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Empresários negam investimento, e Fla está fora da briga por Robinho

Estratégia da diretoria de dividir em três os salários do atacante do Milan foi recusada por Plínio Serpa Pinto e Jorge Rodrigues. Janela do exterior fecha em 10 dias

Robinho jogador do Milan (Foto: Reuters)Robinho: Fla não será o destino (Foto: Reuters)

Durou pouco o sonho do Flamengo de contar com Robinho pelo restante da temporada. A estratégia armada pela diretoria após conversas iniciais com representantes do craque esbarrou na falta de apoio de investidores, e o clube saiu da disputa pelo jogador do Milan. O Rubro-Negro contava com a parceria de torcedores ilustres para arcar com a maior parte dos R$ 900 mil livres de impostos que o jogador pede por mês, mas recebeu um não como resposta.

Robinho está se desligando do Milan e a tendência é que defenda o Orlando City, da Liga Americana, a partir do início de 2015. Até lá, no entanto, seu objetivo é repetir Kaká e jogar por um período em gramados brasileiros. O Flamengo se colocou como candidato a repatriá-lo e convidou os empresários Plínio Serpa Pinto e Jorge Rodrigues para serem parceiros no investimento. Com isso, o clube pagaria somente um terço do montante pedido pelo "Rei das Pedaladas".

A intenção do clube carioca era de que Robinho desse retorno em publicidade e propaganda nas empresas do ramo imobiliário e de logística que cada um representa, respectivamente. Plínio e Jorge fazem parte de um grupo seleto de torcedores que já se colocou à disposição em outras situações para fazer este tipo de investimento caso surgisse a possibilidade da chegada de um expoente técnico à Gávea para ocupar o posto de ídolo. Internamente, há uma unanimidade que esse nome seria o do "Rei das Pedaladas". Entretanto, o plano não deu certo.

Com o fechamento da janela de transferências para jogadores vindos do exterior no próximo dia 14, a diretoria rubro-negra tinha pressa para ouvir a resposta dos empresários, e esta foi negativa. Antes mesmo da recusa, Plínio já tinha questionado a pessoas próximas o fato de colocar a mão no bolso enquanto Wallim Vasconcellos, ex-vice-presidente de futebol e ainda nome influente na Chapa Azul, acompanhava toda negociação de forma passiva.

Sem Robinho, o Flamengo tem somente dez dias para agir no mercado caso queira reforços de peso na luta contra o rebaixamento. Com 10 pontos em 13 jogos, o Rubro-Negro é o último colocado no Brasileirão, e encara o Sport, domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Mesmo com uma vitória contra os pernambucanos, o time dificilmente sairá do Z-4: a diferença para o Botafogo, 16º, é de três pontos e 12 gols de saldo.

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