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Em noite de caos e pressão, Flamengo mede prejuízo após falha de Thiago

Confronto entre torcida e polícia deixa rastro de destruição. Em campo, vitória sobre o Cruzeiro escapa no fim

A frase “Somos uma nação” foi escrita pela torcida em forma de mosaico na entrada do Flamengo, mas não houve unidade entre todos os rubro-negros. Em mais uma noite de caos no Maracanã, torcedores do time entraram em confronto entre si e com a Polícia Militar, tentaram invadir o estádio e causaram vandalismo também do lado dentro, danificando parte de uma grade. Enquanto a violência evidenciava o crônico problema de segurança na cidade, dentro de campo o goleiro Thiago, substituto de Muralha, falhou e permitiu o empate do Cruzeiro após o Flamengo sair na frente: 1 a 1. A segunda partida da final da Copa do Brasil será no próximo dia 27, no Mineirão. Em caso de novo empate e a decisão será nos pênaltis.

Mano Menezes, técnico do Cruzeiro, já antevia a pressão da torcida e ressaltava o perigo do impulso que vinha das arquibancadas em forma de apoio legítimo, sem violência. Atacar era a única saída do visitante para não ser acuado fora de casa. Em um primeiro tempo de equilíbrio, mas sem grandes sequências de perigo, o Flamengo começou melhor, mas o Cruzeiro conseguiu igualar as ações.

Ao escalar Thiago e deixar o criticado Muralha no banco, Reinaldo Rueda tentou tirar de campo a pressão extra que havia sobre ele. O colombiano entendeu que era desnecessário. Mais leve, sem o peso da cobrança, o jovem, até falhar, vinha dando conta do recado, assim como o experiente Fábio, no Cruzeiro desde 2005. Em suas mãos a bola ficou tranquilamente após um desviou de cabeça de Berrío. Pouco depois, Thiago encaixou, também sem grandes problemas, um chute rasteiro de Robinho.

Na melhor chance do primeiro tempo, o Flamengo trocou passes até a bola cair nos pés de Diego, que andava apagado. Ele lançou na cabeça de Willian Arão, destaque do jogo, que surpreendeu a marcação e cabeceou para excelente defesa de Fábio. O goleiro ainda trabalharia aos 37, quando foi buscar uma bola colocada de Diego quase no ângulo direito.

PAQUETÁ ABRE O PLACAR

Sem Guerrero, Rueda preferiu Paquetá, que tentava sair da área e encontrar espaços para as jogadas de ataque. Mas não levava muito perigo até aquele momento. Do outro lado, o Cruzeiro também tinha um problema ofensivo. Rafael Sóbis, em má fase, não marca há 15 jogos, desde junho. Seria substituído antes dos 15 minutos do segundo tempo.

Em uma rara chance dentro da área para o Cruzeiro, Thiago fez sua melhor defesa após conclusão de Diogo Barbosa.

Destaques da partida até então, os goleiros dariam espaço para Paquetá. Mesmo sem ser um centroavante de ofício, ele estava no lugar certo para fazer o gol do Flamengo, aos 30. Após a cobrança de um escanteio por Diego, a defesa cortou, Réver pegou a sobra e chutou. Fábio salvou. Mas Paquetá estava no rebote para fazer o seu. Estava adiantado e impedimento. Mas o juiz validou.

A complicação veio da posição na qual o Flamengo vive uma crise. Escalado para poupar Muralha, Thiago falhou em chute de longe de Hudson. Rebateu para frente, onde Arrascaeta estava livre para tocar para o gol, empatar o jogo e arrastar a discussão sobre quem merece ser o goleiro titular do Flamengo.

— Errei. Agora é ficar de cabeça erguida — resumiu Thiago.

Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/em-noite-de-caos-pressao-flamengo-mede-prejuizo-apos-falha-de-thiago-21798949

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