Fla costura acordo para que jogos de grande apelo tenham “operação de Copa do Mundo”

Fla costura acordo para que jogos de grande apelo tenham “operação de Copa do Mundo”

O Flamengo volta a campo pela Copa Conmebol Libertadores na próxima quarta-feira (16), às 21h45, horário de Brasília, e será o primeiro embate pela competição internacional com portões abertos ao público neste ano. Afinal, o clube cumpriu dois jogos de suspensão, sem direito a ter torcida no estádio, devido aos incidentes na final da Copa Sul-Americana de 2017.

Com o intuito de evitar que as cenas se repitam, pois podem ocasionar em penas até maiores – o clube pode ser eliminado das competições organizadas pela Conmebol -, o confronto contra o Emelec, do Equador, deve contar com uma “operação de Copa do Mundo”, conforme informou o Uol Esporte. A decisão foi tomada em conjunto entre o Fla, Polícia Militar e Prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo o periódico, a informação ainda não foi confirmada pelas autoridades, embora o veículo tenha informações sobre como será a organização do evento: “O objetivo é montar um perímetro para impedir a aproximação de qualquer torcedor que não esteja portando o ingresso da partida. A dificuldade está no fato de ser um dia útil e no horário do duelo: 21h45, de quarta-feira (16). Neste caso, a área do Maracanã precisaria ser isolada pelo menos quatro horas antes do evento, algo a ser avaliado por conta do horário do rush e da intensa movimentação de veículos na região. Independentemente disso, as partes estudam barreiras nas quais apenas portadores de ingressos terão acesso.”, disse parte da matéria do Uol.

O site ainda entrevistou o Tenente-coronel Sílvio Luiz, que é comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádio (GEPE). De acordo com o Tenente-coronel, há sim um plano semelhante ao que fora usado na Copa de 2014 no Brasil, no entanto, fica a cargo da prefeitura a decisão final sobre o esquema a ser usado.

Existe o plano de um esquema muito semelhante ao que aconteceu na Copa do Mundo, inclusive com o isolamento do perímetro. A Prefeitura que baterá o martelo até o fim da semana, mas sabemos que não podemos prejudicar milhares de pessoas por causa de 60 mil que vão ao jogo. É lógico que o perímetro facilitaria muito o nosso trabalho, mas se não for possível, verificaremos os ingressos antes dos acessos às catracas, de uma forma mais intensa do que já é feita atualmente —, explicou o comandante do Gepe ao Uol.

Sobre o assunto que movimentou as redes sociais neste semana: o fato de os sócio-torcedores terem que adquirir ingressos para a partida da Libertadores, ao invés de carregar o mesmo em seus cartões de ST (clique aqui para ler mais detalhes), o Tenente detalhou o motivo pelo qual optaram por essa decisão. Segundo Sílvio Luiz, o cartão é um problema, pois o associado pode cancelar o seu plano, mas usar o objeto para se aproximar das catracas, gerando assim tumulto. Agora, o bilhete é visto visualmente por todos, facilitando assim o esquema de segurança que poderá ser aplicado na próxima quarta (16).

Não resta dúvida de que o cartão foi um dos problemas. A pessoa que cancela o sócio-torcedor permanece com o cartão e chega próximo das catracas da mesma forma. É ali que o tumulto é gerado. A verificação de um ingresso é visual. Do cartão, não. É impossível verificá-lo antes da catraca. A aglomeração gerada pode ser o estopim para graves problemas quando pessoas mal-intencionadas estão por ali. Discutimos possibilidades para findar esse impasse. O Flamengo foi avisado há algum tempo e concordou com tudo, ainda que possa não ter gostado —, encerrou o comandante, em entrevista ao Uol.

O Flamengo e a Polícia Militar pretendem adotar o novo esquema de segurança em todos os jogos de grande apelo a partir do embate contra os equatorianos. A única dúvida, segue em relação ao cartão ingresso, tendo em vista que é um dos benefícios que o sócio tem. No entanto, o GEPE espera que o clube apresente uma solução satisfatória para que a PM possa fazer a verificação dos bilhetes e dos cartões ingressos mais facilmente. Contudo, segundo o Uol, isso não está próximo de acontecer.