Em Defesa de Quem Não Deveria Precisar

Em Defesa de Quem Não Deveria Precisar

Sou Flamengo! Mas sou também um apaixonado por futebol. Vejo o tempo todo, comprei um segundo videogame em casa só pra jogar meu PES sem interferência, etc. E por não gostar de “ver por ver” escolhi times pra “torcer”, primeiro por cada estado do Brasil (estou falando dos anos 70 – época de rivalidade sadia, não insana como a atual) e pelo mundo, sempre priorizando os Rubro-Negros ou apenas pela simpatia causada por algum fato marcante. E um desses fatos foi muito o surgimento dos “Meninos da Vila”.

Quando se fala em “Meninos da Vila” logo se pensa no time campeão de 2002, mas a minha lembrança mais antiga remonta a 1978. Aquele time de Pita (19), Juary (19), João Paulo (21) e Nilton Batata (23), os que mais me encantavam, tinha também no elenco Rubens Feijão (21), Gilberto Costa (20), Toninho Vieira (19) e Célio (18). Eles jogavam um futebol técnico, envolvente, moleque e por vezes até irresponsável, mas muito agradável de ver. Fui conquistado e desde então nutro uma simpatia saudável pelo Santos Futebol Clube. Mas alguns anos depois surgiu outra geração dos Meninos da Vila e nela conhecemos um jogador que hoje veste o Manto: Diego Ribas.

Ontem mesmo na ESPN os “experts” falavam (quase justificando o ocorrido) que o Diego foi “assim, assim” em todos os times que passou. A saber: Santos, Porto, Werder Bremen, Juventus, VfL Wolfsburg, Atlético de Madrid, Fenerbahçe e Flamengo. Errado! E basta apenas uma pesquisa na internet pra refutar essa informação sem ter que aprofundar muito. Vamos lá?!

Santos: clube de formação, estreou profissionalmente aos 16 anos em 2002, sendo no mesmo ano campeão brasileiro e fazendo parte da seleção do campeonato. Na Libertadores/2003 chegou ao vice-campeonato e eleito o jogador mais criativo da competição. Novamente campeão brasileiro em 2004 e com constantes convocações para a seleção, acabou sendo negociado com o Porto.

Porto: no time português foi campeão mundial, da liga e da Taça de Portugal. Novamente o seu destaque o fez ser cobiçado por grandes europeus e foi jogar na Alemanha.

Werder Bremen: aqui temos seu melhor desempenho em campos europeus. Campeão da Copa da Liga, eleito o melhor jogador do primeiro turno da Bundesliga e da temporada 2006/2007 (com elogios até de Franz Beckenbauer). Logo se transformou em ídolo no clube e seguiu brilhando na temporada seguinte. Levou o WB ao vice-campeonato alemão (atrás APENAS do Bayern). No terceiro ano teve ótima participação Copa da UEFA, chegando à final da competição, onde suspenso, não pode jogar e ajudar seu time que ficou com o vice, mas contribuiu na conquista da Copa da Alemanha. Essa final foi seu último jogo pela equipe, grande desfecho para uma grande performance.

Juventus: na Itália, após um começo mantendo o ritmo dos anos do Werder, sofreu uma contusão e ao retornar já não conseguiu mais voltar ao bom momento. Cabe-se dizer que o time inteiro caiu, tanto que houve mudança de treinador, o que também prejudicou suas atuações, pois este preferia um esquema sem meias de ligação.

VfL Wolfsburg: de volta à Alemanha teve o seu pior momento na Europa, sendo inclusive dispensado por indisciplina. Foi à princípio emprestado, voltou, mas por fim negociado definitivamente com o Atlético de Madrid.

Atlético de Madrid: depois do período de empréstimo, onde fez grande sucesso, ele acabou sendo negociado em definitivo meses depois do retorno. Mas ficou por pouco tempo e, após a derrota para o Real na final da Champions, onde ficou no banco durante toda a partida, decidiu sair e jogar na Turquia.

Fenerbahçe: apesar de um certo jornali$ta estar, desde a especulação no Flamengo, tentando diminuir sua carreira e desempenho no futebol turco, todas as informações mostram que sua participação, se não foi excelente, também não foi a palavra que ele adora usar: “PÍFIA”. Aceitável, pois a sua principal fonte de informação (citada por ele em 11 de cada 10 vídeos postados pra criticar o Flamengo) são as Redes Sociais, onde além de colher dados (?) também usa e desusa para difundir ideias e picuinhas. Ou um jogador estrangeiro que joga na Europa 75 partidas em pouco mais que uma temporada (8 gols/13 assistências – sempre lembrando que assistências são os passes que TERMINAM e gol, não são contabilizados os que os atacantes perdem) pode ser considerado um fracasso? Era tão ruim que o clube turco queria £7mi por ele, só cedendo com sua insistência e com ele abrindo mão do que ainda tinha a receber. Em tempo: £3,5mi por ano de contrato.

Flamengo: sobre Diego no Flamengo eu nem haveria necessidade de falar, pois são fatos recentes. Mas como povo parece ter problemas de memória, começo com seus números: 61 jogos / 19 gols / 9 assistências (detalhe: SEM INCLUSÃO de jogos do Estadual). Chegou na metade de 2016 e foi eleito o melhor meia do Campeonato Brasileiro. Manteve o bom desempenho no início de 2017 levando o time a jogar um belo futebol no Carioca e na Libertadores até a contusão contra o Atlético-PR. Ficou cerca de 2 meses parado e voltou debaixo da pressão da eliminação. Oscilou boas e más atuações, como todo o time, mas ainda conseguiu chegar às decisões da Copa do Brasil e da Sul-americana. As duas derrotas só fizeram aumentar a pressão que explodiu definitivamente com a eliminação no VALORIZADÍSSIMO Campeonato Carioca.

Bem... Talvez alguns não acreditem, mas a ideia dessa coluna surgiu na quinta-feira e ela começou a ser “formatada” na manhã de sexta, mas é óbvio que ela ganhou motivação após o embarque. Vejo nisso tudo, nessa revolta insana um exagero (com precedentes), mas também um reflexo dessa sociedade atual das redes sociais e da polaridade, de um povo pseudo intelectualizado que acha que a defesa dos seus pensamentos, interesses e vontades se faz na truculência, na ofensa e na violência.

Já tivemos casos parecidos (os precedentes) no passado do próprio Flamengo e em outros times. Em nenhum deles o efeito foi positivo ou de significativa melhora do desempenho. Na verdade, todos resultaram em uma debandada dos principais jogadores e até mesmo de outros de menor relevância. Se é esta a intenção dos que foram (ou que insuflaram a ida), PARABÉNS AOS ENVOLVIDOS.

Por falar em INSUFLAR, e pra não fugir da polêmica, é preciso comentar sobre a ação da impren$a. Como disse no começo, ontem na ESPN eles continuaram o viés de crítica ao Diego. Normal, pois lá “É O BERÇO” daquele jornali$ta midiático que citei acima e que está desde o ano passado elegendo culpados e perseguindo jogadores através dos seus canais de divulgação. No seu último vídeo, inclusive, ele nega essa postura, mas basta pegar suas produções(?) anteriores para que ela fique bem visível. Isso pra quem quer ver, é claro, e não pra quem é fã, seguidor, teleguiado e influenciável por suas opiniões. Como exemplo cito o fato de ele nunca ter usado o termo “banana” em seus comentários até esse apelido (depreciativo) aparecer no Twitter com relação ao Bandeira. Mas se ele também usasse, certamente seria processado. Então passou, desde a famosa discussão, a chamar o nosso time (dele NÃO) de “Time de Bananas”.

 

Pra encerrar deixo a minha esperança que os efeitos do embarque sejam diluídos numa atitude amistosa da Nação Nordestina dentro do Castelão e com uma vitória no jogo de amanhã. Embora esse mesmo jornal$ta já tenha decretado o FIM DO ANO DO FLAMENGO eu ainda creio que em algum momento esse trem descarrilhado vai conseguir achar os trilhos. Deixo também a minha indicação deste capacitado cidadão, tão bem informado e tão conhecedor dos problemas e das soluções do Clube de Regatas do Flamengo (vejam seu último vídeo) para Gerente de Futebol do Clube. Se é Rubro-Negro como dizem não deveria rejeitar tal honra. A não ser que tenha medo da cobrança “justa”, “correta” e pública dos seus pares e de alguns (como ele mesmo diz) “maduros” torcedores.

Saudações Rubro-Negras!

(PS: pro jogo de amanhã não tenho palpite, tenho apenas o desejo de uma vitória e de #Paz)

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