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Colón mira exemplo do Fla e sugere convênio entre clubes rubro-negros

Depois da venda de Mugni, dirigentes sonham se associar ao clube da Gávea para mudar imagem desgastada em meio à grave crise financeira do clube argentino

Camisa Cólon Argentina (Foto: Reprodução / Facebook)Camisa do Cólon (Foto: Reprodução / Facebook)

O desfecho positivo na negociação com Lucas Mugni trouxe o meia para o Rio e pode criar laço entre brasileiros e argentinos. Dirigentes do Colón apresentaram sugestão de fazer uma espécie de convênio com o time carioca. Além de possuir o vermelho e o preto como cores, o clube também passa por um momento de grandes mudanças, como aconteceu com o Flamengo no ano passado, com a entrada da nova diretoria. Os hermanos querem expor o novo modelo de gestão, depois de o último presidente ter sido deposto.

Os novos dirigentes do Colón pretendem selar boa relação com um grande clube, e consideram o Flamengo o parceiro ideal. A imprensa argentina chegou a divulgar que, na negociação por Mugni, dois amistosos já estavam certos. Mas foi apenas um dos temas, nada formalizado em papel. As conversas já são de conhecimento do diretor executivo Paulo Pelaipe.

Grave crise e presidente deposto

Mugni com diretores do cólon e advogado do flamengo (Foto: Reprodução / Facebook)Mugni cercado por dirigentes do Colón e com André Galdeano (de rosa), emissário do Fla na negociação (Foto: Divulgação Colón)

A aposta do Flamengo em Mugni teve o facilitador nos valores, já que o Colón tenta sair de uma grave crise financeira e não criou maiores entraves na transação. Em novembro, os jogadores chegaram a se recusar a entrar em campo pelo Torneio Inicial da Argentina, no jogo diante do Atlético Rafaela. O motivo: estavam há sete meses sem receber salários.

A venda de Mugni por cerca de R$ 3 milhões servirá para pagar dívidas com jogadores. Em caso de futura negociação do meia por parte do Flamengo, o clube argentino terá direito a 10% da negociação.

O ex-presidente do Colón Germán Lerche – envolvido em polêmicas e denunciado por má gestão e apontado como principal responsável pela gravíssima crise institucional - foi deposto do cargo no fim do ano passado.

Eduardo Vega assumiu a presidência na tentativa de salvar o clube. Em dezembro, a comissão diretora constatou que “existem dívidas de todos os tipos, contratos não assinados", entre outras irregularidades. Muitos documentos sumiram.

- É uma bagunça total. Deve ter uma auditoria urgente para determinar a dívida real - afirmou o novo presidente, em dezembro, ao tomar conhecimento da situação do Colón.

O clube criou conta corrente em um banco para que torcedores depositassem quantias que pudessem ajudar ao clube. Assim como no Flamengo, o Rubro-negro argentino faz campanhas para atrair novos sócios. 

História do Colón

Pelé após derrota para o Colón no "Cemitério dos elefantes" (Foto: Reprodução/Cartasesfericas.ar)Pelé após derrota para o Colón no "Cemitério dos Elefantes" (Foto: Reprodução/Cartasesfericas.ar)

O Colón foi fundado em 1905. O estádio - inaugurado em 1946 e reformado para a Copa América de 2011 - é conhecido como "Cemitério dos Elefantes", já que na década de 1960, o time conseguiu vitórias em amistosos com Peñarol, Santos - com Pelé - Boca Juniors e a seleção argentina. 

Em 2010, o clube disputou a fase preliminar da Copa Libertadores da América, mas foi eliminado pelo Universidad Católica, do Chile.

Mesmo com a grave crise financeira, o clube mantém seu estádio e um centro de treinamento. 

Torcida do Cólon (Foto: Reprodução / Facebook)Torcida do Cólon com as mesmas cores do Flamengo (Foto: Reprodução / Facebook)



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