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Eles observaram, venceram e analisam um Flamengo ainda em construção

Técnicos do Vila Nova e Serra Macaense, Mazola Júnior e Luiz Carlos Quarenta revelam estratégias que foram fundamentais para as derrotas rubro-negra

flameng - Eles observaram, venceram e analisam um Flamengo ainda em construção


As justificativas são simples: início de temporada, testes e peças ainda se ajustando. Mas a realidade é: dois jogos (um amistoso e um jogo treino) e duas derrotas sofridas pelo Flamengo por 2 a 1. A dois dias da estreia do Campeonato Carioca, contra o Boavista, os ''algozes'' nos confrontos de 2017 explicam o que viram do Rubro-Negro em fase de testes e os pontos fracos que ajudaram a triunfar sobre a equipe de Zé Ricardo. A questão física foi a vilã, segundo os técnicos do Vila Nova e do Serra Macaense, Mazola Júnior e Luiz Carlos Mendes, o Quarenta.

"Com volume nas pernas, o Fla voltará a apresentar grande futebol"

Em ambos os jogos, Zé Ricardo mudou o time todo após o intervalo. No último sábado, o Fla começou melhor do que o Vila Nova sob a inspiração do agora ponta-direita Mancuello. O argentino iniciou as principais jogadas rubro-negras, mas seu time cedeu espaços e acabou derrotado.

Para Mazola Júnior, nada que preocupe até então. Crê que, quando estiver inteiro fisicamente, o Flamengo voltará às cabeças.

- Acho que qualquer crítica que tecer nesse momento do ano é em vão. Penso que temos de apoiar, porque o trabalho do Zé Ricardo é notório, muito bom. Vai arrumar o Flamengo, vamos torcer para fazer uma grande Libertadores e buscar um título importante, até pelo que o Zé demonstrou. Merece. Não vi grandes defeitos na equipe do Flamengo, não. Acho que vai dar certo. Com a sequência do trabalho e com volume nas pernas, acredito que vai voltar a apresentar o grande futebol que mostrou no ano passado - avaliou Mazola.

Para vencer o Flamengo, time que já conhecia devido ao bom Brasileiro feito em 2016, Mazola resolveu fechar a zona central, inibindo, assim, a ação de Mancuello, mesmo mais aberto, e Diego. Didático, explicou que se armou para evitar que os meias chutassem com seus melhores pés. Armou uma barreira com os volantes PH, Fagner e Marcos Serrato.

- A gente sabia que o Flamengo vinha com dois meias, no 4-2-3-1. Aí fizemos um planejamento em cima dos três volantes, ainda não havíamos jogado com essa formação, até porque não tínhamos um volante canhoto. Optamos pelos três volantes para que não houvesse superioridade no meio-campo quando esses meias externos, o argentino (Mancuello) e o Everton, entrassem por dentro - afirmou o técnico do Vila Nova.

Mazola completou:

- Acho que nesse ponto ocorreu bem, apesar de termos dado bastante liberdade para que os laterais fizessem o fundo. O mais importante é que a gente procurou tirar a entrada dessa bola por dentro do campo.

Sobre a mudança de característica com a entrada de Mancuello no lugar de Gabriel, Mazola admite que o Flamengo perdeu defensivamente no setor. Porém, de acordo com o mesmo, o sistema rubro-negro impediu que os comandados de Zé Ricardo sofressem pelas laterais.

- Em termos de recomposição, penso que Gabriel tem uma característica muito mais defensiva do que Mancuello. Mas acho que houve a compensação nesse ponto tanto do Arão quanto do próprio Diego, que conseguiram fazer as dobras nas laterais. Não houve superioridade do Vila sobre os médios do Flamengo.

Jogo-treino vencido no contra-ataque pelo Serra Macaense

No jogo-treino contra o Serra Macaense, nesta quarta-feira, Zé deu oportunidade para observar meninos mais novos da base, como a promessa Vinicius Júnior. Não contou com Diego, Willian Arão, Jorge e Alex Muralha - os quatro com a Seleção. Do lado oposto do confronto, o técnico Luiz Carlos Mendes de Oliveira, o Quarenta, analisou como sua equipe se posicionou para vencer o Flamengo dentro de seu CT. Para ele, o cansaço rubro-negro foi a dica para apostar nos contra-ataques. 

- Nós levamos nosso time fechadinho. No contra-ataque, encaixou. Achamos dois gols. Eles estão vindo de uma pré-temporada pesada, o campeonato começa já no sábado.

-  A gente vê cansaço, devem estar trabalhando muito a parte física em pré-temporada. E nós exploramos bastante a velocidade. Forçamos a eles buscarem a bola no nosso campo e vimos que o contra-ataque era a melhor maneira. Exploramos essa parte - disse Quarenta.

O Serra Macaense subiu em 2016 para a Série B do Rio e, mesmo desconhecido, fez um jogo parelho e venceu em seus domínios o Flamengo, terceiro colocado do último Brasileiro.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2017/01/eles-observaram-venceram-e-analisam-um-flamengo-ainda-em-construcao.html

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