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Claus incomoda, e diretor do Fla fala em "tolerância 0" a erros no returno

Escalação de árbitro paulista não agrada Rodrigo Caetano, que cita dois erros dele contra sua equipe; executivo pede mesmos critérios e vê grandes prejuízos em 2016

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A escolha de Raphael Claus para apitar o jogo entre Flamengo e Grêmio, marcado para domingo, às 11h, em Brasília, não agradou. E o diretor executivo rubro-negro, Rodrigo Caetano, aproveitou o gancho para citar dois erros cometidos contra o clube em uma arbitragem do paulista. Além disso, fez um desabafo cobrando a profissionalização dos juízes e elencando equívocos que julgou muito prejudiciais à sua equipe.

– Esse próprio árbitro que vai apitar nosso próximo jogo teve dois episódios em que prejudicou o Flamengo. No Brasileiro do ano passado, todos se lembram que ele deu um gol para o Avaí em que todo mundo viu que a bola saiu quase meio metro. Mesmo sendo um lance do assistente, ele era o árbitro.

– Neste ano, ainda bem que o erro dele não nos causou um prejuízo maior contra o Cruzeiro, que foi o gol do Cirino, um gol legal, e ele era o árbitro (veja acima vídeo de ambos os lances).

– Como agora tem esse negócio de trio permanente, talvez sejam os mesmos assistentes, mas isso não sei te dizer - apenas o auxiliar Rogério Pablos Zanardo participou dos dois jogos. Erros são inerentes à profissão de qualquer um, o que nós queremos é que o árbitro seja profissional também e pague pelos próprios erros – afirmou Caetano.

Numa análise mais geral, o dirigente reconheceu que o Flamengo perdeu pontos por erros bobos em algumas partidas, mas pediu mais atenção ao clube no returno.

– Está na hora de se profissionalizar a arbitragem, porque todos nós somos cobrados por atingir metas e dar resultado, e o único agente amador de um jogo é o árbitro. Nada acontece com o árbitro em sua profissão, quer dizer em sua segunda profissão, porque geralmente ele tem outro trabalho. Nada acontece no dia seguinte. Ele pode deixar de apitar uma ou duas rodadas, e a grande maioria nem deixa de apitar.

– Mas para o Flamengo esgotou o nosso nível de tolerância em relação aos erros e prejuízos que tivemos no campeonato. E no returno, em um campeonato equilibrado desse jeito, pontos preciosos que ficaram no caminho, parte deles por incompetência nossa e outra parte por erros de arbitragem. Com isso, o Flamengo chega num nível de tolerância zero em relação a isso, que tem sido uma constante – acrescentou.

Confira outros tópicos da entrevista de Caetano:

Erros apontados

– Sei que a comissão de árbitros trabalha para ter o menor índice de erros, e nós trabalhamos por isso também, mas têm sido muito recorrentes os prejuízos que o Flamengo tem tido. O que o Flamengo cobra é que realmente melhore a qualidade, porque os erros recorrentes contra o Flamengo já passaram do limite. Nós fazemos todo o procedimento que nos é cobrado, levando relatórios e o DVD, mas até agora sabemos que isso não volta, e um erro pode decidir o campeonato. Aí eu pergunto: qual erro veio a beneficiar o Flamengo? Contra eu te digo vários: Chapecoense, onde o Juan nem toca no jogador... Pênalti. Tem último do Santos, que é um pênalti que é dado por todo mundo, e a comissão de arbitragem disse que não foi. O árbitro não assinala e fica por isso mesmo.

"Maior erro de todos": a entrada de Fagner em Ederson em lance no qual Heber Roberto Lopes nem assinalou falta

– O maior de todos, na minha visão, foi o lance do Corinthians (veja abaixo), que desestabilizou todo mundo, e o árbitro tem o poder de escrever na súmula a sua verdade. Consequentemente depois no tribunal ficou provado que aquela não era a verdade. Temos o Ederson no estaleiro até hoje, não vamos nem inscrevê-lo nessa primeira fase da Sul-Americana, porque nas datas (24 e 31 de agosto), ele não vai estar à disposição. Zé Ricardo foi expulso, eu fui citado na súmula, tudo por conta desses superpoderes que os árbitros têm hoje e que lamentavelmente têm trazido consequências ruins.


Cobrança por critérios iguais

– Isso precisa ser externado, porque faltam 18 rodadas, e a gente quer critérios iguais na hora de uma expulsão, na hora de um pênalti e na hora da punição de um árbitro. Queremos os mesmos critérios que são aplicados aos demais. Em alguns momentos a gente vê essa falta de critério. Ninguém quer benefício ao Flamengo, só queremos que tenhamos os mesmos critérios, os mesmos erros e os mesmos acertos. Só isso.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2016/08/claus-incomoda-e-diretor-do-fla-fala-em-tolerancia-0-erros-no-returno.html

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