Drible de Corpo: “Outros “Evertons”: relembre jogadores que saíram direto (ou com escalas) do Fla para o São Paulo”

Drible de Corpo: “Outros “Evertons”: relembre jogadores que saíram direto (ou com escalas) do Fla para o São Paulo”

Não é a primeira nem será a última vez que um jogador trocará o Flamengo pelo São Paulo. Com o depósito de R$ 7,5 milhões na conta do Flamengo, referente aos 50% da multa rescisória, Everton repetirá nas próximas horas trajetórias como as de Leônidas da Silva, o Diamante Negro; Leonardo, Alcindo, Júnior Baiano e Reinaldo — alguns nomes que deixaram a Gávea (com ou sem escala) em direção ao Morumbi.

Uma das transações mais badaladas entre os dois clubes envolveu Leônidas da Silva. Em 1942, o rubro-negro assumido entrou para a história como protagonista da transação mais cara da história do futebol sul-americano na época: 200 contos de réis, aproximadamente R$ 200 mil. Como tinha 29 anos, houve quem secasse a transação chamando-a de bonde. O Diamante Negro, que recebeu o crédito de ser o inventor do gol de bicicleta, foi recebido em 10 de abril de 1942 por 10 mil torcedores e carregado até a sede do clube.

Na primeira exibição, lotou o Pacaembu . Há registro de que 70.281 pessoas compareceram ao estádio municipal no empate por 3 x 3 com o Corinthians. Com a camisa tricolor, Leônidas da Silva foi pentacampeão paulista em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949. Quem o considerava Leônidas um bonde viu o craque virar um dos maiores ídolos do São Paulo em todos os tempos.

Em 1990, o São Paulo mandou propôs mandar para o Rio de Janeiro o meia Raí, o zagueiro Adílson e o lateral-esquerdo Nelsinho em troca do promissor Leonardo, que havia sido campeão da Copa União de 1987, e do atacante Alcindo. Leonardo participou de parte da vitoriosa era Telê Santana. Ganhou o Brasileirão de 1991, a Supercopa dos Campeões da Libertadores em 1993, a Recopa Sul-Americana em 1993 e 1994 e o Mundial de Clubes de 1993. Alcindo não vingou no tricolor e foi para o Grêmio.

Na temporada de 1994, o zagueiro Júnior Baiano trocou o Flamengo pelo São Paulo. Sob o comando de Telê Santana, conquistou naquele ano a Recopa Sul-Americana. Formava a linha de zaga com Vitor, Válber e André Luiz. “Quando eu fui contratado pelo São Paulo, ninguém da diretoria me queria. Ofereceram um dinheiro, eu aceitei, e eles diminuíram para eu não ficar. Mas o Telê Santana foi o cara que mais me ajudou, deu moral para fazer as coisas que eu queria. Ele foi o cara que influenciou a minha carreira, o meu segundo pai”, contou recentemente Júnior Baiano em entrevista ao Resenha, da ESPN Brasil.

Em janeiro de 2002, Reinaldo e Adriano foram negociados com a Internazionale. Reinaldo jamais defendeu o clube italiano. Teve ser repassado ao Paris Saint-German. Por sua vez, o clube francês emprestou o atacante ao São Paulo. “No São Paulo foi onde eu aprendi, onde o meu futebol evoluiu. Posso falar que foi uma das melhores fases da minha carreira porque a essência que eu tive, a química que eu tive com a torcida do São Paulo, é um privilégio na minha vida, é uma torcida que eu amo de paixão, que eu respeito. Não ganhei nenhum título de expressão no São Paulo, só fui campeão do Supercampeonato Paulista de 2002, mas a minha passagem no São Paulo, para mim, foi uma das mais importantes da minha carreira”, disse no ano passado em entrevista ao UOL.

Aos 29 anos, Everton é mais um a sair do Flamengo direto para o São Paulo. Campeão brasileiro em 2009, ele deixou o clube depois da conquista para defender o Tigres, do México. Voltou ao rubro-negro em 2009 depois de passar por Botafogo, Suwon Bluewings, da Coreia do Sul, e Atlético-PR. Além do Brasileirão de 2009, ganhou três estaduais (2009, 2014 e 2017). Fora do Flamengo, Everton não faturou troféus relevantes.

Reprodução: Drible de Corpo | Correio Braziliense