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Fã de Leandrinho, gerente dos Suns abre vestiário e explica rotina da NBA

No Phoenix desde os 12 anos, Jay Gaspar mostra os bastidores do primeiro rival do Flamengo nos EUA: "É de arrepiar", admite o supervisor do clube carioca

 

Bastou um primeiro contato para os jogadores do Flamengo se certificarem de que o mundo da NBA é bem diferente de qualquer outro, principalmente o que eles habitam. Mas se a estrutura oferecida pelo Phoenix Suns e as demais 29 franquias que sustentam a Liga Americana deixam os clubes brasileiros no chinelo, o dia a dia de treinamentos e a rotina de jogos e viagens não mudam tanto assim.

Anfitrião do Flamengo na US Airways Arena, no primeiro bate-bola do time rubro-negro em solo americano, o gerente de equipamentos Jay Gastar permitiu gentilmente a entrada da equipe do GloboEsporte.com no vestiário da franquia do Arizona e mostrou um pouco dos bastidores do basquete mais desejado em todo o planeta.

Amplo e confortável, o local conta com saunas seca e a vapor, banheiras de hidromassagem, sala de vídeo com poltronas semelhantes às de cinema, uma moderna sala de musculação e camas para massagem, entre outros serviços.

- É de arrepiar - disse André Guimarães, supervisor do basquete rubro-negro, que filmou o local e cedeu as imagens à reportagem (assista no vídeo acima).

Desde os 12 anos de idade trabalhando no Phoenix Suns, o fã do brasileiro Leandrinho começou como carregador de bola nos anos 90, década marcada pelo timaço comandado por Kevin Johnson e Charles Barkley, que chegou à decisão da temporada 1992/1993. Mas para o azar dos fãs da equipe do Arizona, o rival a ser batido na ocasião era ninguém menos do que o Chicago Bulls de Michael Jordan e Scottie Pippen, que levou seu terceiro título consecutivo à época com uma vitória por 4 a 2 na série melhor de sete jogos.

Camisa Leandrinho Phoenix Suns (Foto: Marcello Pires)"Dono" do vestiário do Phoenix Suns, Jay Gaspar posa com a camisa do amigo Leandrinho  (Foto: Marcello Pires)

- Contra os Bulls, eu ainda era apenas um "ball boy" (carregador de bolas), mas foi uma temporada especial e uma experiência incrível. Assim como tantas outras vividas nos anos 2000, no time que contava com Steve Nash, Shawn Marion, Raja Bell, Amar'e Stoudemire e Leandrinho Barbosa - lembrou.

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Mandachuva do vestiário do Phoenix Suns, o boa praça Jay Gaspar fez questão de exibir as camisas usadas por Leandrinho antes de mostrar a estrutura de que o brasileiro usufruiu por cerca de oito temporadas e contar como funciona o dia a dia e a rotina de uma franquia da NBA. Hoje, o armador brasileiro defende o Golden State Warriors.

- Todo mundo ama o Leandrinho aqui, ele ainda é um grande amigo que temos e um dos meus "filhos" favoritos ao longo de todos esses anos. Sou o gerente de equipamento e comando uma incrível equipe de cinco pessoas que cuida de todo o staff do Phoenix. Temos vários treinadores, cerca de oito ou nove, e todos viajam com a equipe. O trabalho é todo integrado entre esses profissionais. Todos os times têm uma estrutura parecida como essa, que ainda conta com os jornalistas e nossas próprias equipes de TV e rádio nas viagens. Ao todo, viajamos com cerca de 40 pessoas na delegação - contou.

phoenix suns vestiario nba ginasio (Foto: Marcello Pires)O vestiário dos Suns: estrutura de ponta para a equipe da NBA (Fotos: Marcello Pires)


Assim como no Brasil, em dias de jogos em casa o trabalho começa cedo. Enquanto os membros da comissão técnica chegam por volta das 6h da manhã para planejar toda a estratégia para a partida, os atletas chegam à US Airways Arena um pouco depois, fazem academia e entram em quadra às 9h30 para participarem do treino de arremessos às 10h.

Em dias de jogos fora, a rotina é um pouco diferente. Depois de treinar no próprio ginásio pela manhã, a delegação pega o ônibus da equipe, vai para o aeroporto e viaja sempre uma dia antes da partida. Praticamente o mesmo que acontece no Brasil.

phoenix suns vestiario nba ginasio (Foto: Marcello Pires)"Varal de luxo" conta com camisas de grandes astros da NBA (Foto: Marcello Pires)

- Nós temos que chegar sempre com uma noite de antecedência a cada cidade, é uma regra da NBA. Aí temos uma sessão de arremessos pela manhã no dia da partida, jogamos e já voamos para o próximo destino logo após o jogo. Passamos basicamente apenas uma noite em cada cidade - explicou.

A principal diferença certamente é no transporte. Enquanto os clubes brasileiros enfrentam voos horas de espera em aeroportos e voos desconfortáveis para o tamanho de seus atletas, Jay Gaspar confirma que cada equipe viaja com seu próprio avião. Mas nem todos são donos 100% de suas aeronaves.

- Algumas franquias adquirem apenas 75% dos aviões e outras até dividem as aeronaves, mas todas as equipes comandam seus próprios voos, têm seu próprios equipamentose suas bagagens de acordo com a necessidade de cada elenco - detalhou Jay Gaspar.

Basquete Flamengo (Foto: Marcello Pires)Flamengo treina no complexo do Phoenix Suns
(Foto: Marcello Pires)

Um aspecto curioso na NBA é que não existe a concentração para os jogadores nas vésperas de jogos. E o todo poderoso do vestiário do Phoenix Suns garante que nada muda durante os playoffs. E por uma razão muito simples:

- Nas finais nós tentamos manter a rotina. São todos supersticiosos e nós achamos melhor não mudar nada (risos). 

O Flamengo enfrenta o Phoenix Suns às 23h desta quarta-feira. Depois, encara o Orlando Magic, no dia 15, às 20h, e o Memphis Grizzlies, no dia 17, às 21h - todos pelo horário de Brasília. O SporTV transmite os três jogos ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem assistir a tudo pelo SporTV Play.

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