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Efeito Copa do Mundo: árbitros dão mais acréscimos após parada

Média de tempo acrescentado depois do tempo regulamentar subiu em mais de 30% no primeiro tempo e em 20% na segunda etapa; faltas e cartões têm queda

Header Espião Estatístico 3 (Foto: Infoesporte)


Marcelo de Lima Henrique (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)Marcelo de Lima é um dos que mais apitaram neste Brasileirão (Foto: Luiz Henrique/Figueirense)

A Copa do Mundo trouxe grandes reflexos na disputa do Campeonato Brasileiro. Não só a comparação de nível técnico das partidas - mostrando que o futebol praticado em nosso país ainda deve muito ao nível mundial - mas a arbitragem também foi o centro da discussão. O tempo maior de bola rolando rendeu elogios, com menos faltas marcadas e acréscimos generosos. Os descontos extras, inclusive, deram mais emoção aos jogos, com partidas decididas nos momentos finais. Exemplos não faltaram: Seferovic garantiu a vitória da Suíça contra o Equador por 2 a 1 aos 47 minutos do segundo tempo; a Argentina superou o Irã com um golaço de Messi aos 46 da etapa final; Huntelaar selou a classificação da Holanda sobre o México nas oitavas de final aos 48 do segundo tempo.

Tabela Acréscimos na Copa do Mundo (Foto: Futdados)

Deu resultado. Os árbitros passaram a adotar mais tempo de acréscimo no Brasileirão e, consequentemente, aumentou o número de gols nos descontos. Se, antes da parada para a Copa, nove gols haviam sido marcados após o tempo regulamentar, esse número aumentou para 12 gols nas rodadas após o Mundial - mais de um por rodada. Os gols marcados mais tarde, no entanto, não foram com tempo exorbitantes: Zeballos, do Botafogo, garantiu a vitória alvinegra sobre o Palmeiras por 2 a 0 fora de casa aos 48 minutos e 42 segundos da segunda etapa, tempo idêntico ao gol de Alex, do Coritiba, que marcou o gol da virada por 3 a 2 sobre o Grêmio na Arena do rival.

tabela - acrescimos BR14 parte 1 (Foto: Futdados)


Alex gol Coritiba x Grêmio (Foto: Ag. Estado)Alex decidiu a vitória do Coritiba contra o Grêmio após os 48 do segundo tempo (Foto: Ag. Estado)

Antes da parada para a Copa do Mundo, 42% das partidas tinham menos de um minuto de acréscimo no primeiro tempo. Nas últimas nove rodadas, esse percentual caiu para 13%. A maior concentração de tempo extra na primeira etapa fica na faixa de dois a três minutos de tempo adicional - 39% dos jogos. Já no segundo tempo, os tradicionais "três minutos" foram substituído por quatro a cinco minutos de descontos.

A média total de acréscimos ilustra bem esse cenário. Antes da Copa do Mundo, o tempo médio de acréscimo era de 1min24s no primeiro tempo, e 3min09s no segundo. Nas nove rodadas seguintes, a média cresceu para 1min53s e 3min48s, respectivamente. A Copa fechou a competição com média de 1min49s na primeira etapa e 3min57s no segundo tempo.

tabela - acrescimos BR14 parte 2 (Foto: Futdados)



Marcelo Grohe levou cartão amarelo após demorar para cobrar uma falta (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)Número de cartões amarelos também caiu após a Copa (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

Outra recomendação aos árbitros na Copa do Mundo parece valer também no Campeonato Brasileiro. O número de faltas e cartões caíram após a parada para o Mundial. Ainda que de forma sensível, mas houve uma diminuição. A média antes da parada para o Mundial era de 34,1 faltas por partida, caindo para 33,6 infrações. Os cartões amarelos diminuíram de 4,56 em média por jogo para 4,33. Além disso, foram 20 cartões vermelhos aplicados nas nove primeiras rodadas, e 16 nas últimas nove.

Os árbitros Ricardo Marques e Leandro Vuaden se destacam como os que menos aplicam cartões amarelos em média. Considerando aqueles que apitaram ao menos cinco jogos até esta 18ª rodada, Vuaden tem a menor média, com 2,75 amarelos aplicados em oito jogos. Marques, com nove partidas apitadas, aplicou 2,78 cartões amarelos em média. O menor índice de faltas marcadas fica com Dewson Fernando Freitas da Silva, que apitou 27,4 infrações em média nas oito partidas que trabalhou.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Bruno Marques, Eduardo Souza, Igor Gonçalves, Leandro Silva, Pedro Venancio, Roberto Teixeira, Thiago Quintella e Valmir Storti.

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