem? (Foto: Editoria de Arte)



Chicão iniciou a carreira em 1996 na base do Mogi Mirim, onde a inspiração de seu apelido pendurou as chuteiras 11 anos antes. Os dois jamais se encontraram, e o flamenguista não se recorda de quem o apelidou assim.

Reinaldo, expoente maior do Galo da época na qual a rivalidade com o Flamengo vivia seu ápice, vê semelhanças no estilo dos Chicões e não concorda que se pareçam fisicamente.

- Fisicamente não, mas a semelhança no futebol é bem próxima. Todos os dois são bons tecnicamente, têm bom passe e sabem sair jogando. E todos os dois sabem chegar junto (risos).

Perguntado sobre qual dos dois batia mais, o ídolo soltou uma gargalhada e não teve dúvidas de eleger o amigo, que faleceu em 2008, quando um câncer o levou, aos 59 anos de idade.

- O nosso era mais bravo (ri muito). Meu brother Chicão... Grande homem. Lembro dele com muitas saudades.

De fato, era. O atleticano Chicão foi expulso nos dois jogos mais polêmicos do confronto entre Flamengo e Galo. Na final de 1980, deu um chute em Tita após este, com o duelo já perto do apito final, ensaiar embaixadas na ponta esquerda de ataque rubro-negro.

Um ano depois, em partida marcada para apontar um classificado entre rubro-negros e atleticanos à segunda fase da Libertadores, terminou como um dos cinco expulsos, situação que configurou W.O. Ele, Osmar e Palhinha levaram vermelho por reclamação. Reinaldo, por falta em Zico por trás, e Éder, por tranco no árbitro José Roberto Wright, a quem também direcionou broncas. Em entrevista ao GloboEsporte.com, Wright, acusado de ter prejudicado o Atlético, deu sua versão. Confira clicando aqui. 

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