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Coluna do Torcedor: “O que precisamos para fazer uma campanha digna na Libertadores?”

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Desde 2007 o Flamengo participou de 5 edições da Copa Libertadores da América, em 10 anos (contando com o ano que vem) o fla esteve presente em 60% das edições. Muitos dizem que a Libertadores é diferente, que precisa se acostumar com ela, mas o Flamengo é prova viva de que não basta apenas “participar”.

Nessas 5 participações dos últimos 10 anos, nossa melhor participação foi uma quartas-de-final, em 2010, quando caímos para o Universidad de Chile. Mais que eliminações foram vexames, pois uma coisa é você ser eliminado da Libertadores, outra é passar vergonha (nem toda eliminação é vexame!).

Retrospecto

2007 – Eliminado nas oitavas para o Defensor-URU (perdeu o jogo de ida por 3×0, um dos piores jogos do Flamengo no século)

2008 – Eliminado nas oitavas América-MEX (precisa contar a história?)

2010 – Eliminado nas quartas para a Universidad de Chile (perdemos o jogo de ida em casa por 3×2, na volta ainda vencemos por 2×1, mas não foi suficiente)

2012 – Eliminado na fase de grupos (caímos para Lanús, Emelec e Olímpia)

2014 – Eliminado na fase de grupos (caímos para Bolívar, Emelec e León)

O que fazer?

1 – DESMITIFICAR A LIBERTADORES

A competição é diferente? Sim, mas calma. Não é só a pancadaria, não é só o carrinho com grito de EEEEEUUUU!, não é só pedrada na cara jogada da arquibancada e também não é só altitude. A competição tem mostrado à cada edição que quem se planeja tende a chegar longe, exemplo, Indep. Dell Vele-EQU (finalista 2016), Bolívar-BOL (semi 2014), Nacional-PAR (finalista 2014). Citei apenas três exemplos recentes de clubes que não possuem grande tradição em competições internacionais, mas que JOGANDO BOLA, chegaram longe. Agora, falando de tradição, não precisa nem explicar muito para falar do título do Atl. Nacional-COL, em 2016. Eles bateram? Ganhou jogando pedra? Ganhou gritando? Não! Apenas jogaram bola.

2 – PSICOLÓGICO

Outro tema batido, mas que precisa ser lembrado. A Libertadores é realmente diferente (mas não como gostam de falar, igual ao tópico acima), caldeirões, jogos com escolas diferentes, onde priorizam mais a marcação e até mesmo a tal da catimba. Algumas das nossas eliminações fomos adversários de nós mesmos, seja pela soberba (2008), por respeitar de mais todo esse “mito da Libertadores” (2007), entre todos os outros fatores que englobam a parte psicológica. Isso se resolve com experiência, com “casca de Libertadores”, esses jogadores temos no elenco.

3 – SOBERBA

Muitos torcedores pegam a tabela antes do sorteio e dizem “É, não tem Boca, só fugir do Atl. Nacional e River Plate que dá pra levar!”. Não é assim amigo, as últimas edições  mostram várias equipes de menor expressão chegando nas fases decisivas, essa história de que “o futebol brasileiro tem uma superioridade econômica” e “temos que passar por cima”, não pode entrar em campo, pois já colocamos isso em campo e vimos os resultados. Nosso grupo é bem complicado, mas vejo com positividade já que San Lorenzo-ARG, Univ. Católica-CHI e Atl.-PR ou Milionários-COL poderiam ser perfeitamente nossos adversários em um mata-mata, além de que enfrentando esses clubes o time terá que entrar em campo e se prepara com um poder do concentração enorme.

4 – OPÇÕES NO ELENCO PARA DIFERENTES ESCOLAS

Talvez esse seja o fator mais avançado em relação a solução. Nossa diretoria vem trabalhando bem no quesito contratação, peças pontuais que estão sendo especuladas são de qualidade. Já perdemos muitos jogos por não ter jogadores que se adequam para um determinado estilo de jogo. Exemplo (NÃO IREI CITAR NOMES DE JOGADORES), talvez em um jogo na altitude um cara com mais experiência talvez aguente mais que um garoto, já que ele vai saber dosar o seu ritmo, um jogo com chuva e campos com péssimas condições exigem jogadas aéreas, times que rodam muito a bola exigem uma maração forte e veloz. Estamos próximos de solucionar esse problema que já nos eliminou de Libertadores passada.

5 – PACIÊNCIA

Mais uma vez vamos citar a já batida frase “Libertadores é diferente”. Ela é tão diferente que exige aprendizado, como já disse temos peças experientes, mas fazer uma campanha digna nesse ano pode nos levar como favorito em outros anos. Obviamente queremos o título, porém lembre-se, nem toda eliminação é vexame, largue a soberba de “Flamengo é muito grande pra entrar pra fazer boa campanha”, “aqui é Flamengo! Só entra pra ganhar”. Sim, somos muito grande e sim entramos pra ganhar, mas calma, se perdermos não é tragédia, fazer uma campanha digna ajuda a nos colocar como candidatos à título em outras edições, além de melhorar a nossa marca no continente, pois o pote 3 não é o nosso lugar.

Paulo Henrique Moreno


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Fonte: http://colunadoflamengo.com/2017/01/coluna-do-torcedor-o-que-precisamos-para-fazer-uma-campanha-digna-na-libertadores/

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