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É PRECISO USAR O ESPELHO

O QUE ESTÁ CERTO, PODE E DEVE SER COPIADO

       No último domingo vimos o basquete do Flamengo conquistar o título Intercontinental ou o título mundial interclubes de basquete.

     Essa conquista foi disputada entre o Campeão da Liga das Américas contra o Campeão da Liga Europeia. Foram dois jogos, onde o Maccabi Tel Aviv venceu o primeiro jogo por 69 x 66, o que obrigava o Mengão a vencer o segundo jogo por uma diferença de quatro pontos.

Foi uma partida emocionante, onde não faltou nenhum ingrediente para tornar a partida menos emocionante e dramática.

O primeiro quarto começou com o Flamengo nervoso e o time israelense abriu 7 x 0, mas imediatamente o nosso time se organizou e virou para 11 x 7.  Nosso time estava aguerrido e muito bem treinado pelo Neto e sabia exatamente o que queria. No segundo quarto chegamos a abrir treze pontos, contudo fomos para o intervalo com apenas cinco pontos de diferença.

O nosso pequenino Laprovittola foi um gigante dentro de quadra, conseguindo infiltrações belíssimas e passes ainda mais precisos, foi nosso maestro em todos os momentos, pra mim indiscutivelmente foi nosso melhor jogador em todos os momentos.

O Meyinsse foi outro que deu um show, foi um monstro dentro de quadra.

Marquinhos acertou vários lances de três, sempre que as coisas começavam a apertar, o Marquinhos de forma precisa mandava um lançamento de três pontos.

O time israelense tinha um espetacular jogador, o armador americano Jeremy Pargo, ele infernizou nosso time com lindos arremessos da linha de três e quando dávamos bobeira ele ia pra dentro e cravava, foi aí que o Benite entrou e passou a marcá-lo com muita eficiência, o que fez o Mengão abrir novamente no placar.

Olivinha e Caracter eram nossos gigantes brigando por todos os rebotes e foram implacáveis.

Marcelinho toda vez que foi acionado correspondeu, como também o ala Herrmann que com muita garra e a tradicional raça argentina disputava todas as bolas como se fossem a última.

O último quarto foi só controlar e a cada minuto que passava, obrigava o Maccabi a arriscar para tentar diminuir nossa vantagem, porém o nervosismo impedia essa aproximação. Vencemos o jogo por 90 x 77 e repetimos o feito do Sírio em 1979 e nos tornamos Campeões Mundiais de Basquete.

Nossa torcida foi um caso à parte, deu um verdadeiro show nas arquibancadas e empurrou o time cantando e gritando toda vez que achava que o time precisava de uma agitada. E ao terminar o jogo, abraçou literalmente o time, foi lindo.

A torcida arco-íris tenta desmerecer nossa conquista alegando que vencemos um torneio sem a presença de um time da NBA, contudo eles vivem num mundo paralelo, jogam um basquete em que até as regras são diferentes das jogadas no mundo todo e é por isso que não é reconhecida pela FIBA.

Sendo assim, espero que Diretor Wrobel se inspire neste time do Basquete e tente fazer como um espelho, construindo uma equipe no futebol com jogadores comprovadamente de qualidade, pois é fato que não se faz omelete sem ovos.

O Luxemburgo tenta fazer milagres para colocar nosso time no caminho das vitórias, porém falta matéria prima. É por isso que estamos patinando no meio da tabela.

            Até concordo que será impossível construir um time da noite para o dia e sei que a missão do Wrobel é dificílima, mas se contratarmos de três a quatro jogadores de qualidade incontestável, somada a uma base que já temos, em dois ou três anos estaremos com um time reconhecidamente de qualidade, brigando por todos os títulos que disputarmos. Acabou a fase de apostas.

            Amanhã precisamos mudar o foco e dar toda a atenção devida a Copa do Brasil e se Deus quiser já carimbar o passaporte para as semifinais desta competição. Eu estarei lá empurrando nosso time com toda a família Madruga e vamos voltar para João Pessoa com o dever cumprido mais uma vez.

            Saudações Rubro-Negras!

            Mengão Sempre!


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