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Coluna do Torcedor: “Zé Ricardo e a Reatividade – O prisma de um OFF-RIO”

flameng - Coluna do Torcedor: “Zé Ricardo e a Reatividade – O prisma de um OFF-RIO”

Salve, amigos rubro-negros. Hoje tomei uma dose de coragem e resolvi materializar nestas poucas linhas alguns pensamentos que me cercam. É de longe que escrevo uma pequena reflexão sobre o nosso amado Flamengo. Na verdade, é de muito longe, mais precisamente de Belém-PA, a cidade das mangueiras.

Em primeiro lugar, quero destacar que esta humilde manifestação é mais um exemplo da onipresença do Mengão. Não tem essa de torcida terceirada. Isso é argumento para os pequenos. Sou torcedor, sócio-torcedor, também conhecido como ‘OFF-RIO”, apaixonado desde os 8 anos de idade pela magia do manto sagrado, mais um integrante da chamada “Nação”, mas a minha história de flamenguista fica para uma próxima vez. Hoje, o objetivo é discutir com vocês a postura do nosso atual treinador e o reflexo na mística rubro-negra.

Para isso, de início, fixei uma premissa: a reatividade, que de acordo com o dicionário significa “ação oposta a outra”. Pois bem, partindo deste conceito e o aplicando ao comando técnico do professor Zé Ricardo, nota-se que o referido treinador pauta a sua
escalação de acordo com os adversários.

Alguns poderiam argumentar que se trata de estratégia, assim como numa partida de xadrez, espera-se o movimento do rival no tabuleiro para definir a sua forma de atuar. Em contrapartida, outros poderiam analisar pela perspectiva de uma falta de identidade na formação do time, pois se ele confiasse na capacidade técnica e tática do seu estimado esquadrão, seriam os adversários que deveriam se adaptar ao consagrado, mais amado, e não o inverso.

Então, depois de apresentar estes dois prismas, prefiro perfilhar o segundo. E o motivo caro rubro-negro? É óbvio, porque isso aqui é Flamengo (ou essa frase só serve para mosaico?) e agir de outro modo foge completamente das raízes e identidade do time da gávea, construídos ao longo de décadas na base de muito suor, sangue e, sobretudo, coragem.

Sei que tal afirmação pode parecer soberba da minha parte, mas me perdoe quem  pensa diferente, porque falar de torcedor do Flamengo e soberba numa mesma frase é um pleonasmo.

Voltando ao centro da questão, o ponto que quero destacar é que o nosso treinador raramente age, via de regra, ele reage. Não estou aqui querendo discutir os métodos de trabalho e treinamento, mas sim as suas ações na beira do campo durante os jogos, especialmente nas substituições.

No fatídico jogo de ontem à noite contra o “time do Papa”, que marcou mais um vexame nas nossas odisseias em torneios sul-americanos, ficou bem claro, que toda substituição feita pelo “Zé” resultou muito mais da preocupação com o adversário, do que em tentar explorar as virtudes técnicas do próprio time.

E isso não é apenas uma opinião. Passou a ser um fato, uma constatação, principalmente depois da entrevista coletiva do nosso treinador quando ela tenta explicar as justificativas para as suas malsucedidas intervenções no decorrer da peleja: “Entrou fulano, para combater a saída do ciclano” e por aí vai.

O grande problema dessa conduta é que com isso, o Flamengo deixa de ser Flamengo, pois a partir do momento em que a maior preocupação é simplesmente neutralizar o adversário, deixando de tentar propor o jogo, de pelo menos tentar incomodar, deixamos de ser grandes e nos aprisionamos dentro de um covil de covardia.

No final do jogo de ontem, o Fla era uma balança completamente desequilibrada, de um lado do pêndulo: Guerrero, jogando sozinho na frente; na outra extremidade, o resto do time pesando para dentro do próprio gol, com o medo estampado na cara, na certeza de que estavam se suicidando.

Definitivamente, o “Mais Querido” não foi feito para substituir atacante por zagueiro, isto é uma blasfêmia. Atenta contra toda a nossa mística, viola a nossa sacrossanta história de vitórias e títulos. E meus amigos, sempre e para sempre que o Flamengo, ao menos por um minuto, tentar não ser Flamengo, fugindo das suas eternas características, podem ter certeza que o tal Deus do futebol vai nos punir.

Saudações Rubro Negras!!!

Fonte: http://colunadoflamengo.com/2017/05/coluna-do-torcedor-ze-ricardo-e-reatividade-o-prisma-de-um-off-rio/

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