EBM vai as compras, e traz para casa… Barbi_eri!!!

EBM vai as compras, e traz para casa… Barbi_eri!!!

Sempre eu hei de ser…. hoje, faltam-me palavras. Durante algumas semanas no Tv Coluna do Flamengo, comentei a respeito da efetivação ou não do Barbieri. Ora, com duas ou três semanas de trabalho é impossível para o Barbieri, para o Telê Santana, o Carlinhos Violino, ou o Guardiola armar o time com variações táticas. Pode-se, entretanto, organizar alguns setores da equipe e reposicionar algumas peças. Portanto, nos resenhas da Tv Coluna do Flamengo, não defendi a permanência do Barbieri, mas afirmei que, no pouco período de tempo não havia como determinar a competência o interino.

Eis que o tempo passa, e a tragédia se anuncia, vivida, galopante e inexorável. Mostrou toda a sua fúria e cores nos últimos minutos da despedida de Júlio César. Não eram um, ou dois, ou três… terminamos o jogo com quatro, que pareciam quatrocentos, volantes. Essa mancha indelével nunca será apagada das credenciais do Barbieri. Não satisfeito, ainda liderou o nosso esquadrão em Bogotá. Deixando de lado por um segundo a escalação do time (já passível de críticas), as substituições foram inaceitáveis.  A postura inerte, defensiva, medrosa, diante de uma equipe horrível, com um elenco muito superior nas suas mãos, fez-me pedir a substituição do Barbieri. Aqui nas minhas colunas nas sextas-feiras, não tenho por hábito alimentar a unanimidade da torcida. A paixão é um sentimento inexplicável, magnético, e invariavelmente desprovido de razão. Torcedores se apaixonam, amam e odeiam, e cabe ao colunista aqui, na maior parte das vezes, frear a insanidade. Porém, desta vez ecoo a torcida.

A ideia de termos um técnico bom em um clube que está as vésperas de eleições, vivendo uma crise esportiva, ainda detentor da maior torcida no Brasil, oferecendo apenas contratos de curto prazo afastam, com razão, as boas opções no mercado. Há duas semanas atrás falávamos de quais técnicos gostaríamos que estivessem a frente do Flamengo. Sonhamos com Renato Gaúcho, eu flertei com Diniz e acordamos todos, possivelmente ainda embriagados com o Barbieri.

Hoje a situação é mais trágica. Ao invés de falarmos quais técnicos gostaríamos de ver no banco do Flamengo, invertemos e falamos apenas os técnicos que não podem vir de jeito nenhum (como por exemplo… deixa eu pensar, digamos Celso Roth). Nesse caso não há técnico ideal. Todos os medianos (e mesmo os mais medalhões) nos últimos anos terão tido bons e maus trabalhos. Esses pequenos sucessos são parte de uma equação esportiva complexa, apesar do torcedor achar que é sorte. Esses técnicos têm limitações táticas, conhecem apenas algumas poucas variações de jogo e quando o plantel disponível se encaixa nesse “estilo” o técnico consegue algum sucesso. Nesse caso é preciso escolher um técnico que consiga implementar uma maneira de jogar que sirva aos jogadores que temos à disposição. Portanto, por exemplo, o nosso futuro técnico tem que montar o time com uma maneira de jogar que não conte com cruzamentos, nem ultrapassagem dos laterais, e que arrume uma maneira de sair jogando da defesa contando apenas com um volante capaz de fazê-lo; tarefa nada fácil. O sucesso temporário desses treinadores “rodados” e conhecidos dependem da junção de um certo estilo e nosso plantel. Nenhum deles vai transforar o Flamengo em uma máquina de títulos, mas por mais que se crucifique parte do elenco, a maior parte dos jogadores sofre da ausência tática e esses medianos podem melhorar e muito o time. Pelo que vimos diante do Santa Fe não há muito o que piorar nesse time.

Minha insatisfação com o Barbieri é imensa. Tão grande que quase qualquer um que seja técnico tenha pelo menos direito a uma entrevista de trabalho no Flamengo. Do latim, Vade Retro Barbieri, mas aqui não dá para termos medrosos, e o dia que jogarmos contra o Olaria, ou Macaé ou Santa Fe para empatar, quem quer que seja responsável por essa atitude, tem que sair do clube.  Mas que sejamos rápidos, se algo de concreto não melhorar as coisas podem piorar e muito no Brasileirão. Crise política, elenco desmotivado e técnicos ruins formam uma combinação que levam times para… melhor nem comentar.