Especialistas falam da volta de Carpegiani ao Flamengo

Especialistas falam da volta de Carpegiani ao Flamengo

Nesta terça-feira, Paulo César Carpegiani foi apresentado como novo técnico do Flamengo. Será sua terceira passagem pelo clube como treinador, sendo que a última acontecera em 2000. Em 1981, ele levou o time aos dois maiores títulos de sua história: o Mundial e a Libertadores. Abaixo, especialistas falam sobre os trabalhos mais recentes de Carpegiani:

A VISÃO DE: Gustavo Castelucci, Comentarista da TV Bahia, afiliada da Globo em Salvador

‘Foi quem ajeitou as coisas’

A impressão que Carpegiani deixou foi muito boa. O time vinha de duas passagens ruins de Jorginho e Preto Casagrande, e foi Carpegiani quem ajeitou as coisas e fez os jogadores botarem a bola no chão para jogar. Só desandou quando a chance de o time cair foi zerada. Não me parecia muito atualizado, mas é evidente que conhece demais do futebol. Extraiu coisas boas dos jogadores mais inteligentes e, desta vez, forçou menos a barra com o filho: no Vitória, em 2012, ele costumava deixar Rodrigo à beira do campo enquanto assistia ao jogo dos camarotes.

A VISÃO DE: Thiago Mastroianni, Narrador da TV Bahia e do Sportv em Salvador.

‘Não fez nada mirabolante’

No Bahia de 2017, Carpegiani arrumou o time. Conseguiu extrair o melhor de cada peça, sempre jogando para a frente. Fez o simples, nada mirabolante, e parecia bastante atualizado nos conceitos do futebol. Nesse quesito, creio que o filho Rodrigo, seu auxiliar técnico, o ajudou muito: Carpegiani o consultava mais do que quando esteve com ele no Vitória. Acho que a direção nova do Bahia deveria ter se esforçado mais para mantê-lo, em vez de recorrer novamente a Guto Ferreira.

A VISÃO DE: Cristian Toledo, comentarista do Sportv e da RPC, afiliada da Globo no PR

‘Como bombeiro, foi bem’

O período de Paulo César Carpegiani no Coritiba pode ser resumido em duas etapas. Como bombeiro, ele foi bem, tendo sido importante na fuga do rebaixamento em 2016. Mas como líder da montagem de um time, ele fracassou, tanto que não conseguiu chegar ao carnaval de 2017 no cargo. Outro detalhe é que Carpegiani disse que não queria mais trabalhar em estaduais. O Coritiba fez um esforço — inclusive financeiro — para que ele ficasse. Depois, acabou demitido.