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Contra a crise, Luxa vira escudo para manter ambiente saudável no Fla

Com time na lanterna do Brasileiro e sem vice-presidente de futebol desde a saída de Wallim, técnico assume o ônus de ser o porta-voz em tempos de pressão

Vanderlei Luxemburgo não corre da batalha. Prefere encará-la de frente e se transformar em escudo para defender um grupo carente de vozes marcantes. Desde sua volta ao Flamengo tem sido assim. Não se furta a dar entrevistas e falou a frase esperada em tom de promessa para quem quisesse ouvir:

- O Flamengo não cai - afirmou em entrevista à Rádio Globo na quarta-feira.

Vanderlei Luxemburgo Treino flamengo (Foto: Cesar Loureiro / Agência O Globo)Vanderlei Luxemburgo é o escudo do Flamengo (Foto: Cesar Loureiro / Agência O Globo)



Essa preocupação em ser escudo é justamente para evitar que o pessimismo pela situação do Flamengo no Campeonato Brasileiro não atinja o ambiente criado depois da sua chegada. Mantém o otimismo, elogia seu grupo. Internamente, ele combate qualquer sinal de baixo astral.

E as palavras fazem eco no elenco. Apesar dos números do Flamengo no Brasileirão assustarem, os próprios jogadores demonstram tranquilidade até certo ponto surpreendente em entrevistas. Postura que é muito fruto da certeza que o comandante passa internamente da volta por cima. Para o goleiro Paulo Victor, a história de Luxa no futebol o dá o respaldo necessário para que o elenco não duvide de suas convicções.

- É um cara que ganhou mais de 40 títulos, é vivido, conhece bem o futebol, sabe como funcionam as coisas.

No discurso, trata a situação do Flamengo como um campeonato à parte. Compara os três pontos de diferença para o Botafogo, primeiro time fora da zona de rebaixamento, aos quatro que o Fluminense está atrás do Cruzeiro na disputa pela liderança. Não se intimida e não deixa que os jogadores se intimidem.

Na cabeça de Luxemburgo, o time estará como deseja a partir do jogo com o Coritiba, no dia 17, em Curitiba. Até lá, serão 25 dias de trabalho com quatro jogos. Começará então a conviver com rodadas no meio da semana e menos tempo de preparação entre um compromisso e outro.

Consciente da dificuldade em contratar reforços, trabalha com o que tem e tenta descobrir possibilidades. Viu em Lucas Mugni e Canteros esperanças de talento para seu meio-campo, assim como Eduardo da Silva deverá se tornar seu ponto de referência no ataque, ainda que atue ao lado de Alecsandro.

Os jogadores também reconhecem no treinador um escudo e sabem como sua personalidade e atitude podem ser determinantes para o time crescer. Domingo, contra o Sport, no Maracanã, será mais um passo na luta de Luxemburgo para evitar a queda de seu clube de coração. Otimismo a ele não falta.

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