| Futebol

ESPECIAL

6 ANOS EM POUCAS LINHAS

Amigos rubro-negros, esta é uma coluna especial. Completo este mês seis anos como colunista aqui no site. Passou rápido, muito rápido.

 

Muitas alegrias e alguns sofrimentos com o nosso time, mas o principal neste período foram as amizades conquistadas, graças principalmente a liberdade que temos em expor nossas ideias, sempre respeitando a opinião alheia.

 

Nossos encontros, com a presença não apenas dos colunistas como de outros amigos daqui, sempre regados a muita cerveja, muito bate papo e muita risada, sobre o Flamengo e outros assuntos menos comuns.

 

Como o trabalho foi intenso e pouco consegui comentar nas colunas da semana, vou pegar uma carona nos temas abordados, até como forma de também homenagear meus amigos colunistas.

 

PONTOS

 

No domingo, Fernando Lemos abordou uma questão que muito nos preocupava, após duas derrotas, contra Grêmio e Goiás. Estávamos a 5 pontos do Z4.

 

Após a vitória sobre o Corinthians, no mesmo domingo, a tranquilidade voltou nos afastando mais do Z4.

 

O alerto permanece válido. Tá tudo muito embolado. A distância do 20º colocado, Vitória, para o 10º, Flamengo, é de 9 pontos. Apenas 9 pontos, faltando 48 pontos a serem jogados.

 

Ou seja, dois resultados ruins, voltamos nós para a confusão. Portanto, temos sim que continuar “ralando a bunda no chão”.

 

VITÓRIA SOBRE CORINTHIANS

 

Na segunda-feira, Márcio Tend tratou da bela vitória sobre os gambás no domingo passado. Estive no Maracanã nesta partida e pude constatar o nó tático de Luxemburgo deu no Mano, que com um elenco teoricamente mais forte do que o nosso ficou preso na armadilha armada pelo nosso treinador.

 

Além da disposição tática, gostei muito do preparo físico do time, jogando de igual para igual com os paulistas que tradicionalmente possuem time mais forte fisicamente do que o nosso.

 

PESOS E MEDIDAS

 

Na terça-feira, nosso embaixador no Nordeste, Kassandro Madruga, botou lenha na fogueira que a nossa querida mídia está criando com as polêmicas da arbitragem.

 

Nada me surpreende neste comportamento imparcial dos meios de comunicação. Um jornal ou uma TV não são empresas sem fins lucrativos. Portanto, é natural que queiram satisfazer seus patrocinadores e seus anunciantes. Entretanto, a linha editorial tem que ser transparente e não camuflada por uma pseudo imparcialidade.

 

Para exemplificar, na Espanha temos os jornais AS e MARCA, ambos de Madrid, que obviamente defendem o Real Madrid, enquanto os jornas SPORT e EL MUNDO DEPORTIVO da Catalunha defendemo Barcelona. Legítimo e transparente.

 

Para reduzir este papel, o Flamengo deve investir muito em informação e opinião, seja nos meios atuais, site do clube e FLA TV, como criando novas alternativas de levar conteúdo claro aos seus torcedores.

 

CAMISA 12

 

Na quarta-feira, Ricardo Perez enalteceu o comportamento da nossa torcida.

 

É verdade. O que mais gostei do jogo de domingo foi a postura de nossa torcida. Diferentemente dos últimos anos quando se mostrava impaciente e vaiando jogadores que não jogassem bem, a torcida do Flamengo decididamente resolveu abraçar este time. Cantou e apoiou durante os 90 minutos da partida.

 

Para vocês terem uma noção, nem o Alecsandro, que destoou do restante do time, foi vaiado.

 

MOLE

 

Na quinta-feira, Ivan Maurício soltou os maribondos ainda contagiado pelo clima do empate com sabor de derrota contra o Palmeiras, após colocarmos dois gols na frente.

 

É inegável a frustação, mas confesso que fiquei mais chateado com a derrota contra o Goiás do que o empate contra o Palmeias, mesmo saindo com vantagem no primeiro tempo.

 

Tudo que não quero é jogar contra times na zona do rebaixamento nesta fase do campeonato, seja onde for. Ainda mais na casa deles, quando sabem que precisam valer o mando de campo e sentem a pressão da torcida. Aquele gol sofrido no retorno do intervalo, reacendeu o time deles, trouxe a torcida pro jogo e então perdemos o controle do jogo.

 

O melhor é jogar contra times na zona intermediária, que não estejam disputando título, ou mesmo G4, nem correndo risco de rebaixamento. No caso atual seriam Sport, Santos, Atlético-PR, Goiás e Figueirense. Por isso que contra o Goiás, praticamente jogando em casa, perdemos boa chance de não apenas nos distanciar do Z4 como nos aproximar do G4..

 

ARENA FLA

 

Na sexta-feira, Marcelo Neves, nosso embaixador no centro-oeste, trouxe informações relevantes sobre nossa escravidão em relação ao Maracanã. Um grande trabalho de pesquisa.

 

Embora não soubesse sobre estes números, eles também não me surpreendem. O consórcio que ganhou o direito de explorar o estádio, vai explorar na realidade seu trem pagador. O único clube que pode regularmente pagar suas contas.

 

Acho que cabe ao Flamengo inverter este papel. Sem o Engenhão como Plano B, nossa negociação fica desequilibrada. Só vejo então uma solução: fazer um projeto viável de um estádio para 40 mil pessoas e sentar para negociar com este projeto.

 

Quando digo projeto quero dizer um projeto real, aprovado e financiado. Existem opções de áreas para construção, o BNDES possui linhas de financiamento de longo prazo e podemos procurar empresas parceiras.

 

CONCLUSÃO

 

E nesta coluna especial, gostaria de finalizar reconhecendo o papel do Ricardo Perez como símbolo do clima de amizade e respeito que temos neste espaço. Apesar de muitas vezes discordarmos, nunca perdemos o respeito pela opinião do outro. Em algumas vezes, ele me convenceu sobre coisas que não concordava (p. ex. : Brocador) e tenho certeza que a recíproca é verdadeira.

 

 

 

Saudações rubro-negras.


Comentar pelo Site

Nenhum Comentário
Seja o primeiro a comentar essa notícia.