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Contra o Del Valle, Flamengo tenta reviver estreia de 2019 e superar retrospecto ruim na altitude

Por: Guilherme Calvano

Nesta quinta-feira (17), às 21h (horário de Brasília), em jogo válido pela terceira rodada do Grupo A da Copa Libertadores, o Flamengo encara o Independiente del Valle, no Estádio Casa Blanca, em Quito (Equador). A saber, o Rubro-Negro, além de enfrentar o bom time comandado por Miguel Ángel Ramírez, terá de lidar com 2.850 metros de altitude. Sobre tal logística, o Mais Querido não costuma se dar bem. Isso porque, de oito partidas já disputadas acima do nível do mar, o Fla só venceu duas.

Confira

1983: Bolívar 3 x 1 Flamengo – La Paz (3.600 metros)
2007: Real Potosí 2 x 2 Flamengo – Potosí (4.100 metros)
2008: Cienciano 0 x 3 Flamengo – Cusco (3.400 metros)
2012: Real Potosí 2 x 1 Flamengo – Potosí (4.100 metros)
2014: Bolívar 1 x 0 Flamengo – La Paz (3.600 metros)
2019: San José 0 x 1 Flamengo – Oruro (3.700 metros)
2019: LDU 2 x 1 Flamengo – Quito (2.850 metros)
2020: Del Valle 2 x 2 Flamengo – Quito (2.850 metros)

Para se ter uma ideia de como a altitude incomodou o Flamengo ao longo da história, até mesmo Zico e companhia tiveram problemas. Em 1983, primeiro jogo do clube nessas condições, a mágica equipe da década de 80 perdeu por 3 a 1 para o Bolívar, em La Paz. O resultado acabou desclassificando o time da Libertadores.

Somente em 2007, com Ney Franco no comando, o Fla voltou a jogar acima do nível do mar. Encarando uma altitude de 4.100 metros, o Rubro-Negro empatou em 2 a 2 com o Real Potosí, também da Bolívia. Este duelo ficou marcado pelo uso dos cilindros de oxigênio. Renato Augusto, um dos principais jogadores do elenco, foi o que mais sentiu a logística na época.

No ano seguinte, enfim a primeira vitória do Flamengo. Sob o comando de Joel Santana, há 3.400 metros, o clube carioca bateu o Cienciano, do Peru, por 3 a 0, com gols de Renato Augusto, Toró e Juan. O resultado acabou dando a classificação para as oitavas de final da Libertadores.

Depois do primeiro triunfo, mais duas derrotas. Em 2012, mesmo com Ronaldinho Gaúcho no time, o Fla perdeu por 2 a 1 para o Real Potosí e acabou eliminado na fase de grupos da competição. Já em 2014, com Jayme de Almeida no comando, em infelicidade do zagueiro Samir, que acabou cometendo um pênalti após escorregão, revés por 1 a 0 para o Bolívar, em La Paz.

Desempenho recente

Em síntese, nos dois jogos do Mengão na altitude em 2019, ano em que o clube se sagrou bicampeão da América, uma vitória e uma derrota. Em semana de carnaval, na primeira rodada da campanha do título, Gabigol, com toque preciso na saída do goleiro, marcou o único gol do triunfo sobre o San José, nos 3.700 metros de Oruro (Bolívia). Posteriormente, ainda com Abel Braga de técnico, derrota dolorida por 2 a 1 para a LDU. Após Bruno Henrique abrir o placar, os equatorianos conseguiram a virada.

E por último, já em 2020, também na capital equatoriana, em confronto válido pela Recopa Sul-Americana, o Flamengo de Jorge Jesus empatou em 2 a 2 com o Independiente del Valle, adversário de logo mais. No jogo de volta, com dois gols e excelente atuação de Gerson, o Rubro-Negro fez 3 a 0 e levantou, pela primeira vez em sua história, um troféu internacional no Maracanã.

Lembrando que o duelo desta quinta-feira (17) terá transmissão exclusiva da página da Conmebol no Facebook Watch. No entanto, o Coluna do Fla, como de costume, acompanha o confronto em seu canal no YouTube com a narração mais pé quente da internet.

Publicado em colunadofla.com.